PF DEFLAGRA NOVA FASE DA LAVA JATO COM FOCO EM FRAUDES NA SAÚDE DA GESTÃO CABRAL

A Operação Fatura Exposta, desdobramento da Lava Jato, cumpre 23 mandados de prisão no Rio e em São Paulo na manhã desta quarta-feira, 4. A Polícia Federal e o Ministério Público investigam empresas multinacionais que forneciam material hospitalar e teriam fraudado licitações e formado cartel em negócios com o Estado do Rio, informa a TV Globo.

O empresário Miguel Iskin é um dos alvos de prisão. Ele é dono de empresas fornecedoras de equipamentos médicos e próteses ao ao governo estadual. O ex-secretário estadual de Saúde do Rio Sérgio Côrtes é outro envolvido. Uma das empresas investigadas é a multinacional holandesa Phillips – dois executivos da companhia devem ser presos.

Em abril de 2017, a primeira fase da operação descobriu um esquema na Secretaria de Saúde do Governo Sérgio Cabral (MDB) e no Instituto de Traumato-Ortopedia que desviou cerca de R$ 300 milhões. Iskin já tinha sido preso naquela ocasião, mas teve prisão suspensa pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal. Na ocasião, as fraudes saíram de importações e licitações internacionais e superfaturamento em contratos com órgãos públicos.

A Fatura Exposta é um desdobramento das Operações Calicute e Eficiência, que vem desbaratando o esquema atribuído ao ex-governador Sérgio Cabral, responsável por instituir o percentual de propina de 5% de todos os contratos celebrados com o Estado do Rio de Janeiro, e que desviou mais de US$ 100 milhões dos cofres públicos mediante engenhoso de envio de recursos oriundos de propina para o exterior.

(Com Estadão Broadcast)

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