FESTIVAL DE CINEMA LATINO-AMERICANO ANUNCIA FILMES DAS MOSTRAS COMPETITIVAS E LONGAS CONVIDADOS

A expectativa acabou.  Depois de quase dois meses de um trabalho minucioso para avaliar os quase 600 filmes inscritos por autores independentes de doze países, a curadoria do I Festival 3 Margens de Cinema Latino-Americano anunciou os vinte curtas que concorrerão aos troféus de melhor filme-latino americano, melhor filme regional e melhor filme público.  O anúncio foi feito na sexta-feira (18) durante a cerimônia de lançamento oficial do evento.  
 
Entre os filmes selecionados, está uma obra de Foz do Iguaçu, do autor Henri Schonfelder. Produzida em 2016, o curta intitulado “Pé de Moleque” concorre ao troféu de melhor filme regional. 
 
Além dos curtas que integrarão as mostras competitivas, a curadoria anunciou os nove longas convidados.  O filme “Meu Corpo é Político” que recebeu o prêmio de melhor longa metragem brasileiro no Festival Olhar de Cinema, de Curitiba está entre eles.  Dirigido por Alice Riff, o longa acompanha o cotidiano de 4 militantes LGBTT em zonas periféricas de São Paulo. 
 
Os curtas que não foram selecionados para as mostras competitivas, serão exibidos em mostras paralelas e temáticas, que abordarão a questão de gênero, política, liberdade, dentre outros assuntos. 
 
Realizado pela Produtora 3 Margens e pela Fundação Cultural com apoio do Cine Cataratas e patrocinadores, a primeira edição do festival que acontecerá dentre os dias 14 a 22 de setembro está se projetando no cenário nacional e internacional com números impressionantes que superam a de eventos do mesmo gênero já consolidados no país.
O evento já foi citado em mais de 200 veículos de comunicação do mundo, alcançou mais de cem mil pessoas nas mídias sociais e vai atender direta e indiretamente mais de treze mil pessoas em todas as suas atividades. As exibições das mostras competitivas acontecerão no Cine Cataratas, mas também serão estendidas para os municípios de Puerto Iguazu (AR) e Ciudad Del Este (PY).
Com o lema “Novos olhares a partir de novos realizadores”, a proposta do festival em difundir a cinematografia independente latino-americana, fomentar público e novos profissionais para a cadeia produtiva, atraiu o olhar e a participação de cineastas de renome no país e no exterior e promoverá nos três municípios que compartilham a região trinacional uma experiência única.
Para o Diretor da Fundação Cultural, Juca Rodrigues, “este festival representará um grande marco para o setor audiovisual de Foz e região, integrando a América Latina e impulsionando a produção de cinema e mais que isso, a difusão da identidade, da valorização, e dessa diversidade de cultura”.
 
Em meio às tentativas de desmonte da Unila, a ideia do festival que surgiu e foi construída pelos estudantes de cinema, Mauricio Ferreira e Felipe Lovo, é exemplo da importância da universidade para a reconstrução da cidade.  Conhecido pela militância cultural, o vice-prefeito, Nilton Bobato, reforçou a mensagem em defesa da universidade e da importância da cultura para reconstrução da cidade.
“Esse festival representa uma importante simbologia para esse momento de reconstrução do município. Representa o compromisso com a cultura e com a integração para transformar nossa cidade e território e também é símbolo do quanto a Unila é importante para o desenvolvimento da cidade, pois o festival é resultado da Universidade, de estudantes do curso do cinema”, comentou Bobato.
 
Formação
 
Além das mostras competitivas e das atividades de formação como oficina de roteiros, debates e seminários, a programação tem como principais destaques a formação de público e a inclusão das pessoas no universo do cinema. O evento já está promovendo o Cine Bairro, que está levando cinema até bairros de Foz do Iguaçu e contará com o Cine Escola, com a exibição de filmes nas escolas da região, e o Cine Terminal, que trará ao público o Festival do Minuto no Terminal de Transporte Coletivo. 
 
Para Felipe Lovo, estudante de cinema da Unila, e um dos idealizadores do festival, o evento já começa superando expectativas e despontando para se tornar um dos maiores festivais latino-americanos do mundo. “Essa primeira edição já nasce grande, pois é resultado de uma construção realizada há mais de dois anos, com a participação em festival, criando contatos e relacionamentos com profissionais da área, sempre com a perspectiva principal que é a formação de base, de geração e fortalecimento de um polo de cinema”, projetou.
 
Longas-metragens convidados
  • Ao Som do Chamamé – Lucas de Barros (Brasil)
  • Averno – Marcos Loyoza (Bolívia) *sessão work in progress
  • Chaco – Juan Fernandez, Nacho Ragone e Ulises de la Orden (Argentina)
  • El Pacto de Adriana – Lissette Orozco (Chile)
  • Fantasía Caribenã – Johanné Gomez (República Dominicana)
  • Historias que nosso cinema (não) contava – Fernanda Pessoa (Brasil)
  • Homem Livre – Alvaro Furloni (Brasil)
  • Meu Corpo é Político – Alice Riff (Brasil)
  • Santificar lo Profano – Agustín Nuñez (Paraguai)
 
Mostra Competitiva Latino-Americano
 
  • Abigail, de Valentina Homem e Isabel Penoni (2017) – Rio de Janeiro, Brasil
  • Al Silencio, de Natalia de la Vega (2016) – Mendoza, Argentina
  • Cárcel de Colores, de Daniel Reascos (2016) – Quito, Equador
  • Chico, de Irmãos Carvalho (2016) – Rio de Janeiro, Brasil
  • Flecha Douroda, de Cíntia Domit Bittar (2017) – Santa Catarina, Brasil
  • Frequências, de Adalberto Oliveira (2017) – Recife, Brasil
  • Guasare, de Orangel Lugo (2016) – Caracas, Venezuela
  • Jejui, de Nancy García Vargas (2017) – Cordillera, Paraguai
  • La Buhardilla, de Santiago Edye (2017) –    Montevidéu, Uruguai
  • La Epidemia Del Ovido, de Mauricio Ademir Ortega (2016) – Baja California, México
  • Long Bueno, de Abílio Dias (2017) – São Paulo, Brasil
  • Maria, de Elen Linth e Riane Nascimento (2017) – Amazona, Brasil
  • Memorándum, de Jennifer Lara (2016) – Santiago. Chile
 
Mostra Competitiva Fronteira-Regional
 
  • Corrompidos, de La corrupción: Mata, de Ricardo Morínigo (2016) – Ñemby, Paraguai
  • Dónde estás en el futuro?, de Julieta Seco (2016) – Córdoba, Argentina
  • EKÕ, de Claudio Servin Rios (2016) Caazapá, Paraguai
  • Kurusu Serapio, de Marcos Codas (2016) – Yguazu, Paraguai
  • Lobo, de Thiago Busse (2016) – Curitiba, Brasil
  • Pé de Moleque, de Henri Schonfelder (2016) – Foz do Iguaçu, Brasil
  • Tentei, de Laís Melo (2017) – Curitiba, Brasil

 

Com PMFI

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