TRANSPORTE DE GRÃOS FICA 50% MAIS BARATO COM NOVA TABELA DO FRETE

Dado é da Abiove; Tabela atual vai mudar; Esalq fez nova metodologia

O preço do frete de grãos deve cair 50%, quando entrar em vigor uma nova versão da tabela do frete, disse André Nassar, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Óleo Vegetal (Abiove). Na cadeia do leite, a queda é semelhante.

“No nosso caso, ficou escancarado que o que está sendo cobrado não tem nada a ver com o custo do transporte”, afirmou Nassar.

As tabelas atualmente em vigor foram feitas às pressas, para encerrar a greve do ano passado. A nova, que deve começar a valer em 20 de julho, como determina a lei, usa uma nova metodologia de cálculo elaborada pela Esalq/USP. “É 1 cálculo o mais detalhado possível”, afirmou Nassar.

Nesta 5ª feira (23.mai.2019), uma audiência pública realizada na ANTT discutiu a nova tabela. Reuniões semelhantes foram feitas no Pará, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul. Com base nas opiniões ouvidas e contribuições por escrito, a agência reguladora vai elaborar uma resolução explicando como aplicará a nova metodologia. Aqui, 1 histórico da política de frete.

A Abiove pressiona contra 1 dispositivo que consta da minuta da resolução. Ele impede que uma carga seja transportada se o preço do transporte estiver abaixo da tabela. A ANTT não emitirá o Ciot (Código Identificador da Operação de Transporte), sem o qual a carga não pode viajar.

Caminhoneiros

O travamento do sistema é visto pelos caminhoneiros como a solução para a falta de fiscalização quanto ao cumprimento da tabela. Esse tem sido o principal motor para as mobilizações que volta e meia circulam nos grupos de Whatsapp.

Mas isso pode ser 1 tiro no pé, acha Nassar. Como o Ciot só é exigido no transporte por caminhoneiros autônomos, os embarcadores (donos de carga) podem optar por usar só transportadoras com funcionários próprios.

Alternativa

O problema da fiscalização pode ser resolvido de outra forma, disse Nassar. Com o documento eletrônico que está em estudos no Ministério da Infraestrutura, chamado DT-e (Documento de Transporte Eletrônico). Permite a fiscalização e autuação online. Mas não impede o embarque da carga.

Para criar o DT-e, é preciso uma lei. Ou seja: vai demorar um pouco.

(Com Poder360)

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