CARNE FRACA TEM PRIMEIRA SENTENÇA; TRÊS SÃO CONDENADOS PELA JUSTIÇA DO PARANÁ

Ação apura irregularidades no âmbito da Superintendência de Agricultura no Estado do Paraná (SFA/PR), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)

O juiz Marcos Josegrei da Silva, da 14ª Vara Federal de Curitiba, condenou três pessoas na Operação Carne Fraca, nesta sexta-feira (27). É a primeira sentença da operação.

A ação apura irregularidades no âmbito da Superintendência Federal de Agricultura no Estado do Paraná (SFA/PR), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Foram condenados:

Gil Bueno de Magalhães, ex-superintendente regional do Ministério da Agricultura (Mapa) no Paraná, condenado a 7 anos, 9 meses e 15 dias de prisão pelos crimes de advocacia administrativa, corrupção passiva, peculato e uso de atestado médico falso;

Antonio Garcez da Luz, ex-chefe do escritório do Mapa em Foz do Iguaçu, condenado a 4 anos e 1 mês de prisão pelos crimes de corrupção passiva e peculato culposo;

Carlos Alberto de Campos, assistente administrativo, condenado a 3 anos e 8 meses de prisão por peculato.

Quatro pessoas foram absolvidas na ação penal:

Alindo Alvares Padilha Júnior, policial federal, absolvido da prática do crime de peculato
Guilherme Dias de Castro, agente de atividades agropecuárias, absolvido da prática do crime de peculato
Cláudia Yuriko Sakai, empresária, absolvida da prática do crime de corrupção passiva
Edson Luiz Assunção, agente de atividades agropecuárias, absolvido da prática do crime de peculato.

O advogado de Gil Magalhães, Renato Barroso, disse que respeita a decisão, mas vai recorrer.

Os advogados de Carlos Alberto dos Campos, Eduardo Perine e Milena Brotto, também disse que vai recorrer, “confiando na reforma da decisão com a comprovação da inocência de Carlos Alberto.”

A defesa de Claudia Sakai afirma que a Justiça foi feita, porque todas as provas foram levadas aos autos e que ficou provado que a denúncia era improcedente.

De acordo com a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), Gil Bueno de Magalhães praticou os crimes de advocacia administrativa ao usar do cargo para atender a interesses de uma empresa com a alteração de um certificado, com o objetivo de “desembaraçar” mercadorias em um porto espanhol, e de atestado médico ideologicamente falso, usado para justificar falta ao trabalho.

Magalhães também praticou o crime de corrupção passiva, junto a Antonio Garcez da Luz, ao valer-se do cargo para solicitar vantagem indevida, ainda segundo os procuradores – eles pediam e usavam carros de uma empresa para fins pessoais, como viagens para Argentina e Paraguai, em troca de favores.

Por fim, Magalhães, Garcez e Carlos Alberto de Campos praticaram o delito de peculato, afirma a denúncia – eles se apropriaram de ao menos parte de uma carga contrabandeada de picanha e camarão, de procedência estrangeira ilegal, de que tinham posse justamente em razão de seus cargos públicos.

Carne Fraca

A Operação Carne Fraca já teve três fases deflagradas pela Polícia Federal – a primeira, em 17 de março de 2017, cumpriu 309 mandados judiciais em seis estados e no Distrito Federal. A ação apurou o envolvimento de fiscais do Mapa em um esquema de liberação de licenças e fiscalização irregular de frigoríficos.

(Com G1)

Seja o Primeiro a comentar on "CARNE FRACA TEM PRIMEIRA SENTENÇA; TRÊS SÃO CONDENADOS PELA JUSTIÇA DO PARANÁ"

Deixe um comentário

Seu email não será publicado.


*