Jader Barbalho diz que nunca indicou ninguém para a Petrobras

O senador Jader Barbalho (PMDB-PA), que prestou depoimento na manhã desta quinta-feira (8) na Justiça Federal do Paraná, disse que nunca indicou ninguém para a Petrobras.

Ele também disse que conhece o lobista Jorge Luz desde 1983. “Conheci quando exerci o mandato de governador do Pará, pela primeira vez. E ele era prestador de serviços para o estado de consultoria”, declarou.

Nesta ação penal, Jorge Luz e o filho Bruno Luz são acusados de serem lobistas com atuação em prol do PMDB no esquema de corrupção e desvio de dinheiro da Petrobras. Eles estão detidos no Complexo Médico-Penal em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

Jader disse que durante o primeiro mandato ainda esteve com Jorge Luz em outras oportunidades, até mesmo para encontros de natureza social. O primeiro mandato de Jader foi até 1987.

Ele também disse no depoimento que conhece os ex-diretores da Petrobras Paulo Roberto Costa, Nestor Cerveró, e o ex-senador Delcídio do Amaral.

Sobre Bruno Luz, Jader disse que não o conhece. Ele também disse desconhecer o lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano.

A denúncia

A denúncia tem como base as investigações que geraram a 38ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Blackout. Jorge Luz e o filho dele Bruno Luz foram presos nos Estados Unidos, um dia após esta fase ser deflagrada em fevereiro deste ano.

De acordo com o juiz Sérgio Moro, a denúncia relaciona vários contratos da Petrobrás, ligados à Área Internacional, nos quais teria havido pagamento de vantagem indevida a agentes da Petrobras ou a agentes políticos.

“Seis milhões de dólares do montante da vantagem indevida teriam sido direcionados a agentes políticos por solicitação de Nestor Cuñat Cerveró e dos referidos gerentes da Petrobras. Jorge Antônio da Silva Luz e Bruno Gonçalves Luz teriam intermediado os valores para os agentes políticos”, afirmou o juiz no despacho de recebimento da denúncia.

Moro disse que embora ainda haja a necessidade de se fechar “lacunas” existentes sobre a titularidade das contas descobertas no exterior usadas para lavar o dinheiro, já é possível comprovar que várias delas tinham como titulares algumas das pessoas acusadas. “Além disso, consta ainda a confissão de algumas das pessoas que participaram dos crimes, como Júlio Gerin de Almeida Camargo, Fernando Antônio Falcão Soares e Nestor Cuñat Cerveró”, acrescentou o juiz.

Com G1

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