PF conclui que não houve crime em morte de vendedor na Ponte da Amizade

A Polícia Federal concluiu o inquérito sobre a morte do vendedor Ademir Gonçalves Costa, 29 anos, e entendeu que não houve crime. O delegado responsável arquivou o caso. A investigação foi encerrada sem indiciados.

Ademir morreu no dia 28 de janeiro depois de ser abordado durante uma fiscalização de rotina por agentes da Receita Federal na aduana da Ponte da Amizade, na fronteira com o Paraguai, em Foz do Iguaçu. Ele voltava para o Brasil em um mototáxi.

Os servidores declararam na época que ele resistiu e precisou ser contido. Fotos e vídeos feitos por pessoas que passavam pelo local mostram o vendedor sendo segurado e com as calças abaixadas, próximo a uma cabine.

No inquérito, a PF destaca que o “IML informou que o spray de pimenta não foi a causa do óbito de Ademir”. Em outro trecho o documento indica que “também questionado se as drogas encontradas no sangue de Ademir são compatíveis com sua causa mortis, o IML respondeu positivamente”.

E, quanto à ação dos agentes, o inquérito aponta ainda que “a abordagem dos servidores da Receita Federal foi proporcional à resistência oferecida por Ademir, as escoriações e livores apresentados no corpo de Ademir são condizentes com o comportamento apresentado pelo mesmo no momento da abordagem”.

De acordo com a família, houve abuso por parte dos servidores e Gonçalves morreu intoxicado, provavelmente por spray de pimenta. Advogados informaram que foi encomendada uma perícia particular, que deve ser concluído em dez dis. Por conta disso eles pediram também ao Ministério Público Federal a prorrogação do inquérito.

Com G1

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