PF INDICIA O PREFEITO RENI PEREREIRA POR CORRUPÇÃO E PECULATO

O prefeito afastado de Foz do Iguaçu, Reni Pereira (PSB), foi indiciado pela Polícia Federal nesta quarta-feira (27). Os investigadores dizem ter encontrado indícios de que ele cometeu os crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e peculato. Reni está em prisão domiciliar desde o dia 14 de julho, quando foi deflagrada a quarta fase da Operação Pecúlio, que investiga um esquema de fraude em licitações nas áreas de saúde e obras e o pagamento de propina na administração local.

Na conclusão do inquérito, o delegado Fabio Tamura reforça que as irregularidades eram encabeçadas pelo prefeito e que “as pessoas cujas condutas foram investigadas agiam de forma associada, compondo uma complexa organização criminosa, estruturalmente ordenada e caracterizada pela divisão de tarefas, com o objetivo de obter, direta ou indiretamente, vantagens de natureza econômica e pessoal, mediante a prática de graves infrações penais”.

Ainda segundo as investigações da PF, o esquema instalado na prefeitura se ramificava por diversas secretarias “por meio de nomeações de integrantes do grupo criminoso em cargos de comando”.

O inquérito deve ser encaminhado ao Ministério Público Federal do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) em Porto Alegre (RS), já que Reni Pereira tem foro privilegiado. Depois disso, a procuradoria poderá apresentar denúncia à Justiça Federal, reenviar o inquérito policial para a PF para a complementação das investigações ou requerer o arquivamento da investigação.

Caso venha a ser processado e condenado pelos crimes que a polícia apurou, Reni Pereira poderá pegar mais de 30 anos de prisão.

Ao G1, o advogado Hussein Mohamad Cheiato, disse que já tomou conhecimento do indiciamento do prefeito e que deve se reunir com outros advogados ainda nesta quarta para definirem o que farão, só então deve se pronunciar sobre o assunto.

Investigações

Além do prefeito, entre os 12 acusados que continuam presos desde a deflagração da primeira fase da operação, no dia 19 de maio, estão empresários, ex-diretores e ex-secretários da Prefeitura de Foz do Iguaçu, a maioria ligados às secretarias de Saúde e de Obras. No total, a ação penal que investiga o esquema de propina conta com 85 réus.

Conforme as investigações iniciadas ainda em 2014, foram desviados mais de R$ 4 milhões em recursos destinados a obras e a serviços de saúde na cidade. Valor equivalente deve ser ressarcido por quatro empreiteiros que fizeram acordos de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF). O dinheiro deve ser devolvido no prazo máximo de três anos e destinado ao Hospital Municipal de Foz do Iguaçu.

Com G1

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