IRÃO EXECUTA CIENTISTA NUCLEAR PELO CRIME DE TRAIÇÃO

O cientista nuclear iraniano, Shahram Amiri, foi executado depois de ter sido acusado de fornecer “informação vital ao inimigo” e condenado pelo crime de traição, confirmaram fontes judiciais da República Islâmica.

A família de Shahram Amiri, cientista nuclear na Univesidade Malek Ashtar, em Teerão, disse a duas cadeias televisivas este fim-de-semana que Amiri tinha sido enforcado no início da semana passada, num local que não foi divulgado.

Através da sua ligação aos EUA, Amiri deu informação vital sobre o seu país ao inimigo”, explicou Gholam-Hossein Mohseni-Ejei, porta-voz do ministério da Justiça iraniano, à imprensa. O cientista estava detido desde Maio de 2011, depois de ter regressado ao Irão, onde foi inicialmente recebido como um herói.

Shahram Amiri desapareceu em 2009 durante uma peregrinação na Arábia Saudita e reapareceu nos Estados Unidos um ano mais tarde, relembra a BBC. Enquanto esteve nos EUA, Amiri manteve o contacto através de vários vídeos divulgados online – nos quais informava que tinha sido raptado em Medina, na Arábia Saudita, e depois questionado pela agência de espionagem norte-americana, que o sujeitara a “intensa pressão psicológica para que divulgasse informação sensível“.

Em Julho de 2010, o Washington Post noticiou que o cientista tinha alegadamente recebido cinco milhões de dólares da CIA para fornecer informações sobre o programa nuclear iraniano.

Ainda antes de Shahram Amiri voltar ao seu país, Hillary Clinton tinha comentado que ele estava nos EUA “de livre vontade”, de acordo com o Guardian. A divulgação das mensagens electrónicas de Clinton pelo site WikiLeaks pode ter comprometido Amiri, que era designado como um “desertor”. “A seguir às supostas revelações nos e-mails de Clinton, Amiri foi executado por espionagem”, comentou Dina Esfandiary, investigadora no centro de estudos de ciência e segurança no King’s College London, citada pelo Guardian.

O Irão sempre negou qualquer desenvolvimento de armas nucleares, alegando que o objectivo do seu programa nuclear era a produção de energia e a investigação médica. Em Julho do ano passado, Teerão assinou a um acordo histórico com as potências mundiais para suspender as suas actividades nucleares em troca do levantamento de sanções económicas.

Com Publico

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