PF investiga se suspeita de adoção ilegal está envolvida no tráfico de outras crianças

A Polícia Federal investiga se a suspeita de tentar intermediar a adoção ilegal de um menino paraguaio em Cascavel, no oeste do Paraná, está envolvida no tráfico de outras crianças.

Na manhã desta quarta (1º), agentes federais cumpriram mandados de busca e apreensão na casa dela, na casa do casal que estaria interessado em adotar o bebê e na de outro investigado.

De acordo com o delegado Mario César Leal Júnior, foram recolhidos documentos e aparelhos de telefones celulares. A polícia apura se foram cometidas fraudes para a adoção ilegal de outras crianças trazidas do país vizinho.

Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão no caso de tráfico de pessoas

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Filho de uma sobrinha

Na segunda-feira (30), Maria Paraguaia, como é conhecida, disse que o menino resgatado pelo Conselho Tutelar em frente à casa dela no dia 10 de outubro é filho de uma sobrinha.

A adolescente, de 17 anos, estava na casa da suspeita com outra menina, de dez anos, no dia em que ela foi presa por tráfico internacional de pessoas.

A declaração foi feita quando Maria Paraguaia era transferida da carceragem da delegacia da Polícia Civil em Cascavel para a Cadeia Pública de Corbélia. “Ela [a adolescente] não queria mais o menino”, disse na ocasião.

“Ela confirma ali o que em parte já tinha dito para a PF. Vamos ouvi-la mais uma vez para que ela esclareça alguns detalhes, já que apresentou algumas versões contraditórias”, comentou o delegado.

O responsável pelo caso disse ainda que autoridades paraguaias devem ouvir supostos familiares do menino no país vizinho.

Segundo o advogado de Maria Paraguaia, Felipe Veloso, ela nega as acusações. A defesa aguarda a conclusão do inquérito policial para comentar o caso.

Interrogatórios

A polícia já ouviu várias pessoas, entre elas o homem e a mulher suspeitos de tentarem adotar ilegalmente o menino com a ajuda de Maria Paraguaia. O casal prestou depoimento duas vezes e entregou os telefones celulares para a polícia.

Há indícios de que os dois pagaram um valor inicial de R$ 700 pela criança — eles teriam desistido ao perceber que a adoção era irregular. Segundo o delegado, eles não foram presos por não estarem em situação de flagrante.

Na terça-feira (31), o marido de Maria Paraguaia prestou depoimento. O conteúdo não foi divulgado.

Com G1

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