DOCUMENTOS PÕEM SOB SUSPEITA LICITAÇÃO DE ÔNIBUS EM FOZ DO IGUAÇU

Documentos exclusivos obtidos pelo G1, protocolados entre maio e julho deste ano nas promotorias de Justiça de diferentes municípios, apontam para a existência de um esquema de fraude em licitações para exploração de serviços de transporte coletivo em pelo menos 19 cidades de sete estados e do Distrito Federal, entre as quais Foz do Iguaçu (PR).

Conforme troca de e-mails aos quais o G1 teve acesso e investigações de promotores, a Logitrans, empresa da qual o engenheiro Garrone Reck foi sócio, era contratada pelas prefeituras para fazer estudos de logística e projeto básico de mobilidade, enquanto o filho dele, Sacha Reck, advogava para empresas interessadas.

De acordo com as investigações, com apoio de funcionário da prefeitura, Sacha Reck tinha acesso antecipado ao edital e, inclusive, ajudava na elaboração do documento.

Os documentos permitem deduzir que o esquema existe, pelo menos, desde 2007 e favoreceu, principalmente, empresas de duas famílias – Constantino e Gulin.

Arte fraude licitações ônibus (Foto: Editoria de Arte / G1)

O suposto esquema em Foz do Iguaçu
>> A empresa Logitrans, de Garrone Reck, é contratada para fazer o plano diretor de transporte e elaborar os documentos da licitação de ônibus de Foz do Iguaçu, realizada em 17 de setembro de 2010.

>> Troca de e-mails obtidos pelo G1 sugerem que Sacha Reck, advogado das empresas Transportes Urbanos Balan e Rafagnin Transportes, elabora o edital de licitação para viabilizar a vitória das empresas das famílias Gulin e Constantino.

>> Os documentos indicam que a operação contou com a participação do então presidente da comissão de licitação, Ailton José de Farias.

Empresas envolvidas
Consórcio Sorriso, do qual fazem parte as empresas
– Rafagnin Transportes;
– Transportes Urbanos Balan;
– Transportes Coletivos Pérola do Oeste Ltda.;
– Gatti & Weigand.
O consórcio tem como sócios integrantes das famílias Gulin e Constantino, entre os quais Carlos Frederico Gulin e Pedro Constantino.

Valores
Contrato de concessão de 15 anos, com faturamento de R$ 18,240 milhões e R$ 22,756 milhões.

 

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