Guerra: TRUMP LANÇOU ATAQUE AÉREO DE COLAIZÃO DE PAÍSES CONTRA A SÍRIA NESTA SEXTA (13)

Presidente dos EUA faz discurso na TV para anunciar ofensiva bélica com França e Reino Unido. Ele havia feito ameaça há dois dias, em meio à crise interna. Há expectativa por reação da Rússia.

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou ataque à Síria em um discurso televisionado em Washington nesta sexta-feira, no qual informou que o movimento das forças norte-americanas conta com o apoio da França e do Reino Unido. A ofensiva bélica foi efetivada dois dias depois de uma ameaça feita por Trump pelo Twitter. “Uma operação combinada com as forças armadas da França e do Reino Unido está em curso neste momento”, disse Trump aos norte-americanos. O presidente disse ainda que os alvos eram bases sírias supostamente ligadas ao armazenamento e produção de armas químicas.

Senhores da Guerra: Trump, Assad e Putin

O ataque dos EUA e aliados é uma resposta ao suposto uso de armas químicas por parte do regime de Bashar al-Assad contra a população civil em Duma, um reduto rebelde na periferia de Damasco. O ataque, que matou 60 civis e causou centenas de feridos, foi no sábado e foi lido pela Casa Branca como um desafio à linha vermelha traçada por Trump há um ano, quando, depois de uma matança similar, ele arrasou com 59 mísseis Tomahawk a base aérea de Shayrat, na cidade de Homs.

A Síria negou os ataques. Já a Rússia, uma aliada do regime Assad, disse que um ataque aliado ao país em guerra há sete anos poderia começar um conflito global. Com o bombardeio, Trump fez chegar tanto à Rússia como ao Irã a mensagem de que os EUA, sob seu comando, não titubeia, dispara: “Estão apoiando um assassino em massa. Devem decidir de que lado estão”, sentenciou o presidente. Apesar da mensagem dura, as autoridades militares norte-americanas informaram depois que alvos russo ou ligados à Rússia haviam sido poupados.

O bombardeio acontece dois dias depois de Trump fazer uma ameaça, que agora cumpre.  “A Rússia promete abater todos os mísseis contra a Síria. Prepare-se, Rússia, porque o que virá será [mísseis] bonito, novo e inteligente. Você não deve ser parceiro de um animal que mata seu povo com gás e gosta disso!”, disse Trump no Twitter durante a semana.

Reações

Os bombardeios provocaram reações polarizadas.

Aliado dos Estados Unidos, o Canadá apoiou a operação. O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, condenou o que chamou de “uso de armas químicas” pela Síria. Segundo a emissora pública canadense CBC News, Trudeau disse que o Canadá continuaria a atuar junto com seus aliados internacionais e levar os responsáveis “à justiça”.

Já Rússia e Irã, os principais aliados da Síria, subiram o tom contra os bombardeios. O governo russo alertou que os Estados Unidos deveriam esperar algum tipo de retaliação pelos ataques. Por meio de um comunicado, o embaixador da Rússia nos Estados Unidos, Anatoly Antonov, disse que “tais ações não serão deixadas sem consequências”.

O Ministério de Defesa russo afirmou que os ataques não atingiram áreas perto das bases aéreas e navais da Rússia na Síria. “Nenhum dos mísseis lançados pelos Estados Unidos e seus aliados entraram na zona de responsabilidade das defesas aéreas russas que protegem instalações em Tartous e Humaymin”, informou a pasta em nota, segundo a agência de notícias RIA Novosti.

Em 2015, a campanha aérea lançada pela Rússia em apoio ao presidente Bashar al-Assad provou-se crucial para virar a maré a favor do líder sírio.

Já o Irã, o principal aliado da Síria no Oriente Médio, denunciou “uma agressão tripla” e também alertou para “consequências regionais”, informou a TV al-Manar, controlada pelo grupo extremista Hezbollah. Segundo a agência de notícias AFP, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do país, Bahram Ghasemi, afirmou que “os Estados Unidos e seus aliados não têm prova e, sem sequer esperar por uma posição da Organização para a Proibição às Armas Químicas, realizaram este ataque militar…e são responsáveis pelas consequências regionais (dele)”.

Acredita-se que o Irã tenha deslocado centenas de militares e gastado bilhões de dólares para ajudar Assad durante a guerra civil. Milhares de milicianos muçulmanos xiitas armados, treinados e financiados pelo Irã – muitos dos quais integram o grupo extremista Hezbollah, mas também do Iraque, Afeganistão e Iêmen – também vêm ao lado das forças do governo sírio.

 

(Com El País/DW)

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