SÉRGIO MORO MANDA PF INVESTIGAR SUPOSTO ESQUEMA DO GOVERNO BETO RICHA PARA ODEBRECHT

Esquema de favorecimento em obra seria de R$ 7 Bilhões, segundo delator que apresentou aúdio com coversa sobre transação na qual outra empreiteira propositalmente perderia licitação para favorecer Odebrecht no governo do tucano Richa.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) enviou as investigações contra o ex-governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), para o juiz Sérgio Moro. O magistrado determinou que a Polícia Federal (PF) abra um inquérito contra o ex-governador, suspeito de suposto favorecimento à Odebrecht na licitação da PR-323, no noroeste do Paraná.

No despacho, o Moro deu prazo de 30 dias para que a PF e o Ministério Público Federal (MPF) deem continuidade às investigações. No dia 26 de abril, o ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), determinou o envio das investigações para o juiz Moro e para a Justiça Eleitoral do Paraná. O caso corre em segredo de Justiça.

Delações

Beto Richa foi citado nas delações premiadas do ex-executivo da Odebrecht na região Sul, Valter Lana, e do ex-presidente do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht Benedicto Júnior, divulgadas no ano passado.

No despacho, Moro disse que “ainda no desdobramento das investigações, foi descoberta a existência, no Grupo Odebrecht, do asssim denominado Setor de Operações Estruturadas, consistente em um departamento específico encarregado, na empresa, de realizar pagamentos não-contabilizados, entre eles de vantagem indevida a agentes públicos”.

Valter Lana e Benedicto Júnior disseram que Richa recebeu pelo menos R$ 2,5 milhões como caixa dois para a campanha eleitoral de 2014 – ano em que foi reeleito – porque consideravam que se tratava de um político promissor, mas que não houve uma contrapartida específica.

Conforme Benedito Júnior, os valores foram lançados internamente como despesas no projeto de duplicação da PR-323, na qual a Odebrecht atuou.

Moro cita ainda delações que tratam de pagamentos feitos a Richa em 2008 e 2010.

Ao enviar o pedido para Moro e para a Justiça Eleitoral do Paraná, Og Fernandes atendeu pedido da Procuradoria Geral da República feito depois que Beto Richa deixou o cargo de governador para disputar o Senado.

Como ele perdeu o foro privilegiado de governador no STJ, o processo segue agora na primeira instância.

Áudios indicam direcionamento do governo Richa para Odebrecht vencer licitação

Áudios entre o ex-chefe de gabinete do ex-governador Beto Richa, o também tucano, Deonilson Roldo (foto ao lado), e um construtor que teria interesse em participar de uma licitação do projeto de duplicação da PR-323, indicam que o governo Richa atuou na tentativa de direcionar a licitação para a Odebrecht na obra à época da sua reeleição para governador, em 2014.

O custo total da obra, que seria realizada no noroeste do Paraná, ficaria em R$ 7 bilhões. A Odebrecht venceu a licitação, mas o projeto nunca saiu do papel.

O construtor é Pedro Rache, diretor-executivo da Contern, uma construtora do grupo Bertin, que teria interesse em participar da licitação.

No início da noite desta sexta-feira (11), a governadora Cida Borghetti (PP) determinou a exoneração de Deonilson Roldo de diretor da Copel e outros cinco cargos que ocupava no Governo do Paraná.

(Com GazetaWeb)

 

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