Quadro Negro: PGR ALEGA RISCO, E DELATOR, EX-DIRETOR DA EDUCAÇÃO DO GOVERNO DO PARANÁ, É TRANSFERIDO PARA BRASÍLIA

O pedido para a mudança, deferido há uma semana, foi feito sob a alegação de que, na capital paranaense, havia risco à integridade física do ex-diretor no governo Beto Richa (PSDB), que negocia delação. Fanini é réu por lavagem de dinheiro na Operação Quadro Negro, que investiga o desvio de mais de R$ 20 milhões na construção e reforma de escolas estaduais.

O ex-diretor da Secretaria de Educação do Paraná (Seed) durante o governo do tucano Beto Richa, Maurício Fanini, foi transferido da carceragem da Polícia Federal em Curitiba, onde estava preso desde o fim de fevereiro, para a sede da Polícia Federal (PF) em Brasília.

O pedido para a mudança, deferido há uma semana, foi feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR) sob a alegação de que, na capital paranaense, havia risco à integridade física do ex-diretor.

Nesta segunda-feira (7), o juiz Fernando Bardelli Silva Fischer, da 9ª Vara Criminal de Curitiba, onde tramita o processo, determinou que Fanini seja interrogado com urgência em Brasília, já que o processo corre há mais de dois anos sem que a fase de instrução tenha sido encerrada – os interrogatórios foram retomados nesta semana.

Desde o ano passado, Maurício Fanini negocia delação premiada com a mesma Procuradoria-Geral da República, ainda sem conclusão.

Fanini foi diretor da Secretaria de Educação do Paraná (Seed) durante o governo do tucano Beto Richa

A Denúncia

Maurício Fanini é réu por lavagem de dinheiro na Operação Quadro Negro, que investiga o desvio de mais de R$ 20 milhões na construção e reforma de escolas estaduais do Paraná.

Segundo as investigações, o setor que ele chefiava era o responsável por produzir relatórios fraudulentos, sobre obras de construção de escolas estaduais. O grupo afirmava nos documentos que o andamento estava adiantado, quando na verdade, em muitos casos, mal tinha saído do papel.

Com isso, a empresa envolvida na fraude, a Construtora Valor, recebia pelos contratos. O dono da empresa, que fez delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF) , afirmou em depoimento que parte do dinheiro recebido serviiu para abastecer campanhas políticas, além de beneficiar Fanini.

A investigação mostrou indícios de que ele usava empresas em nome dele e da mulher para movimentar os recursos ilegais que recebia. Ainda de acordo com o MP-PR, o dinheiro servia principalmente para a compra de artigos de luxo em lojas do exterior.

(Com G1)

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