EX-DIRETOR DE OBRAS DE FOZ DO IGUAÇU FAZ DELAÇÃO PREMIADA E É LIBERADO

O ex-diretor de Obras e Pavimentação de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, Girnei Azevedo fez um acordo de delação premiada e deixou a prisão na quinta-feira (28 de julho). Ele havia sido preso pela Polícia Federal durante a terceira fase da Operação Pecúlio, no dia 21 de junho.

Girnei é acusado de cobrar propina de empreiteiras contratadas pela prefeitura. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), o esquema de fraude em licitações e de corrupção na administração local era comandado pelo prefeito afastado Reni Pereira (PSB), em prisão domiciliar desde o dia 14 de julho. Outros cinco investigados também já firmaram acordo de colaboração denunciando como supostamente funcionava o desvio de verbas públicas.

O advogado Odilton Rogério Piovesan, que defende o ex-diretor, disse que não pode informar nada sobre o caso porque não tem autorização do cliente e porque o processo corre em segredo de justiça.

Investigações

Além do prefeito – indicado pelos crimes de organização criminosa, corrupção e peculato -, entre os 11 acusados que continuam presos desde a deflagração da primeira fase da operação, no dia 19 de maio.

No total, a ação penal que investiga o esquema de propina conta com 85 réus, entre empresários, comerciantes, médicos, vereadores e servidores públicos municipais e estaduais.

Conforme as investigações iniciadas ainda em 2014, foram desviados mais de R$ 4 milhões em recursos destinados a obras e a serviços de saúde na cidade. Valor equivalente deve ser ressarcido por quatro empreiteiros que fizeram acordos de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF). O dinheiro deve ser devolvido no prazo máximo de três anos e destinado ao Hospital Municipal de Foz do Iguaçu.

Com G1

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