MP DENUNCIA 24 PESSOAS POR FRAUDE EM LICITAÇÃO NO OESTE DO PARANÁ

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) denunciou, na segunda-feira (8), 24 pessoas por suposto envolvimento em um esquema de fraude e direcionamento de licitação, principalmente, na área de construção civil em Itapulândia, no oeste do Paraná.
De acordo com o Ministério Público, o valor das obras licitadas chega a R$ 10 milhões e possivelmente todas estão envolvidas nas irregularidades.

Ainda conforme a promotoria, as obras foram executadas. A irregularidade estaria em superfaturamento ou no direcionamento do certame.

No grupo de denunciados estão servidores públicos, empresários, o filho, o irmão e a cunhada do prefeito Miguel Bayerle (PR). Os suspeitos devem responder por crimes como associação criminosa, corrupção ativa e passiva e fraude em licitações.

RESUMO DA OPERAÇÃO CITRUS
Crimes investigados:
– Associação criminosa, corrupção ativa e passiva e fraude em licitações.
Presos:
– Paulo Vanderlei Bayerle – irmão do prefeito
– Fernanda Angélica Toso – cunhada do prefeito
– Maicon da Silva Fumegali – apontado como laranja do irmão do prefeito
– Dilson Bueno da Silva – empresário
– Vanderlei Gomes Engelmann – empresário
– Reginaldo Carlos Garcia Passos – engenheiro da Prefeitura de Itapulândia
O que descobriu:
Licitações de obras da área da construção civil foram fraudadas ou direcionadas para favorecer a empresa do irmão do prefeito.
A assessoria de imprensa da Prefeitura de Itaipulândia informou que ainda não foi notificada da denúncia, mas adiantou que cumprirá todas as determinações da Justiça, além de continuar colaborando com o que for necessário, a exemplo do que vem fazendo desde o início da operação.

As investigações começaram em agosto de 2015. As ilegalidades foram arquitetas, sobretudo, para favorecer a empresa do irmão do prefeito de Itaipulândia. Quando a operação foi deflagrada, em julho deste ano, cinco pessoas foram presas temporariamente. Atualmente, todas estão soltas.

Outras seis pessoas permanecem presas preventivamente, ou seja, não há prazo para que sejam liberadas. Além disso, a Justiça determinou que alguns servidores públicos fossem afastados do cargo.

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