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Mundo: NOVO BOLETIM MÉDICO INFORMA QUE TRUMP NÃO ESTÁ FORA DE PERIGO

Relatório foi divulgado depois de um dia de divulgação caótica das informações sobre a saúde do presidente americano.

Um novo boletim médico divulgado na noite deste sábado, 3, pela Casa Branca, depois de um dia de divulgação caótica das informações sobre a saúde do presidente Donald Trump. Após uma coletiva de imprensa em que Conley passou a mensagem de que Trump estava bem, o chefe de gabinete da Casa Branca, Mark Meadows, traçou um quadro mais sombrio ao informar que as próximas 48 horas serão críticas.

O novo boletim informa que Trump, está bem e sem febre, mas ainda não fora de perigo:  “Ele passou a maior parte da tarde trabalhando e tem se movido na suíte médica sem dificuldade”, informou o médico Sean Conley. O médico disse que Trump teve melhora substancial, mas ainda não está fora de perigo – usando a expressão “out of the woods”, que tem esse significado em inglês – e que o time médico “continua com otimismo cauteloso”.

Segundo Meadows, os sinais vitais de Trump foram preocupantes na sexta-feira. A informação foi inicialmente divulgada em off, mas horas depois a imprensa americana revelou que Meadows era a fonte. À noite, depois de uma tarde de informações desencontradas, Trump publicou um vídeo no qual aparece abatido, mas diz que está melhorando.

O boletim mais recente de Sean Conley informa que o presidente americano completou nesta noite a segunda dose do antiviral Remdesivir “sem complicações”. A saturação de oxigênio do presidente está em torno de 96% e 98%, segundo o relatório.

Na coletiva de imprensa da tarde, Conley foi evasivo ao falar sobre o tema. A imprensa americana revelou que Trump precisou de suplementação de oxigênio na sexta-feira na Casa Branca, antes de ser transferido para o hospital militar Walter Reed.

Segundo o boletim médico, o plano para o domingo é continuar com a observação entre as doses do Remdesivir, “monitorando de perto o status clínico” do presidente.

No vídeo publicado nesta noite, Trump apareceu com aparência abatida e disse que nos próximos dias terá um “teste real”. “Vamos ver o que acontece nos próximos dias”, disse o presidente.

Próximas 48 horas de Trump serão críticas, diz chefe de gabinete da Casa Branca

Apesar do panorama otimista dado pelos médicos sobre a saúde do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em entrevista coletiva mais cedo neste sábado (3), nos bastidores, o chefe de gabinete Mark Meadows pintou uma figura bem diferente.

“O presidente Donald Trump ainda não está em um caminho claro para a recuperação da Covid-19 e alguns de seus sinais vitais nas últimas 24 horas foram muito preocupantes”, disse uma fonte que pediu para não ser identificada ao grupo de jornalistas que acompanham os eventos da Casa Branca.

O jornal The New York Times reportou que um vídeo publicado na internet mostra Meadows fora do Centro Médico Militar Walter Reed se aproximando dos repórteres e pedindo para falar sob condição de anonimato, expondo quem era essa fonte.

A publicação disse ainda que duas pessoas próximas da Casa Branca disseram que a decisão de transportar Trump ao hospital foi tomada após ele sentir dificuldade para respirar e o nível de oxigenação do sangue cair. Duas fontes próximas à Casa Branca disseram que ele chegou a receber oxigênio suplementar na noite de sexta (2) —o que foi negado por Sean Conley, o médico da Casa Branca.

A imprensa norte-americana tem questionado as informações dadas pela equipe médica oficial. Durante a entrevista coletiva, Conley pareceu indicar que o presidente foi diagnosticado com o vírus na quarta-feira (30), não na quinta (1º), como havia sido reportado anteriormente.

Ao descrever a evolução do estado de saúde do presidente, o médico disse que ele estava “com 72 horas após o diagnóstico”, o que significaria a tarde de quarta.

De acordo com as informações oficiais, Trump passa bem, e sentiu apenas febre, tosse e fadiga. Ele recebeu a primeira dose de Remdesivir, um medicamento intravenoso que teve eficácia comprovada em casos graves de infecção pelo novo coronavírus.

O presidente dos Estados Unidos anunciou pelo Twitter na madrugada de sexta-feira que ele e a primeira-dama, Melania, haviam contraído a doença.

Grupo de Risco – Aos 74 anos e obeso, Trump é parte do grupo de risco que pode ter complicações decorrentes do contágio por coronavírus. Ele anunciou que o teste de coronavírus havia dado positivo na madrugada da sexta-feira e menos de 24 horas depois foi transferido para o hospital militar Walter Reed.

(Da Redação com Agência Estado)

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