PF PRENDE GRUPO QUE PLANEJAVA ATENTADO NA RIO 2016

A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira (21/07) um grupo de brasileiros suspeitos de planejar um ataque terrorista durante os Jogos Olímpicos, a apenas 15 dias do início do megaevento no Rio de Janeiro. Dez pessoas foram detidas pela PF, com autorização judicia. Outros dois estão sendo buscados.

O grupo foi recrutado pelo “Estado Islâmico” (EI) pela internet e, entre os presos, há um menor de idade. Houve a cooperação com serviços de inteligência de outros países para a prisão dos suspeitos, que mantinham um canal de comunicação com os membros do EI.

O presidente interino, Michel Temer, recebeu informações sobre a operação na manhã desta quinta-feira e fez uma reunião com os ministros da Justiça, Alexandre Moraes, do Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Etchegoyen, e com o diretor-geral da PF, Leandro Daiello.

Em coletiva em Brasília, Moraes afirmou que foram expedidos 12 mandados de prisão temporária por 30 dias, em dez estados. “Dez estão presos, e outros dois estão sendo rastreados e aguardamos a prisão deles”, disse. As prisões realizadas em São Paulo e Paraná foram as primeiras feitas com base na lei antiterror, de 16 de março deste ano.

O ministro da Justiça declarou, ainda, que o serviço de inteligência brasileiro detectou que o grupo preso passou a planejar de fato “atos preparatórios” de ataques após começar a postar simples comentários em aplicativos de trocas de mensagens, como Whatsapp e Telegram.

As quebras de sigilo de dados e telefônicos mostraram indícios de que os investigados preconizam a intolerância racial, de gênero e religiosa, além do uso de armas e táticas de guerrilha para alcançar seus objetivos, de acordo com a Justiça Federal.

Suspeitos estavam em lista do governo

A ação dos policiais federais ocorre dias depois de o Site Intelligence Group, especializado em monitoramento de atividades jihadistas, afirmar que um grupo de radicais brasileiros declarou lealdade ao líder do EI, Abu Bakr al-Baghdadi, e criou um canal no serviço de mensagens instantâneas Telegram.

O governo não vai divulgar os nomes dos detidos para assegurar a eventual realização de novas fases da operação. O ministro da Justiça disse que os suspeitos fizeram juramento de lealdade ao EI pela internet, e um deles teria entrado em contato com um site paraguaio para comprar um fuzil AK-47. O grupo chegou a trocar também mensagens de comemoração sobre os últimos ataques terroristas em Nice, na França, e em Orlando, nos EUA.

“Houve um primeiro contato com o EI e um juramento. Na sequência, houve uma série de atos preparatórios. E, depois, esse grupo passou a entender que, com as Olimpíadas, o Brasil poderia se tornar um alvo”, frisou o ministro na coletiva.

Os suspeitos fazem parte de um grupo de pessoas que estava sob monitoramento pelo governo federal por compartilhar conteúdo favorável a grupos extremistas e atentados terroristas, e são recém convertidos ao islamismo radical. Todos os detidos pela PF estavam nessa lista, que tem cerca de 50 pessoas.

Em junho, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) confirmou que estava monitorando um conjunto de pessoas que se comunicam em português num grupo do EI no Telegram. O grupo se chama Nashir Português, em referência a uma agência de notícias em que o grupo jihadista publica seus manifestos.

Antes da prisão desta quinta-feira, o governo brasileiro já havia anunciado que reforçará o plano de segurança para o evento após o atentado realizado na última quinta-feira em Nice, na França, no qual morreram 84 pessoas. As autoridades afirmaram que vão intensificar os controles durante a competição, que começa em 5 de agosto.

Com Dw

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