NO PRÓXIMO VERÃO, NINGUÉM VAI PASSAR CALOR NOS ÔNIBUS DE FOZ

A gente não garante o que está no título. Quem promete é o diretor-superintendente do Foztrans, Fernando Maraninchi. Anote, então, pra cobrar em dezembro deste ano. Porque, como todo mundo sabe, promessa é dívida

O papo sobre o ar-condicionado veio no bojo de uma série de perguntas sobre mobilidade em Foz do Iguaçu, feita no democrático grupo de WhatsApp “Imprensa Foz”, um meio de o Foztrans se comunicar mais diretamente com os jornalistas. No meio das perguntas genéricas sobre transporte urbano, o jornalista Adilson Borges perguntou, curto e grosso: “Ar-condicionado?”. Resposta de Maraninchi: “Teremos este ano”.

Ufa! O iguaçuense que usa o transporte coletivo já não suará em bicas, se a promessa for cumprida (e terá que ser, porque “é dívida!”).. Porque não é só o calor provocado pela temperatura externa que, sem ar-condicionado nos ônibus, faz de um mero deslocamento de ônibus uma sauna infernal.

Poucos sabem, mas nós – seres vivos de sangue quente – emitimos calor. Em matéria recente do Fantástico, da Rede Globo, especialistas explicaram que a energia que o ser humano põe pra fora do corpo equivale a uma lâmpada incandescente de 100 kilowats.

Então, se cem pessoas estão dentro de um ônibus, emitindo calor num dia quente, dá pra imaginar o inferno. O ônibus vira uma sauna daquelas infernais, involuntária pra quem já chega cansado e só quer mesmo um pouquinho de descanso e, impossível no caso, água fresca (a não ser que a pessoa leve numa caixinha de isopor sua própria água).

No calor de Foz do Iguaçu, onde a temperatura oficial chega fácil a mais de 30 graus – e a sensação térmica se aproxima também facilmente dos 40 graus -, é quase um crime submeter passageiros do transporte coletivo a um percurso que pode ser de 30 ou 40 minutos (ou mais) dentro de um ônibus que não dispõe de ar-condicionado.

Na matéria do Fantástico, feita em São Paulo, o medidor mostrou que num dos locais do ônibus, próximo ao motor, a temperatura chegava a 80 graus. E o calor, naquele dia, nem se aproximava daquilo a que estamos acostumados por aqui.

Enfim, esta é uma promessa positiva. A questão, agora, é cobrar. E saber cobrar, porque promessa, como todo mundo sabe, é dívida (não custa insistir).

Mobilidade

O diretor-superintendente do Foztrans, na mesma entrevista, também comentou que será criada, em Foz, até julho (é o que prevê) a Diretoria de Mobilidade, prevista no Plano de Mobilidade Urbana de Foz do Iguaçu, o MobiFoz, aquele desenvolvido em parceria entre a Prefeitura e o Parque Tecnológico Itaipu – PTI.

O plano é interessante e representa uma mudança radical em relação à questão da mobilidade, porque leva em conta, primordialmente, o pedestre, depois o ciclista, a seguir o transporte coletivo e só depois, pela ordem, o transporte de cargas e, na base da pirâmide invertida, o transporte individual, por motos ou carros particulares. Como deve ser!

O MobiFoz, pra ser implantado, depende de burocracia. E, uma delas, é a criação da Diretoria da Mobilidade na Prefeitura de Foz, que até hoje não existe e nem se sabe onde funcionará.

O diretor-superintendente do Foztrans diz que a tal diretoria poderá ser vinculada à Secretaria do Planejamento ou ao próprio Foztrans. Fernando Maraninchi gostaria que ficasse sob o guarda-chuva do Foztrans, mas ele mesmo admite que o órgão, hoje, já é responsável por uma série de serviços – fiscalização do transporte coletivo, do estacionamento regulamentado, da sinalização de vias, etc, etc -, que precisaria de muito mais pessoal pra também planejar o futuro da mobilidade em Foz.

De qualquer forma, Maraninchi adianta que a implantação de corredores exclusivos para o transporte coletivo não está em estudos, ao contrário do que prevê o Mobifoz, e nem mesmo a criação de novos terminais. Segundo ele, esses terminais “que chamaremos de pontos de integração” – só serão criados “se houver necessidade”. Está previsto, por exemplo, um “ponto de integração” em Três Lagoas, com abrigos maiores que os normalmente utilizados.

Para Fernando Maraninchi, a implantação do Sistema Inteligente de Mobilidade Urbana – o SimFoz -, até julho, e as novas câmeras semafóricas, permitirão que o Foztrans consiga “elementos para justificar as mudanças” necessárias no sistema de transporte coletivo.

Por enquanto, o iguaçuense já pode se animar com a promessa do ar-condicionado. Desde que não venha condicionada a um aumento da tarifa.

(Com H2Foz)

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