MINISTRO DIZ QUE GRUPO PRESO POR PLANEJAR ATENTADOS NA RIO-2016 ERA ‘AMADOR’

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, classificou como amadora a ação do grupo preso nesta quinta-feira sob suspeita de planejar atos terroristas durante a Olimpíada do Rio e afirmou que se trata de um “ato isolado”: “Vocês chegaram a ver o vídeo deles? Não sei se chegaram a ver. Mas é de um amadorismo, me perdoem o linguajar um tanto vulgar, mas de uma porralouquice. Porque, de fato, é um grupo que não tem, digamos assim, nenhuma tradição, algo que você pudesse ter um preparativo histórico, eram jovens”, afirmou o ministro durante entrevista coletiva concedida no Rio.
Jungmann ressaltou que os suspeitos já vinham sendo monitorados. “Nós já recebemos dados e informações desse grupo há algum tempo, o último informe há dois dias. Havia e há um acompanhamento sistemático desses grupos. O que aconteceu é que esse grupo, que vinha tendo uma relação através da internet, do Telegram, passou daquela linha de giz que nós não admitimos que ninguém passe: eles começaram a fazer preparativos para um ato terrorista“, contou o ministro. Ele afirmou que, apesar do amadorismo demonstrado, o grupo “não poderia não ser preso”, porque praticou condutas que configuram crimes.

Jungmann afirmou ainda que agências de inteligência de vários países estão ajudando a monitorar atividades suspeitas, e que até agora não houve indício de que integrantes do Estado Islâmico ou de qualquer outro grupo terrorista estejam a caminho do Brasil a fim de praticar atentados durante a Rio-2016.

Nós não temos nenhuma informação de que membros do Estado Islâmico se deslocaram para cá para fazer qualquer tipo de atividade. E não só a nossa inteligência, mas a da França, dos Estados Unidos, da Inglaterra, Israel e assim por diante. Fica claro que o meio de contato são as redes sociais.” Para Jungmann, as prisões de ontem (quinta) indicam que a segurança organizada no Brasil tem funcionado, mas que “seria ilegítimo dizer que não há uma preocupação”.

SIMULAÇÃO

O ministro da Defesa acompanhou nesta quinta a simulação do sequestro de uma barca da concessionária que faz o transporte marítimo entre o Rio e Niterói, Mangaratiba, Angra dos Reis e as ilha de Paquetá e do Governador. Uma barca com militares se passando por passageiros foi usada no exercício.
Durante um trajeto especial entre a Praça XV (Rio) e a praia de Boa Viagem, em Niterói, foram testados os protocolos estabelecidos entre a Marinha e a CCR Barcas, concessionária que administra o serviço de transporte.
A fase de testes das Forças Armadas no Rio acaba no próximo domingo. Segundo Jungmann, os ministros das áreas de defesa e segurança vão permanecer no Rio a partir de 2 de agosto.

Com Estadão

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