Polícia usa barreiras para proteger Catedral de Colônia de ataque

Autoridades colocaram barreiras em frente à mundialmente famosa Catedral de Colônia nesta quarta-feira (23/08), depois de relatos de que militantes islâmicos planejavam atacar a igreja Sagrada Família, de Barcelona, outro ícone da arquitetura eclesiástica.

Quatro blocos de pedras bloqueiam as entradas centrais para o pátio e à praça lateral da catedral. As pedras são da própria catedral e estavam armazenadas no santuário.

Muitas cidades alemãs reforçaram a segurança após um atentado em Barcelona na semana passada, que deixou 15 mortos. A imprensa espanhola divulgou que a célula militante islâmica que executou o ataque na zona turística Las Ramblas estava planejando um atentado contra a Sagrada Família, de Antoni Gaudí.

“Tomamos a decisão de agir o mais rápido possível”, disse uma porta-voz da polícia alemã. “Nosso trabalho é proteger pontos sensíveis, e a catedral é um símbolo de Colônia conhecido em todo o mundo.”

O chefe da polícia de Colônia, Uwe Jacob, argumentou que em casos recentes os terroristas usaram veículos, que são fáceis de conseguir. Ele se referiu aos atentados em Nice, Berlim, Londres e, o mais recente, em Barcelona. Por esse motivo, um conceito de segurança foi desenvolvido e implementado para o cartão postal de Colônia. Além disso, há atualmente uma presença policial maciça em torno da catedral.

A imensa Catedral de Colônia, obra de construtores medievais não identificados, domina o horizonte da cidade à beira do rio Reno. Patrimônio Mundial da Unesco, a catedral foi um dos poucos edifícios no centro de Colônia que sobreviveu os bombardeios da Segunda Guerra.

Hoje, a igreja é um dos pontos turísticos mais visitados do país. Em períodos de movimento intenso, o santuário gótico chega a receber mais de 36 mil visitantes por dia. Além disso, aproximadamente 300 mil pessoas viajam todos os dias a partir da vizinha estação central ferroviária.

Embora tenha havido diversos ataques em toda a Europa executados por extremistas dirigindo caminhões ou automóveis, em geral, as cidades do continente não se apressaram em mitigar os riscos alterando suas configurações urbanas. Tais medidas foram descartadas devido aos altos custos e à crença de que quaisquer providências serão em breve obsoletas.

“Não queremos fortificar nossas cidades com muros”, disse Andreas Geisel, secretário do Interior de Berlim, em entrevista ao tabloide alemão Bild. “Isso alcançaria o oposto daquilo que queremos: transmitir uma imagem de calma e relaxamento.”

Na capital alemã, barreiras permanecem ao redor do local onde um extremista islâmico jogou um caminhão roubado contra uma multidão num mercado natalino, em dezembro do ano passado. O ataque deixou 12 mortos.

 

Com DW

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