Encontro das Comissões Episcopais de Migrações na América do Sul

Assunción (RV) – Representantes das Conferências Episcopais de dez países da América do Sul – Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Perú, Uruguai e Venezuela – com a presença do CELAM e da Seção Migrantes e Refugiados do Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral, realizaram uma reunião em Santiago do Chile nos dias 12 e 13 de setembro, coordenada pela Conferência Episcopal da argentina.

Migrantes e refugiados: a realidade sul-americana

O encontro analisou a atual realidade sul-americana no que tange às migraçãos e refugiados, assim como buscou identificar os desafios e as ações da Igreja Católica em relação à mobilidade urbana na região, que está inserida em um contexto global cada vez mais complexo.

Ação integrada

Durante o encontro foram apresentadas situações pontuais de cada país envolvendo a migração, o tráfico de pessoas, além da legislação em relação à migrações e pedidos de asilo.

As análises permitiram ter uma visão ampla da América do Sul, onde países de trânsito, origem, destino e retorno – incluídos aqueles que possuem uma ou mais destas características – se transformam em peças de um todo, motivo pelo qual  a busca de soluções e a intervenção da Igreja deve ser coordenada e sinérgica.

A contribuição da Igreja para os Pactos de Migração e Refugiados

Os dois dias também foram ocasião para aprofundar outros temas, como os esforços que a Igreja vem realizando em relação aos Pactos Mundiais de Migração e Refugiados de 2018.

O Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral, responsável pela apresentação do tema, indicou os 20 pontos já aprovados pelo Papa Francisco, e que se deseja sejam incluído nos Pactos (um para migração e outro para refugiados).

O período de negociação que finaliza em 2018 envolve cerca de 193 países – e onde a sociedade civil desempenha um papel importante – e abre uma oportunidade para a Igreja, que quer ser protagonista de um marco histórico.

Crise migratória venezuelana

Por último, foi dedicado um tempo especial ao estudo da atual crise migratória venezuelana, assim como as futuras linhas de trabalho da Igreja sul-americana.

O encontro foi considerado muito positivo, abrindo um camino de intensos trabalhos para os próximos meses, cujo horizonte é fazer da acolhida, da proteção, da promoção e da integração – os quatro verbos com os quais o Papa Francisco pensa a mobilidade humana – as bases de uma consciência global que já não permite ambiguidades.

 

Com Radio Vaticano

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