SETE ESCOLAS MUNICIPAIS DE FOZ RECEBEM MOÇÃO DE APLAUSO NA CÂMARA PELO BOM DESEMPENHO EM PESQUISA NACIONAL

As diretoras das escolas municipais Olavo Bilac, Augusto Werner, Duque de Caxias, Érico Veríssimo, Monteiro Lobato, Osvaldo Cruz e Vinícius de Moraes receberam moção de aplauso na Câmara de Vereadores na manhã desta terça-feira (10), em razão do bom índice das escolas apontado em uma pesquisa nacional. De uma lista de 31 escolas públicas brasileiras que atendem alunos em situação de vulnerabilidade social do ensino fundamental, sete são de Foz e obtiveram melhores notas. A pesquisa foi realizada pela Fundação Lemann, Instituto Credit Suisse Hedging-Griffo e Itaú BBA, a partir de dados da Prova Brasil.
 
O secretário municipal de Educação, Fernando Ferreira Lima e o vice-prefeito, Nilton Bobato, acompanharam a moção de aplauso. A proposição é de autoria do vereador Jeferson Brayner.
 
As sete escolas municipais de Foz do Iguaçu, citadas na pesquisa, atendem crianças e adolescentes de famílias que se encontram em baixo nível socioeconômico, mas os alunos destas escolas têm apresentado bom desempenho na Prova Brasil, exame que avalia os conhecimentos dos alunos em matemática e língua portuguesa. O resultado desse desempenho é um dos componentes do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
 
A diretora de uma das escolas com bom índice, a Olavo Bilac, disse que o trabalho desenvolvido tem muito comprometimento da equipe, com uma visão focada na criança. “Nossa visão é direcionada à criança, por isso temos um envolvimento de todos os professores que dão uma atenção ao aprendizado do aluno, vendo a dificuldade dele, e, o ajudando até conseguir o sucesso no aprendizado. Também buscamos uma participação efetiva das famílias no convívio escolar, realizando frequentemente reuniões com os pais, buscando trazer cada vez mais a presença do pai e da mãe para dentro da escola. E essa relação mais próxima com a comunidade é muito importante”, avalia Nelise Hammes. 
 
O secretário municipal de Educação, professor Fernando Lima, acredita que existem dois fatores principais para a manutenção dos bons resultados. “É inegável o comprometimento dos nossos profissionais, que atuam de maneira abnegada e independente das limitações físicas ou de materiais, buscando estratégias para contornar as carências dos alunos e oportunizar experiências educacionais significativas. Outro fator importante é o envolvimento das famílias, pois dão suporte e continuidade no trabalho que inicia na Escola e continua em casa”, destacou.
 
Pesquisa
 
No primeiro ano da pesquisa, em 2011, 215 escolas brasileiras foram consideradas excelentes. Elas estão dentro de um universo de 15 mil escolas que atendem alunos de 1º ao 5º ano do ensino fundamental. Destas 215, só 54 se mantiveram neste ano, e apenas 31 apareceram nas três pesquisas (dos anos de 2011, 2013 e 2015). Só quatro delas são da rede estadual, o restante é municipal, sendo sete aqui de Foz do Iguaçu.
 
O estudo aponta que, entre 2011 e 2015, mais de 80% das escolas que perderam a condição de excelência tiveram também uma diminuição no Ideb. O segundo critério que mais contribuiu para a queda de escolas no topo da qualidade foi o desempenho insuficiente em matemática, o que ocorreu com 63% dos alunos. Outros 35% tiveram desempenho insuficiente em língua portuguesa.
Com PMFI

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