Sou alvo por ser presidente do PT e defender a candidatura de Lula, diz Gleisi

Brasília- DF- Brasil- 26/08/2015- Reunião para apreciação do relatório da Comissão Mista sobre a MP 675/15, que eleva de 15% para 20% a alíquota da Contribuição sobre o Lucro Líquido (CSLL) devida por instituições financeiras. Na foto, Sen. Gleisi Hoffmann (PT-PR). Foto: Lucio Bernardo Jr./ Câmara dos Deputados

Em vídeo divulgado nesta terça-feira (19), dia em que está marcado o início de seu julgamento na Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal), a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) disse ser alvo da Justiça por ser presidente do partido e por defender a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Planalto. Ela é acusada de corrupção passiva e lavagem de dinheiro em processo da Operação Lava Jato.

“A cada dia fica mais claro que a acusação contra mim faz parte da tentativa da Lava Jato de atacar e criminalizar o Partido dos Trabalhadores”, disse em vídeo divulgado pela liderança do PT no Senado nas redes sociais.

Gleisi e seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo (PT), são acusados de solicitar e receber R$ 1 milhão. O valor seria referente a um esquema de corrupção na diretoria de Abastecimento da Petrobras que teria favorecido a campanha dela ao Senado, em 2010. A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pede a condenação do casal.

Para ela, o PT, que “fez a maior transformação social da nossa história, está sendo atacado de todas as formas”. “Hoje, eu sou alvo. E tenho certeza que é por se presidente do Partido dos Trabalhadores e por defender o presidente Lula e a sua candidatura pelo bem do Brasil”.

De acordo com a denúncia, foram feitos quatro pagamentos de R$ 250 mil em dinheiro vivo. A quantia teria sido utilizada na campanha de Gleisi. A denúncia é fundamentada nas delações premiadas do ex-diretor de abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef. De acordo com Costa, Bernardo sabia que Yousseff atuava para ele e que o dinheiro “vinha de ilícitos na Petrobras”.

Gleisi diz que não conhece os delatores e pontua que, em 2010, não possuía função pública para a manutenção de Costa na diretoria da Petrobras. “Era impossível que eu utilizasse tal cargo pública se eu nem tinha cargo e sequer conhecia Paulo Roberto Costa”.

Para ela, a denúncia foi sendo “ajeitada” pelos procuradores para incriminá-la. A presidente do PT diz esperar que a Segunda Turma “faça prevalecer a verdade e a justiça”.

O julgamento de Gleisi é o segundo de uma ação da Lava Jato na Segunda Turma. O colegiado é composto pelos ministros Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes Dias Toffoli, e Edson Fachin, relator da ação, .

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