DOCUMENTOS INDICAM LICITAÇÃO DE ÔNIBUS SUSPEITA EM 7 CIDADES DO PR

Um levantamento feito aponta irregularidades em licitações envolvendo o transporte público em sete cidades do Paraná. O esquema, de acordo com documentos obtidos pela reportagem, tem como alvos o advogado do Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba Sacha Reck, a empresa Logitrans e as famílias Constantino e Gulin.

O estudo indicou irregularidades em outras cidades brasileiras. No Paraná, o problema foi identificado em Foz do Iguaçu, Maringá, Guarapuava, Telêmaco Borba, Paranaguá, Pontal do Paraná e Piraquara.

As fraudes já tinham sido apontadas pela Operação Riquixá, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em Curitiba e cidades do interior do estado no dia 29 de junho. O nome da operação faz referência a uma espécie de veículo utilizado para o transporte de carga e pessoas que pode ser pedalado ou puxado por alguém. Seis pessoas chegaram a ser presas, mas foram soltas dias depois.

De acordo com o Ministério Público do Paraná (MP-PR), as investigações indicam que os acusados formam um grupo criminoso, que utiliza “laranjas” e formações societárias complexas para ocultar a existência do grupo econômico. Em 1º de julho, 22 pessoas investigadas na operação foram denunciadas pelo MP.

O ex-prefeito de Guarapuava Luiz Fernando Ribas Carli, a ex-secretária de Administração do município, o ex-diretor do departamento de licitações da prefeitura, além de dois ex-assessores e os donos da empresa Pérola do Oeste, concessionária que comanda o transporte coletivo guarapuavano, foram denunciados.

Também foram denunciados dois advogados e sócios de empresas especializadas em engenharia de transportes.

Entre eles, está o advogado Sacha Reck, preso pela suposta fraude em 29 de junho. De acordo com o MP, eles seriam os operadores do esquema em Guarapuava em outros municípios.

Os envolvidos foram indiciados por três crimes: responsabilidade de prefeito por desvio de rendas públicas e por negativa de cumprimento a uma lei municipal que fixa a fórmula de tarifa, fraude à licitação e falsidade de documento público.

Parte dos acusados teve decretado o bloqueio de bens, correspondente a R$ 9 milhões, ao todo.

O MP-PR ressalta que, desde 2013, busca a anulação do contrato com a empresa que venceu a licitação em 2009 e ainda hoje presta o serviço em Guarapuava.

Investigações

À frente das investigações juntamente com o promotor Vitor Hugo Nicastro Honesko, a promotora Leandra Flores disse ao G1 que os trabalhos iniciaram por Guarapuava, mas que na sequência surgiram indícios de irregularidades e organização criminosa nos outros municípios citados.

Com G1

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