Representantes de sete países da América Latina e Caribe visitam Sanepar

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) foi a primeira parada da missão técnica promovida pela Organização para o Desenvolvimento da América Latina, Caribe e África (Onward) em Curitiba, entre os dias 5 e 9 deste mês. Integram a missão prefeitos, vereadores, deputados, professores e gestores de empresas da Argentina, Uruguai, Peru, Equador, Panamá, Colômbia e Bolívia.

O objetivo da missão é o de que seus participantes conheçam boas práticas da capital paranaense nas áreas de gestão pública, planejamento urbano e saneamento. Na Sanepar, na manhã desta segunda-feira (5), o grupo conheceu a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Belém e as instalações da CS Bionergia, empresa que transformará lodo de esgoto e resíduos orgânicos em energia elétrica.

Os visitantes foram recebidos pelo presidente da Sanepar, Mounir Chaowiche, que no Dia Mundial do Meio Ambiente destacou a importância dos gestores públicos se preocuparem com as questões ambientais e citou o Paraná como exemplo a ser seguido. “Nossos índices são de Primeiro Mundo: 100% da população urbana é atendida com água tratada e caminhamos para universalizar a coleta e o tratamento de esgoto”, disse Chaowiche.

Segundo o colombiano Jorge Bitar, vice-presidente da Onward, as boas práticas locais vão ajudar os gestores a encontrar alternativas para os desafios urbanos de seus locais de origem. “As práticas que estamos conhecendo vão capacitar os gestores a transformar nossos territórios, regiões e cidades”. Este é o caso da deputada panamenha Marylin Elizabeth Vallarino que quer voltar ao seu país com aprendizados para promover o desenvolvimento de políticas públicas para o saneamento.

LODO EM ENERGIA – A planta da CS Bionergia para o tratamento de lodo de esgoto e resíduos orgânicos, em construção dentro das instalações da ETE Belém, terá capacidade para gerar 2,8 MW de energia, o suficiente para abastecer 2.100 unidades consumidoras ou 8.400 pessoas. O investimento na unidade, que entra em operação em 2017, é de R$ 60 milhões.

A matéria-prima para a produção de energia serão os resíduos orgânicos gerados na Central de Abastecimento (Ceasa) por grandes geradores como shoppings e supermercados, e o lodo resultante do tratamento de esgoto. Inicialmente, será produzida energia térmica por biodigestão, aproveitando o biogás oriundo da decomposição dos resíduos orgânicos e do lodo de esgoto. No fim do processo, será produzida energia elétrica por cogeração, que está em fase de licenciamento e aprovação legislativa.

A ETE Belém é responsável pelo tratamento do esgoto gerado por 700 mil pessoas e está recebendo mais de R$ 100 milhões em investimentos para ampliar a capacidade de tratamento de esgoto dos atuais 840 litros por segundo para 2.520 l/s.

Com PMFI

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