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Pandemia: PARANÁ ADOTA SEIS CRITÉRIOS PARA A RETOMADA DAS AULAS PRESENCIAIS DURANTE A PANDEMIA DE COVID-19

Ministério Público do Paraná alerta que surtos em instituições de ensino podem ser difíceis de detectar pela falta de sintomas nesta faixa etária escolar na Rede Estadual de Ensino.

Em resposta a uma solicitação feita pelo Ministério Público do Paraná (MPPR), o Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (Sesa) e do Comitê “Volta às Aulas”, informou quais os critérios que determinarão (ou não) o retorno das atividades escolares presenciais durante a pandemia de Covid-19.

No documento, encaminhado na quinta (1º de outubro) ao MP paranaense, a Sesa cita seis critérios para a retomada das atividades escolares, estes mesmos critérios recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Fiocruz. São eles:

1. A transmissão da doença deve estar controlada, com índice de transmissão (Rt) baixo de 1 (e idealmente menor que 0,5) e é necessário haver uma diminuição constante de no mínimo 50% na incidência de casos confirmados e suspeitos, durante um período de três semanas.

2. O sistema de saúde deve estar apto para detectar, testar, isolar e tratar pacientes e para a estratégia de rastreamento de contatos. Isso significa que é necessário haver testes disponíveis para detecção de Covid-19, que os casos novos devem ser identificados e registrados rapigamente (em até 24 horas) na análise epidemiológica e que as pessoas contaminadas sejam colocadas rapidamente (em até 48 horas) em isolamento, havendo ainda o monitoramento de pelo menos 80% dos contatos do contaminado durante 14 dias, testando-se pelo menos 10 contatos por caso suepeito/confirmado.

3. Os riscos de surtos devem estar minimizados em estabelecimentos de saúde, escolas e asilos.

4. Adoção de medidas preventivas em locais de trabalho, escolas e setores essenciais, com a apresentação de um plano detalhado de medidas sanitárias, higienização e garantia de distanciamento entre as pessoas no ambiente escolas, salas de aula e transporte.

5. Administrar os ricos de casos da doença originados de outros lugares.

6. Orientar e instrumentar a comunidade para se adaptar às novas regras.

Procurada pelo Bem Paraná, a Sesa ressaltou ainda que, dependendo da situação, outros critérios e restrições podem ser impostos.

‘Surtos em instituições de ensino podem ser difíceis de detectar’

Noutro trecho do documento encaminhado ao MPPR, a Sesa informa ainda que a proporção de infecção pelo novo coronavírus na faixa etária de 0 a 19 anos representa 9,6% dos casos confirmados de Covid-19 no Paraná e ressalta que esta população apresenta maior tendência a desenvolver casos leves ou assintomáticos, embora também possa evoluir com formas graves como a Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica.

“Destarte, os surtos em instituições de ensino podem ser difíceis de detectar pela falta de sintomas nesta faixa etária e consequentemente menor número de testes realizados”.

No documento, a Sesa cita ainda que é necessário também o respeito ao distanciamento físico, higienização das mãos e uso de máscara facial, entre outras medidas preventivas. Além disso, também destaca que “o retorno às aulas sem condições epidemiológicas adequadas expõem a risco a saúde da população escolar, e a abertura diferenciada entre o setor público e privado aumenta as iniquidades no acesso à educação”.

(Da Redação com Bem Paraná)

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