Taxa de homicídios no Paraná cai 9,3%, entre 2005 e 2015, diz Ipea

A taxa de homicídios para cada 100 mil habitantes caiu 9,3% no Paraná, entre os anos de 2005 e 2015. Os números são do Atlas da Violência 2017, publicado pelo Instituto de Pesquisa e Economia Aplicada (Ipea), nesta segunda-feira (5). Nesses 10 anos, a taxa caiu de homicídios para cada 100 mil habitantes caiu 29 para 26,3.

Apesar disso, as cidades de Piraquara e Almirante Tamandaré, ambas na Região Metropolitana de Curitiba, constam entre as 30 mais violentas do país. Para a análise por municípios, o Ipea somou as taxas de homicídios com as de mortes violentas com causa indeterminada, que incluem casos de pessoas que podem ter sido assassinadas, mas que não constam dessa forma no sistema de registro do Ministério da Saúde.

Na tabela, Piraquara fica na oitava posição, entre as cidades mais violentas, e Almirante Tamandaré, na 17ª posição.

Também foram registradas reduções nas taxas de mortes de negros, mulheres e jovens, entre 15 e 19 anos. No primeiro caso, a redução foi de 24,6 mortes de pessoas negras, a cada grupo de 100 mil habitantes, em 2005, para 19,2, em 2015.

Embora tenha acontecido a queda, o número ainda é alto, visto que a taxa de homicídios que soma as mortes de todos as vítimas não-negras foi de 28,9 em 2015. Ou seja, a taxa de mortes de negros é mais a metade de todas as outras no estado.

Mulheres em perigo

No caso da violência contra a mulher, o Atlas da Violência mostra que o Paraná foi um dos oito estados que conseguiram reduzir esse tipo de crime. A taxa de morte das mulheres para cada 100 mil habitantes caiu de 4,6 para 4,3, entre 2005 e 2015.

No entanto, a queda esconde uma realidade que é observada quando se vê os números absolutos de mortes. Em 2015, o Paraná terminou o ano como o nono estado com mais homicídios de mulheres, com 244 casos no total.

Vida breve

O Paraná também apresenta altas taxas de homicídios de jovens entre 15 e 29 anos de idade. Em 2015, 1471 pessoas nessa faixa etária foram assassinadas no Paraná, o que representa uma taxa de 53,7 para cada 100 mil habitantes.

Os números impressionam ainda mais quando se observa o recorte feito para homens nessa mesma faixa etária. Nesse caso, a taxa para cada 100 mil habitantes sobe para 99,7.

Contudo, apesar de altos, o Paraná teve redução de mais de 11%, em todos esses números, quando comparados aos dados de 2005.

Violência policial

Outro dado negativo que se mostra alto no estado é a violência policial. O estudo mostra que o Paraná é o quarto estado que mais teve registros de mortes pela chamada “intervenção legal”, quando agentes públicos em serviço são os responsáveis pela morte de alguém. Apenas em 2015, houve 75 casos assim no estado, ante 12 registros em 2005.

Porém, segundo o Ipea, os números desse tipo de morte são subnotificados, ou seja, provavelmente, não representam a realidade e podem esconder ainda mais mortes por parte da polícia. Das 27 unidades da federação, por exemplo, nove não informaram dados ao Ministério da Saúde.

“Para além da necessidade de rever os protocolos de registro para esses casos pela área da saúde, devemos insistir na mudança de um modelo de segurança pública que, se não promove, é conivente com o uso abusivo da força letal e execuções sumárias, ao mesmo tempo que expõe e vitimiza cada vez mais os seus agentes”, diz trecho do relatório.

Com G1

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