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Pandemia: GOVERNO DO PARANÁ ESTUDA ‘TESTE’ DE VOLTA ÀS AULAS EM CIDADES COM MENORES ÍNDICES DE COVID-19

Professores e servidores da rede estadual de ensino em 209 cidades do Estado  aprovaram greve, caso as secretarias de Educação e Saúde decidam recomeçar o ensino presencial em 2020.

O governo do Paraná avalia a possibilidade de criar uma plano-piloto antes da retomada das aulas presenciais suspensas desde o dia 20 de março. O assunto foi tema de reunião nesta quarta (23) entre representantes da Secretaria de Estado de Educação e Esportes (SEED), da Secretaria de Estado de Saúde (Sesa) e o pela Casa Civil.

A ideia é que o retorno aconteça antes, seguindo todos os protocolos de segurança, nas regiões com menores índices de transmissão, contaminados e mortes por Covid-19. A princípio, as primeiras cidades que receberiam o plano-pliloto são Irati, Guarapuava ou União da Vitória.

Uma nova reunião foi marcada para a próxima semana para tratar do assunto e tanto a Sesa, quanto a SEED, são enfáticas ao afirmar que ainda não há data nem para o plano-piloto e nem para o retorno das aulas presenciais.

“A Seed trabalha para fomentar o retorno seguro. Baseado no decreto que estabelece que será  a Secretaria de Estado da Saúde  vai definir o retorno, a Secretaria de Estado da Educação  e do Esporte vem discutindo tema com a Sesa  e somente diante de um cenário  seguro será feito o retorno às aulas”, afirma nota enviada pela assessoria da SEED.  A secretaria de Saúde confirmou a realização da reunião e o plano-piloto.

Segundo a proposta em estudo, o plano-piloto deve durar de duas a três semanas, quano serão analisados todos os dados e se der certo, poderá ser implantado em outras cidades, assim o retorno às aulas no Paraná seria gradativo.

O plano-piloto, se aprovado, seguirá todas as normas já aprovadas pela Sesa e pela Seed no chamado Protocolo de Retorno de Aulas Presenciais no Paraná.  De acordo com o documento, os estudantes serão divididos em grupos, que farão revezamento permanecendo por uma semana em aulas presenciais e por uma semana em aulas remotas (on-line).

As escolas terão que fazer o levantamento sobre quantos alunos retornarão às aulas e quantos continuarão no ensino online, para organizar o retorno de maneira que haja o distanciamento mínimo de 1,5 metros. As aulas de Educação Física deverão ser feitas remotamente ou substituídas por aulas teórica.

Também é recomendado o fechamento da biblioteca, laboratórios de informática, laboratório de ciências, salas de projeções, brinquedoteca e piscinas “Sugere-se que as crianças não levem seus próprios brinquedos para a escola, cabendo às escolas disponibilizá-los, bem como garantir sua limpeza e higienização, imediatamente após o uso, ficando vedado o compartilhamento de objetos entre as crianças”, afirma o protocolo.

Veja principais pontos do Protocolo de Retorno das Aulas

Distanciamento

O protocolo prevê um distanciamento de 1,5m em todos os espaços, incluindo na sala de aula. Será feita também a aferição de temperatura de todos que entrarem a escola, tendo como limite 37º.

Horários de aula

Já os horários de entrada e saída, e intervalo/recreio devem ser redefinidos e intercalados, de modo a evitar a aglomeração de pessoas e a circulação simultânea de grande número de alunos, nas áreas comuns e nos arredores do estabelecimento.

Modelo híbrido e escalonado

O ensino híbrido será adotado. As aulas remotas permanecem diariamente e as aulas presenciais ocorrerão de forma escalonada. Para isso, os estudantes serão divididos em grupos, que farão revezamento permanecendo por uma semana em aulas presenciais e por uma semana em aulas remotas (on-line). A retomada de conteúdos também é uma das preocupações do protocolo, com atividades, recuperação e atendimento de estudantes com maior dificuldade.

Volta escalonada

Quando a data for definida pela Sesa o protocolo prevê um retorno gradual, por faixa etária, na seguinte ordem:

– Estudantes do 3º ano do Ensino Médio e 9º ano do Ensino Fundamental

– Estudantes do Ensino Médio

– Estudantes do Ensino Fundamental I e II

– Estudantes da Educação Infantil (menores de 2 anos não voltam por enquanto).

Entre as principais medidas sanitárias previstas pelo protocolo estão a compra de insumos e Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para todos. Só para a rede estadual serão adquiridos:

– 5 milhões de máscaras de tecido

– 200 mil litros álcool em gel por mês

– 200 mil litros de álcool 70% por mês

– 95 mil luvas

– 10 mil termômetros

– 15 mil toucas

– 105 mil dispensers

– 15 mil macacões

– 15 mil botas

Professores ameaçam greve

Em a assembleia on-line comandada pela APP Sindicato no dia 12 de setembro, professores e servidores da rede estadual de ensino em 209 cidades do Estado  aprovaram greve caso as secretarias de Educação e Saúde decidam recomeçar o ensino presencial neste ano.

Mais de 2,7 mil profissionais que trabalham na educação pública do Paraná se cadastraram para participar da assembleia, que aconteceu por videoconferência na plataforma Zoom.

(Da Redação com Bem Paraná)

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