OS LAÇOS COM A ODEBRECHT QUE O PRESIDENTE DO PERU HAVIA NEGADO E QUE AGORA PODEM DERRUBÁ-LO

Um ano e quatro meses após tomar posse, o presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, conhecido como PPK, do Partido Peruanos pelo Kambio, corre o risco de perder o cargo nesta quinta-feira (21) em uma votação no parlamento do país.

Seus opositores, que são maioria no Congresso, querem que o presidente seja impedido de continuar seu mandato de cinco anos que terminaria em 2021, por causa de seus supostos laços com a empresa brasileira Odebrecht. PPK é acusado de ter recebido propina para favorecer a empreiteira em projetos públicos no país enquanto atuava como ministro.

Para complicar a frágil situação de PPK, que poderia ser destituído em uma espécie “impeachment express”, um procedimento especialmentre rápido, setores da esquerda que tinham apoiado sua eleição em 2016 também defendem que ele deixe a Presidência antecipadamente.

Os parlamentares peruanos vão debater a “incapacidade moral” de PPK de continuar como presidente por ter, supostamente, mentido sobre seus laços com a empreiteira brasileira.

O caso, que provoca estupor no país, veio à tona há uma semana. A presidente da Comissão Lava Jato, a congressista Rosa Bartra, da Fuerza Popular, que investiga no Congresso peruano os casos envolvendo a Odebrecht e a política local, revelou que a empresa brasileira tinha informado pagamentos de cerca de US$ 800 mil por serviço de assessoria à consultoria Westfield Capital, entre 2004 e 2007.

(Com BBC Brasil)

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