Pela 1ª vez em uma década, Brasil terá inflação menor que América Latina

(161219) -- PARIS, diciembre 19, 2016 (Xinhua) -- Imagen de archivo del 22 de junio de 2016 de la directora gerente del Fondo Monetario Internacional (FMI), Christine Lagarde participando durante una conferencia de prensa en Washington, D.C., Estados Unidos de América. El Tribunal de Justicia de la República de Francia halló el lunes a Christine Lagarde, directora del Fondo Monetario Internacional (FMI), culpable de negligencia por un pago estatal hecho en 2008, pero no la sentenció. (Xinhua/Yin Bogu) (rtg)

Pela primeira vez desde 2008, a inflação brasileira ficará abaixo da média dos preços da América Latina, segundo estimativa do FMI (Fundo Monetário Internacional).

O organismo prevê que os preços no Brasil subirão 3,6% neste ano, ante 4,2% da média dos países latino-americanos.

A inflação brasileira também deve ficar abaixo da média dos países emergentes (4,5%). A última vez que isso aconteceu foi em 2010, quando o índice de preços brasileiros chegou a 5,9%, e o dos emergentes foi a 6,5%.

No período de 2005 a 2010, os preços no Brasil ficaram constantemente abaixo dos registrados na média dos mercados emergentes. Desde então, porém, essa curva inverteu, e a inflação brasileira disparou, superando com larga folga a obtida pelas nações em desenvolvimento.

No seu ápice recente, em 2015, a inflação brasileira chegou a 10,7%, seis pontos percentuais mais do que nos emergentes.

alívio no bolso – Inflação anual, em %

Desde então, os preços no país vêm perdendo força, em parte por causa da recessão, que impede as empresas de repassar os preços para os consumidores, com medo de perder clientes.

Nos últimos meses, porém, o que tem pesado mais são os alimentos.

Esses produtos acumulam queda superior a 5% no ano até setembro e foram cruciais para a queda da inflação cheia.

Nos 12 meses encerrados em setembro, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) tem alta de 2,54%. De janeiro a setembro, a inflação acumulada está em 1,78%, a menor taxa desde 1998 para o período.

Hoje, a meta de inflação estabelecida pelo Banco Central é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto para cima ou para baixo.

A perda de força da inflação, ao lado da melhora do mercado de trabalho, tem criado um alívio para o bolso do brasileiro, movendo o consumo e tirando o país da recessão.

Para famílias ou indivíduos que ganham até cerca de R$ 2.300 por mês —equivalente a 2,5 salários mínimos—, a queda no preço dos alimentos representou economia de pelo menos R$ 300 nos 12 meses até agosto, de acordo com dados da Tendências Consultoria.

 

Com Folha de São Paulo

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