Economia: APÓS QUATRO MESES DE DEMISSÕES, BRASIL CRIA 131 MIL VAGAS FORMAIS DE EMPREGO EM JULHO

Resultado é o melhor para o mês desde 2012; para o ministro Paulo Guedes, desempenho do Caged confirma a hipótese da equipe econômica de que o País iria cair menos do que o previsto pelo mercado.

O Brasil voltou a gerar empregos com carteira assinada em julho, quando as contratações superaram as demissões em 131.010 vagas, informou o Ministério da Economia nesta sexta-feira, 21.

A programação inicial do governo era de que o resultado seria publicado somente na quinta-feira da semana que vem, 27, mas a divulgação foi antecipada pela área econômica. A evolução positiva do emprego formal acontece após quatro meses de queda, segundo números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

De acordo com dados oficiais, esse foi o melhor resultado para o mês de  julho desde 2012, quando foram contratados 142.496 trabalhadores com carteira assinada.

A maior parte do mercado financeiro já esperava uma retomada do emprego no mês passado, mas o desempenho do Caged em julho veio melhor que o intervalo das estimativas de analistas consultados pelo Projeções Broadcast. As projeções eram de fechamento líquido de 20.789 vagas a criação de 91.389 vagas em julho, com mediana positiva em de 25 mil postos de trabalho.

No acumulado dos sete primeiros meses do ano, ainda segundo informações do Ministério da Economia, as demissões superaram as contratações em 1,092 milhão de empregos formais.

As demissões refletem o impacto no mercado de trabalho brasileiro da pandemia de covid-19, que está empurrando a economia mundial para uma forte recessão. No Brasil, estimativa mais recente dos economistas do mercado financeiro é de uma queda de 5,5% para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, comemorou o primeiro resultado positivo no mercado de trabalho formal desde o início da pandemia de covid-19 no País. “A criação de vagas de empregos em julho é notícia extraordinária e mostra que retomamos o ritmo de criação de empregos. O resultado do Gaged confirma a nossa hipótese de trabalho de que Brasil iria cair menos do que era previsto pelo mercado. As revisões das projeções estão confirmando que PIB brasileiro deve cair cerca de 4% neste ano”, afirmou.

Guedes destacou que o resultado de julho decorreu de 1,043 milhão de admissões e 912.640 demissões. “O número de contratações e os dados sobre o consumo têm saído com padrão semelhante. A queda da atividade foi abrupta, o retorno da economia é mais lento mas é seguro.  O desempenho do Caged é um sinal de que economia pode ter mesmo recuperação em ‘V’”, completou.

‘O Brasil voltando à normalidade’

O presidente Jair Bolsonaro comemorou, pelo Twitter, o resultado do Caged. “Em julho 2020 o Caged apresentou um saldo positivo de 131.010 novos postos de trabalho. O grande destaque foi a indústria de transformação, em especial a fabricação de produtos alimentícios e a construção civil. É o Brasil voltando à normalidade”, escreveu na rede social.

O secretário especial de Previdência e Trabalho da Economia, Bruno Bianco, avaliou que o mercado de trabalho formal deve continuar apresentando resultados positivos nos próximos meses. “O Caged positivo de julho certamente é o primeiro de muitos”, disse.

O ministro Paulo Guedes confirmou ainda que o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEm) será renovado por mais dois meses. Ele destacou os 16 milhões de acordos celebrados no programa, que permite a suspensão de contratos ou a redução de salários e jornada de trabalho.

“O BEm foi o programa mais efetivo do governo em termos de gastos, custando pouco mais de R$ 20 bilhões até agora, para preservar mais de 16 milhões de empregos. Por isso vamos estender o BEm por mais dois meses para continuar a preservar empregos na retomada”, anunciou.

Guedes prometeu ainda que o governo anunciará na próxima terça-feira, 25, o novo programa social do governo, o Renda Brasil, além do relançamento do contrato de emprego Verde Amarelo, com novas regras.

Setores que mais contrataram em julho

A criação de vagas foi puxada principalmente pelo setor industrial em julho, que contratou 53.590 pessoas a mais do que demitiu. O setor de construção, que em junho já havia apresentado saldo positivo, contratou 41.986 pessoas a mais do que demitiu no mês passado.

O comércio contratou mais do que demitiu pela primeira vez desde março: foram 28.383 novas vagas. O setor de serviços, registrou 15.948 demissões a mais do que contratações em julho (em junho, as demissões na área foram de 50.345).

No mês passado 25 Estados registraram resultado positivo e apenas dois tiveram saldo negativo. Todas as cinco regiões do País tiveram abertura líquida de vagas. O melhor resultado foi registrado em São Paulo com a abertura de 22.967 postos de trabalho. Já o pior desempenho foi do Sergipe  que registrou o fechamento de 804 vagas em julho.

O salário médio de admissão nos empregos com carteira assinada subiu de R$ 1.703,68, em junho, para R$ 1.709,71 em julho.

(Da Redação com Agência Estado)

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