Terroristas planejavam ataque com explosivos em Barcelona

Em um intervalo de algumas horas, a Espanha foi alvo de dois ataques terroristas reivindicados pelo “Estado Islâmico”, ambos na Catalunha e com o mesmo método: atropelamento.

Ataque terrorista com van em Barcelona

Desde o primeiro ataque, que aconteceu nesta quinta-feira (17/08) no movimentado calçadão de Las Ramblas, a polícia afirma ter detido quatro suspeitos – mas fala no envolvimento de até 12 pessoas.

Segundo informações divulgadas pela mídia espanhola nesta sexta, os autores dos ataques em Barcelona e na cidade vizinha de Cambrils aparentemente fazem parte de uma única célula terrorista. Autoridades afirmaram que o grupo preparava ataques de maior alcance já há algum tempo, mas a explosão de uma casa em Alcanar (cerca de 200 quilômetros ao sul da capital catalã) impediu as ações. “Eles ficaram sem o material que precisavam para cometer um atentado maior”, disse Josep Lluis Trapero, chefe da polícia catalã. “Aí provavelmente tentaram executar um tipo diferente de ataque”, às pressas.

A explosão ocorreu na noite desta quarta-feira na casa que supostamente seria a base operacional dos terroristas e na qual eles estavam armazenando botijões de gás. Segundo o jornal El Pais, um botijão de gás, usado na fabricação de uma bomba, teria explodido e causado duas mortes. A polícia confirmou apenas uma.

Citando investigadores da polícia, o El País informou que a célula terrorista consistia de 12 pessoas, cinco das quais foram mortas em um tiroteio com policiais em Cambrils. Um suspeito ainda continua foragido.

A polícia confirmou que já identificou os cinco mortos. De acordo com a imprensa local, todos seriam marroquinos e teriam entre 17 e 24 anos. A polícia confirmou que entre eles estaria Moussa O. que teria alugado a van usada no ataque em Barcelona e era apontado com o motorista.

Autoridades disseram, porém, que o condutor da van ainda pode estar vivo. Trapero afirmou que a hipótese de que o motorista estava entre os mortos em Cambrils perdeu peso com decorrer das horas. Segundo o El País, a polícia cada vez mais acredita que o suspeito foragido seria o autor do ataque em Barcelona.

Há ainda quatro presos, incluindo três marroquinos detidos em Ripoll (cerca de 100 quilômetros a norte de Barcelona) e um espanhol preso em Alcanar, onde a explosão que é ligada ao ataque ocorrera na noite de quarta-feira. Segundo as autoridades catalãs, nenhum dos detidos tem antecedentes terroristas.

A van utilizada no ataque era propriedade de uma empresa de aluguel de automóveis. Inicialmente, a polícia havia divulgado o nome e a foto do principal suspeito: Driss O., de 28 anos, nascido no Marrocos e residente legal de Ripoll, pois seus documentos foram usados no aluguel da van. Porém, após ser detido em Ripoll, ele afirmou a polícia que os papeis haviam sido roubados. A hipótese, ainda não confirmada pelas autoridades, é que seu irmão menor, de 17 ou 18 anos e identificado como Moussa O., poderia ser o condutor da van. Ele teria sido morto no tiroteio de Cambrils.

Uma outra van suspeita de ligação com o atentado também foi encontrada na cidade de Vic, a 70 quilômetros de Barcelona. A função do veículo ainda não foi esclarecida, mas suspeita-se que ela seria usada para a fuga.

 

Com DW

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