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Foz do Iguaçu: PESQUISA REVELA O QUE PENSAM OS ESTAGIÁRIOS DA ITAIPU

A ansiedade é o sentimento mais comum entre os jovens. Sem deixar de lado trabalho e os estudos, eles(as) procuram ocupar o tempo com diversas atividades.

Eles podem não estar presentes, mas estão atentos ao que acontece nas áreas e ansiosos para voltar à rotina normal. São os estagiários da Itaipu que participaram de uma pesquisa para saber como eles estão vivenciando o isolamento social durante a pandemia de covid-19. O questionário foi aplicado pelo Programa de Estágio, coordenado por Aliny Baltokoski, da Divisão de Seleção e Acompanhamento de RH.

Dos 194 estagiários, 188 responderam à pesquisa, representando um percentual de 97% de participação. A maioria, 90%, tem se mantido em isolamento, saindo de casa apenas para atividades essenciais, como encontrar a família (11%), namorado(a) (3%) ou amigos (2%).

Eles mostraram compreender a necessidade de distanciamento e os desafios que isso representa. “Creio que supervisionar à distância é mais difícil e, por conta da pandemia, pode haver mais demanda de trabalho a meus supervisores, então sinto que não há muito tempo para me demandar trabalhos, o que me deixa com tempo ocioso e, às vezes, sem os feedbacks necessários. Isso me desmotiva um pouco, porém entendo a situação”, respondeu um dos entrevistados.

Nesse sentido, sentir-se parte da equipe é um fator importante para manter o interesse dos jovens, conforme mostra esta resposta: “Todos os colegas e, principalmente, o supervisor do estágio se preocupam em me incluir em todas as tarefas, mesmo que a distância. Fazemos reunião com todos da área via webex duas vezes por semana e em um dia da semana, especificamente, o supervisor faz contato via ligação para saber como estão minhas demandas. Está tudo transcorrendo bem.”

Dia a dia

A ansiedade é o sentimento mais comum entre os jovens, com 75% das respostas. Enquanto 26% se declaram tranquilos, 14% confiantes e 0,5% afirma que nada mudou, 43% estão entediados(as), 32% mudam de humor toda hora, 27% sentem-se tristes, 26% irritados(as), 23% com medo e 1% preocupado(a). 12% não souberam dizer como se sentem.

As maiores preocupações no momento incluem a saúde da família (70%); a pandemia (66%); incertezas sobre o futuro (64%); desemprego (60%); educação, atividades da faculdade e aulas (59%); término do contrato de estágio (59%); falta de dinheiro (43%); ter que ficar em casa (18%); qualidade da alimentação (11%) e violência, seja dentro ou fora de casa (10%).

Sem deixar de lado trabalho e os estudos, eles(as) procuram ocupar o tempo com diversas atividades, principalmente ligadas à tecnologia. 79% continuam estudando, 72% realizam as atividades demandadas no estágio, 67% assistem a filmes ou séries, 65% ficam no computador, celular ou tablet, inclusive conversando com amigos(as) (56%).

Livros e revistas são uma forma de lazer para 45% dos estagiários, assim como notícias (33%), jogos, jogos on-line ou videogame (32%), atividades religiosas (9%), conversas com amigos pessoalmente (2%), TCC (1%) e atividades físicas (1%). 1% ajuda no negócio da família e 0,5% fazem atividades domésticas.

Aprendizado

Convidados a compartilhar o que aprenderam durante o afastamento da rotina presencial, os jovens mostraram que estão dispostos a evoluir com a situação. Foram 131 respostas. Confira algumas:

– “[Desenvolvi] a capacidade de adaptação e aprendizado de novas ferramentas, a importância de exercícios físicos e de atenção plena, e os benefícios da utilização correta de agendas e similares.”

– “A adaptação a essa nova forma de trabalho remoto me fez aprender a ter compromisso com as atividades, mesmo elas sendo realizadas em casa.”

– “No quesito pessoal, foram diversas evoluções e aprendizados – espiritualidade, exercícios físicos e boa alimentação foram incluídos na rotina diária. Estou mais atenta ao que ocorre ao meu redor, procurando sempre uma maneira de fazer a diferença, mesmo que remotamente, afinal, como essa pandemia mostrou, não estamos no controle de nada, e eu, como uma pessoa supercontroladora, estou tentando melhorar a cada dia. Já no lado profissional, o maior aprendizado foi o exercício da paciência. A questão tecnológica foi um problema no início, mas peguei o jeito rápido. É bem difícil não saber o que está acontecendo, mas graças à minha supervisão, consigo desempenhar meu trabalho com excelência.”

– “É necessário se reinventar e tentar se adaptar à situação em que estamos inseridos. Precisamos valorizar o presencial, a equipe perto, pois à distância, mesmo funcionando, ainda é muito diferente.”

– “Acredito que resignação é o maior aprendizado desses últimos tempos. Temos que entender a situação e nos adaptar a ela sem reclamar. Aprendi a cuidar mais da minha saúde mental e entender quais são os gatilhos que aumentam a minha ansiedade. Quanto ao profissional, acredito que a responsabilidade deve vir em primeiro lugar; a situação é diferente, os recursos são inferiores, mas a dedicação deve ser a mesma.”

– “Aprendi principalmente a me organizar, planejar e estabelecer prioridades com base nos objetivos que quero alcançar. Sou muito grata à oportunidade de estagiar na Itaipu, pois mesmo à distância minha supervisora cuida para que possamos ajudá-la, da forma como é possível.”

(Da Redação com JIE)

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