GOVERNO ANUNCIA RETOMADA DE OBRAS DO PROGRAMA MINHA CASA MINHA VIDA

Para uma plateia de empresários e trabalhadores do setor da construção no Palácio do Planalto, o governo anunciou a retomada das obras de 10.609 unidades do programa ‘Minha Casa Minha Vida’ da faixa 1 (renda de até R$ 1.800), que estavam paralisadas em todos o país por falta de recursos da União. Também foi confirmada a construção de 40 mil moradias na nova faixa (intermediária, 1,5)), para famílias com renda de até R$ 2.350, criada na gestão petista e que ainda não tinha saído do papel. Além disso, o orçamento da habitação social vai ganhar mais R$ 7 bilhões, conforme antecipou o GLOBO.

Para reforçar o compromisso com a continuidade do Minha Casa Minha Vida, o governo interno fixou como meta contratar 600 mil unidades em 2017. As 15 mil famílias que precisam ser removidas dos canteiros de obras do PAC também serão atendidas pelo programa.

O evento foi organizado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (Cbic) para demonstrar apoio do presidente interino Michel Temer, a poucos dias do desfecho do processo do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff.

– Estamos aqui para demonstrar apoio ao seu governo – disse o presidente da Cbic, José Carlos Martins.

Temer foi aplaudido na fala várias vezes. Ele agradeceu o apoio e disse perceber entusiasmo tanto dos trabalhadores – representados pelo Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de São Paulo -, quanto dos empresários do setor da construção.

– Não há prosperidade possível sem a construção civil – discursou Temer, acrescentando:

– O ‘Minha Casa Minha Vida’ é um programa de governo. Não devemos confundir pessoas com governo, como não deve confundir Presidência com a figura física do presidente.

Sem citar a presidente afastada, o presidente interino disse que o atual governo não tem “preconceito”, e quer unir as classes sociais, valendo-se de parcerias com a iniciativa privada, se for necessário. Em mais uma tentativa de se descolar da marca de interino e afastar-se das críticas de petistas, Temer pediu, ainda, para que a população possa olhar para frente, e parar de “lamentar” o passado.

– Não temos a todo momento que lamentar o que aconteceu ou não aconteceu. Temos que dizer: a situação é esta e nós vamos sair dela. Vamos adiante – disse Temer, que iniciou o discurso pedindo aplausos para os empresários e trabalhadores do setor de construção civil.

Ao discursar, o ministro das Cidades, Bruno Araújo, disse que o objetivo é zerar o estoque de obras paradas de um total de 50 mil unidades. Ele afirmou que o governo interino não deve “um centímetro” ao anterior no que refere à política habitacional.

Serão destinados à nova faixa R$ 3,8 bilhões, sobretudo do FGTS (apenas R$ 140 milhões do Tesouro Nacional). Nesta faixa, o valor máximo do subsídio (desconto no valor do contrato a fundo perdido), poderá chegar a R$ 45 mil, conforme a renda e a localização do imóvel. Diferentemente da faixa 1, em que a casa é praticamente doada, as famílias enquadradas na faixa 1,5, vão assumir um financiamento habitacional, em condições facilitadas, de 5% ao ano.

Os recursos adicionais de R$ 7 bilhões serão destinados a famílias enquadradas nas faixas superiores do programa. O orçamento deste ano de R$ 43 bilhões já está praticamente esgotado. O governo pretende ainda dobrar a verba para saneamento básico e mobilidade urbana em 2017.

Com O Globo

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