EUA DIVULGAM IMAGENS DA OPERAÇÃO QUE MATOU O LÍDER ISLÂMICO E ALERTAM PARA RETALIAÇÕES

Ataque a Baghdadi foi planejado por meses, mas informações dadas por curdos foram decisivas para determinar localização da casa

Quatro dias depois da operação militar que levou à morte de Abu Bakr al-Baghdadi , líder do Estado Islâmico, o Pentágono divulgou imagens da operação, focando nos momentos que antecederam o pouso das tropas em uma região remota da província síria de Idlib . A casa era cercada por altos muros e perto de um pequeno vilarejo a menos de quatro quilômetros da fronteira com a Turquia .

Na noite de sábado, dia 26, militares da Força Delta, um grupo de elite das Forças Armadas dos EUA, se aproximaram do local em uma operação que reuniu oito helicópteros, além do apoio de navios e aviões. Ao pousar, foram recebidos a tiros, mas conseguiram entrar no terreno ao abrir um buraco nos muros. Milicianos foram mortos e mais de 10 crianças resgatadas. Acompanhado por duas crianças, não três, como dito inicialmente, al-Baghdadi tentou se esconder em um túnel, sendo perseguido por soldados e um cão usado pelos militares. Sem saída, preferiu detonar um cinturão-bomba a se entregar, matando também os filhos.

Sem contradizer o relato do presidente Donald Trump, que afirmou que o líder terrorista “morreu como um covarde — chorando, gemendo, gritando”, o chefe do Comando Central, general Kenneth McKenzie , apenas disse que ele se escondeu em um buraco e se explodiu. Na segunda-feira, o chefe do Estado-Maior, general Mark Milley , disse acreditar que Trump ouviu o relato de integrantes da equipe que participou da operação.

O general McKenzie também confirmou a apreensão de grande quantidade de informações de inteligência sobre as atividades do Estado Islâmico. Cerca de duas horas depois do início do ataque, os militares deixaram o local. Uma vez no ar, eles explodiram a casa.

— Agora parece um estacionamento, com grandes buracos — afirmou McKenzie, dizendo que, assim, garantem que o local não será uma espécie de santuário para o líder extremista, que foi sepultado no ma r.

O militar afirmou que aparentemente al-Baghdadi não tinha acesso à internet ou qualquer tipo de comunicação digital.

— Ele provavelmente usava um sistema de mensagens que permite que as informações sejam colocadas em algum tipo de equipamento e fisicamente transportadas para outro lugar — afirmou.

A estratégia lembra, de forma atualizada, a usada pelo líder da rede terrorista al-Qaeda, Osama bin Laden , que se comunicava através de fitas cassete e VHS até ser morto, em 2011.

Embora tenha sido planejada por meses, a operação para capturar ou matar o chefe de uma das mais violentas organizações do século só chegou ao seu estágio decisivo há cerca de duas semanas. Foi quando informações de inteligência obtida com o apoio dos curdos permitiram estabelecer a localização exata do esconderijo. Na mesma época, o presidente Trump anunciou que iria retirar suas tropas do Nordeste da Síria, onde forneciam segurança justamente aos curdos. Pouco depois, a região foi invadida pela Turquia . O general negou que os eventos estejam relacionados.

— Atacamos [no sábado] porque era a hora certa de fazer isso, dada a totalidade das informações de inteligência e outros fatores que poderiam afetar a entrada e saída da força de ataque.

Ele também afirmou esperar algum tipo de retaliação.

— Suspeitamos que eles vão tentar alguma coisa. Estamos atentos e preparados para isso.

(Com O Globo)

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