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  Aluno de universidade estadual é mais caro que o de Harvard

O Tribunal de Contas do Estado quer saber como é gasto o dinheiro público que alimenta os cofres das universidades e para isso vai abrir uma auditoria. A razão é que o volume de recursos destinados para as sete instituições de ensino superior do Paraná saltou de R$ 1 bilhão para R$ 1,9 bilhão em cinco anos. Uma reportagem da RPC mostra que o custo para formar um aluno na Unioeste, com sede em Cascavel, é de R$ 15.797,00 por mês. Na UEM, de Maringá, e UEPG, de Ponta Grossa, são quase R$ 12 mil mensais.

A título de comparação, a anuidade para estudar em Harvard, uma das mais badaladas universidades americanas, é de US$ 43 mil. Pela cotação do dólar a R$ 3,30, são R$ 141 mil/ano ou R$ 11,8 mil por mês. Para estudar no Massachusetts Institute of Technology (MIT), outra reconhecida instituição dos Estados Unidos, a mensalidade é de R$ 11,55 mil. Nas universidades de Oxford e Cambridge, na Inglaterra, a mensalidade é um terço do valor gasto por aluno nas universidades paranaenses, R$ 3,2 mil.

Gleisi e Paulo Bernardo chamam Lula, Dilma e Gilberto Carvalho como testemunhas


A senadora Gleisi Hoffmann (PT) e o marido, Paulo Bernardo (PT), alvos de ação penal na Lava Jato, apresentaram ao ministro Edson Fachin, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), a lista de testemunhas de defesa. O casal petista relacionou, entre outros, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua sucessora,Dilma Rousseff, os ex-presidentes da Petrobras Graça Foster e Sérgio Gabrielli, o ex-ministro Gilberto Carvalho e o ex-assessor da Casa Civil Beto Vasconcelos. As audiências vão ocorrer entre junho e agosto. As informações são de Marcelo Rocha na Época.

Gleisi e Paulo Bernardo, que foi ministro nos governos de Lula e Dilma, são processados pela Procuradoria-Geral da República pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A dupla foi acusada pelo Ministério Público de ter articulado o recebimento de doação ilegal no valor de R$ 1 milhão para a campanha da senadora em 2010.

Requião recebeu R$ 5,9 milhões de dinheiro sujo do PMDB e de Temer

Na esteira da denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que acusa o presidente Michel Temer (PMDB) e o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) por corrupção passiva, entre outros crimes, estão as propinas disfarçadas de doações recebidas por Temer e pelo PMDB. Parte desse dinheiro foi repassado aos candidatos do partido na disputa dos governos estaduais em 2014.
Entre eles, o senador Roberto Requião (PMDB-PR) recebeu R$ 5.991.322,86 do dinheiro sujo através de repasses do diretório nacional, da campanha de Michel Temer e de empresas envolvidas nas investigações da Operação Lava Jato, notadamente, a JBS, a OAS, o banco BTG Pactual. O volume de recursos recebidos por Requião equivale a 58,3% dos gastos de R$ 10.270.238,50 da campanha do peemedebista.
De Michel Temer, Requião recebeu R$ 2.688.728,20. Desse dinheiro, Temer repassou R$ 1,9 milhão da JBS para Requião. Outros R$ 500 mil da JBS foram repassados pelo diretório nacional do PMDB ao senador. Só da JBS, Requião recebeu R$ 2,4 milhões. Ele ainda recebeu mais R$ 500 mil (em duas parcelas: de R$ 200 mil e R$ 300 mil) da empreiteira OAS, investigada pela Lava Jato por repasse de propina à políticos nos esquemas da Petrobras.
 
Capital vadio – Do diretório nacional do PMDB, Requião recebeu mais R$ 1.602.594,66. As maiores doações foram da JBS (R$ 500 mil), Zuleika Borges Torrealba (R$ 500 mil), Thais Susana Ferrari Lago (R$ 150 mil), Cixares Libero Vargas (R$ 120 mil), Kalbin (R$ 100 mil) e outras quatro doações de pessoas físicas, três de R$ 50 mil e duas de R$ 40 mil.
Requião ainda recebeu mais R$ 1 milhão do banco BTG Pactual, R$ 500 mil do Bradesco e R$ 200 mil da CRBS. Nota-se que Requião vive espinafrando o sistema bancário, acusando-os de sangrar a economia nacional e os taxando de “capital vadio”.
Os repasses da JBS ao PMDB e a Michel Temer estão no depoimento que Roberto Saud, diretor da empresa, fez ao Ministério Público Federal e que faz parte do material divulgado à imprensa nesta sexta-feira, 19, pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
 
Delação – Segundo Saud, a “conta da propina” da JBS tinha R$ 300 milhões. Saud explica que em meados de 2014, Guido Mantega (petista, ex-ministro da Fazenda) teria solicitado a Joesley Batista, dono da JBS, que sacasse R$ 35 milhões para entregar a senadores do PMDB para garantir o apoio de todo o partido à reeleição de Dilma. Requião está nesta lista conforme a delação de Sergio Machado, ex-presidente da Transpetro.
E sobre de outros R$ 15 milhões pedidos por Temer para Batista, Saud contou que R$ 2 milhões foram repassados para Paulo Skaf, que concorria ao governo de São Paulo, por meio de caixa dois; R$ 9 milhões foram dissimulados em doações oficiais ao diretório nacional do PMDB, que depois repassaria para os estados; e R$ 3 milhões foram para o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

 Rocha Loures está a ponto de explodir, relatam interlocutores

Quem esteve visitando o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures na carceragem da Polícia Federal relata que ele está no limite de explodir. O “homem da mala” só não teria partido para a delação porque seu advogado, Cezar Bitencourt, é terminantemente contra. O criminalista é de Porto Alegre, assim como o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha.

Na superintendência da PF, Loures fica sozinho numa sala e não tem acesso a TV. Ao contrário de quando estava na Papuda, onde tinha a companhia de outros presos e podia assistir à programação da telinha.

 

Richa autoriza R$ 500 mil para revitalizar praça em Palmas

O governador Beto Richa autorizou R$ 500 mil, a fundo perdido, para as obras de revitalização da Praça do Senhor Bom Jesus em Palmas, no Sudoeste do Paraná. A liberação dos recursos foi adiantada nesta segunda-feira (26), pelo chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni, em audiência com o prefeito Dr. Kosmos Nicolaou.

“Há poucos dias estávamos discutindo várias obras que estamos viabilizando para Palmas e conseguimos a revitalização da Praça de Palmas, junto ao governo Beto Richa, com recursos a fundo perdido”, disse Rossoni.

“Quero cumprimentar o prefeito pela agilidade”, disse. Segundo o chefe da Casa Civil, há 15 dias solicitou o projeto entregue nesta segunda-feira. “Hoje encaminharei para a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e acredito que em 30 dias estaremos assinando o convênio para ser licitada e iniciada esta obra”, concluiu.

Dr. Kosmos agradeceu o empenho de Rossoni para a liberação do recurso ao município. “Será uma obra bonita, maravilhosa e Palmas só tem a agradecer”, disse o prefeito. Ele completou: “Esperamos que venham logos os recursos”.

O projeto de revitalização da Praça do Senhor Bom Jesus, no centro da cidade, inclui uma área gastronômica coberta onde serão abrigados os comerciantes da Feira do Produtor. O espaço será dotado ainda de bancos para descanso e banheiros.

TCE inicia auditoria nos gastos das universidades estaduais do Paraná

O Tribunal de Contas do Estado iniciou a auditoria nas universidades estaduais para analisar a legalidade dos atos de gestão de pessoal, avaliar a transparência e aferir a eficiência do gasto público, especialmente na área de pessoal. O anúncio da auditoria, aprovada por decisão plenária, foi feito nesta segunda-feira (26 de junho) pelo coordenador-geral de Fiscalização, Mauro Munhoz, durante entrevista à imprensa.

A auditoria foi motivada pelo trabalho de fiscalização rotineira das universidades, executado pelas Inspetorias de Controle Externo do TCE-PR. Essa fiscalização apontou que, nos últimos cinco anos – de 2012 a 2016 – os gastos com pessoal das universidades praticamente dobraram, passando de R$ 1 bilhão para R$ 1,9 bilhão.

O trabalho também apurou irregularidades na concessão de vantagens salariais, no provimento de cargos comissionados – implementados por meio de resoluções administrativas das próprias universidades e não por lei – e no desvio de função. Outra falha verificada foi a falta de publicação de atos nos portais da transparência, incluindo licitações e contratos e o detalhamento das verbas que compõem a remuneração de servidores das instituições de ensino.

“Temos informações preliminares, que serão confirmadas ou não na auditoria, apontando que um aluno que cursa universidade pública estadual custa R$ 9 mil, em média, por mês. Se efetivamente este número for comprovado, temos que perguntar se o cidadão está disposto a continuar pagando este custo”, ressaltou o coordenador-geral de Fiscalização do TCE-PR.

Com a auditoria, o TCE-PR também busca apurar o custo de investimentos em pesquisas e quais benefícios foram disponibilizados ao Estado e aos cidadãos com estas atividades.

Funaro promete ‘acabar’ com Temer em delação

A coluna Radar On-line destacou neste domingo, 25, no site da revista Veja, que o doleiro Lucio Funaro promete ‘acabar’ com o presidente Michel Temer em nova delação premiada. Antes de ser preso, diz a nota, Lucio Funaro teve uma discussão com Antonio Mariz, seu então advogado e amigo de Michel Temer. Na ocasião, o doleiro disparou: “Se eu delatar, vou acabar com o seu chefe”.  A ida à PF foi o início.

Mas Funaro ainda não fechou nada com a PGR. Palavras de um procurador familiarizado com o caso: “Ele é igual ao Eduardo Cunha. Vai e volta”. Quem mais incentiva Funaro a delatar é o ex-senador Luiz Estevão. Eles são colegas inseparáveis nos corredores da Papuda, onde ambos residem.

Marina Silva sonda Carmen Lúcia para ser sua vice

Marina Silva continua em busca do vice ideal. Com a dificuldade em trazer Joaquim Barbosa, ela sonha com Carmen Lúcia, com quem já conversou.  Um pé em cada canoa. O ex-ministro do STF já declarou estar mais “para não ser” candidato em 2018 e que resiste a essa ideia. As informações são da coluna Radar On-Line da Veja.

“Temos de vencer Lula nas urnas”, diz João Doria

O prefeito de São Paulo, João Doria Jr., do PSDB, fez neste sábado, 24, uma análise política que outros tucanos, se pensam, têm medo de externar. “É melhor que Lula dispute (a eleição presidencial de 2018) e perca. Temos de vencer Lula nas urnas”, afirmou.

Dória detalhou sua expectativa, deixando claro que se tratava apenas de seu desejo pessoal. “Se o Lula for impedido de disputar… o Brasil não precisa de mártires, especialmente um mártir com cinco indiciamentos na Justiça. Depois ele pode pagar. Se Lula for derrotado, volta a ser Luiz Inácio. Acaba o mito”.

Richa na posse do TRF4


O governador Beto Richa participou nesta sexta-feira (23), em Porto Alegre, da posse da nova diretoria do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), composta pelos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. O desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz assumiu a presidência para o biênio 2017-2019.

Para 74%, Requião deve abandonar a política

O eleitor Joaquim Texeira resolveu trolar o senador Roberto Requião (PMDB-PR) com uma enquete no twitter ao gosto do peemedebista: “E se Requião, abandonasse a política, o que você acharia?”. Resultado: 74% ótimo, 4% péssimo e 22% tanto faz.

TJ anula condenação de Beto Richa

Por decisão unânime dos desembargadores da 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, foi anulada a sentença que determinava ao governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), a devolução do dinheiro gasto com a contratação, em 2011, da Helisul Taxi Aéreo, empresa que depois continuou prestando serviços à administração estadual. As informações são de Catarina Scortecci na Gazeta do Povo.

Em 2015, o juiz da 4ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba, Guilherme de Paula Rezende, acolhendo uma ação popular de autoria de Roberto Rocha, condenou o tucano, a empresa e também o ex-secretário-chefe da Casa Militar Adilson Castilho Casitas a indenizarem solidariamente o Estado do Paraná, devolvendo aos cofres o valor, corrigido pela inflação, da contratação do transporte aéreo (R$ 2.082.150,00, na época).

O contrato de locação de duas aeronaves, um avião e um helicóptero, pelo período de 90 dias (10 de março a 10 de junho de 2011), foi firmado de forma direta, ou seja, sem licitação, provocando polêmica na época.

ACUSAÇÃO

Roberto Rocha alegou que o valor estava acima do praticado no mercado e que nem havia o caráter emergencial exigido para uma contratação do tipo, já que o Estado teria frota própria capaz de atender as demandas do chefe do Executivo. Além disso, argumentou o autor da ação popular, a Helisul Taxi Aéreo também teria sido escolhida porque o dono da empresa, Eloy Biezus, seria amigo pessoal de Beto Richa. A empresa, acrescentou ele, também já havia prestado serviços para o PSDB, durante a campanha eleitoral do tucano, em 2010.

DEFESA

Ao magistrado que analisava a questão, o empresário negou ter obtido favorecimento em função da relação de amizade que mantém com Beto Richa. Também negou qualquer “compensação” por serviços prestados durante a campanha eleitoral. Já a defesa de Beto Richa afirmou ao magistrado que o contrato atendeu todas as formalidades exigidas. A Casa Militar ainda acrescentou que foi realizada ampla pesquisa de mercado antes da contratação e que, entre as aeronaves da frota do Estado, nenhuma se prestaria a promover o transporte seguro e eficiente do governador do Paraná.

SENTENÇA

Mas os argumentos de Roberto Rocha foram acolhidos pelo juiz à frente da 4ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba. Para o magistrado Guilherme de Paula Rezende, “a justificativa oferecida pela administração, a fim de perfectibilizar a contratação direta das aeronaves, não foi suficiente para caracterizar a alegada emergência (…), porque o pretenso prejuízo – risco à segurança do governador do Paraná – inexistia”.

Rezende pontuou que duas aeronaves da frota do governo do Paraná depois leiloadas pela administração, naquele começo de primeiro mandato do tucano, tinham “plena condição de uso”, como atestava a própria Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Tanto que os Certificados de Aeronavegabilidade (CA) das aerovanes, consultou o juiz na época, tinham vigência até o ano de 2019. O juiz ainda lembra na sentença que uma das aeronaves leiloadas foi arrematada pelo próprio dono da Helisul Taxi Aéreo, Eloy Biesuz.

“A atuação dos réus, nos moldes em que a contratação dos serviços de aeronaves foi realizada, mostrou-se infundada e desproporcional, ferindo de morte os princípios constitucionais da legalidade e da moralidade”, escreveu Rezende, em seu despacho, assinado em 21 de maio de 2015.

ANULAÇÃO

Os Certificados de Aeronavegabilidade (CA) foram incluídos na sentença pelo juiz, fato que, agora, acabou gerando a anulação da decisão. Para os réus, houve prejuízo à defesa, que não conseguiu se manifestar sobre os documentos da Anac anexados à sentença.

Em 9 de fevereiro de 2017, a desembargadora Regina Afonso Portes determinou a anulação da sentença. A posição da magistrada foi seguida pelos demais desembargadores da 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, Abraham Lincoln Calixto e Maria Aparecida Blanco de Lima.

Somente agora, no mês de junho, o processo voltou para o primeiro grau, para que o caso seja novamente analisado, a partir das manifestações da defesa sobre os documentos da Anac.

“Considerar que as aeronaves leiloadas não seriam inservíveis ao Estado porque se encontravam aeronavegáveis, não parece correto, pois, aeronave inservível e aeronave aeronavegável são conceitos distintos. Estar aeronavegável significa que, segundo as normas dos órgãos reguladores do tráfego aéreo, a aeronave pode ser utilizada em voos. Entretanto, o fato de uma aeronave estar aeronavegável não implica, automaticamente, que ainda esteja apta a atender as necessidades do Estado”, apontou a desembargadora Regina Afonso Portes.

 

Recall político virou mico no Senado, diz Francischini

O deputado Fernando Francischini (SD-PR) disse que o projeto do recall político, aprovado na Comisão de Constituição e Justiça no Senado, exclui senadores, deputados, governadores, vereadores e prefeitos e mantendo somente recall para presidente. “É um mico, quando o projeto coltar à Câmara, vou propor uma emenda para recall de todo político que for eleito e não cumprir com as propostas de campanha”, disse.

Tércio na Itaipu

O ex-deputado Tércio Albuquerque (PPS) vai voltar à Itaipu Binacional em cargo de assessor da diretoria. A indicação é do ex-governador Orlando Pessuti (PMDB). Albuquerque já foi diretor da binacional no governo de Fernando Collor.

Governo suspende R$ 9,3 bi em benefícios indevidos

O Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU) anunciou ontem que cancelou o pagamento de R$ 9,32 bilhões em benefícios sociais e previdenciários nos últimos 12 meses. A suspensão de pagamentos indevidos ocorreu após ações de auditoria, fiscalização e revisão de regras de programas sociais, informou a pasta em comunicado. As informações são d’O Globo.

Segundo a CGU, o pente-fino por irregularidades em auxílios-doença e aposentadorias por invalidez gerou uma economia de R$ 4,5 bilhões em pagamentos no INSS. Também houve economia de R$ 2,2 bilhões no Benefício de Prestação Continuada (BPC), R$ 1,6 bilhão no seguro-defeso do pescador artesanal e R$ 1,02 bilhão no Bolsa Família.

Para fiscalizar o cumprimento dos critérios utilizados dos programas sociais, a CGU faz um cruzamento das informações declaradas pelos beneficiários em várias bases de dados governamentais, como a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o Sistema de Controle de Óbitos (Sisobi), além do INSS e do Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos (Siape), entre outras fontes.

Em maio deste ano, o Congresso confirmou o pente-fino em benefícios do INSS proposto pelo governo. O Senado aprovou a medida provisória editada pelo Palácio do Planalto que autorizou as revisões em auxílios-doença e aposentadorias por invalidez, que tenham sido concedidos há mais de dois anos.

O pente-fino nos benefícios do INSS é uma das medidas do ajuste fiscal do governo, criado ainda no ano passado. O Executivo considera que muitos desses benefícios não passaram por revisão e podem estar sendo pagos indevidamente, aumentando os gastos da União. O INSS fez, ao todo, 125 mil perícias. Dessas, 80% dos benefícios foram cortados.

Cida destaca papel dos vereadores

A governadora em exercício Cida Borghetti participou nesta quarta-feira (21) da abertura do 1° Congresso Interestadual de União e Fortalecimento da Vereança, que acontece em Curitiba até sexta-feira (23). O evento Organizado pela Uvepar – União de Câmaras, Vereadores e Gestores Públicos do Paraná reúne agentes públicos, advogados e estudantes das áreas de direito, administração e contabilidade.

Cida Borghetti ressaltou o papel do vereador como agente facilitador das ações do Governo no município. “O vereador é o político mais próximo das pessoas, que mais conhece as necessidades e acolhe as demandas. É o vereador que leva até o prefeito os anseios da população e este ao Governo do Estado. O trabalho de administrar fica mais fácil quando agimos juntos”, declarou.

A governadora em exercício falou também sobre a importância da participação feminina na política . “Milito para que as mulheres sejam reconhecidas na política pela sua contribuição real e não para atender uma cota exigida por lei. Nossa participação é fundamental para a construção de políticas públicas expressivas para o desenvolvimento do Estado”, disse.

O presidente da Uvepar, Júlio César Makuch, explicou que o objetivo do evento é chamar a atenção para assuntos polêmicos que envolvem o controle da administração pública e apresentar soluções teóricas e práticas para essas questões.

“Escolhemos tópicos recorrentes na rotina dos vereadores para que conheçam os trâmites e saibam como agir no dia a dia. Estimulamos que eles sejam cada vez menos políticos e mais eficientes. Assim teremos avanços nas ações nos municípios”, explicou Makuch

A solução está na política

Ontem foi um dia triste e vergonhoso para a cidade de Curitiba. Mais uma vez, ela se viu palco de um espetáculo truculento, promovido com o objetivo de retirar direitos da população e de explorar a classe trabalhadora, com impactos diretos inclusive n a qualidade do serviço público.

Sem compromisso, abertura de diálogo e sem respeito pelo povo a quem deveria servir, governos como o de Beto Richa, no episódio do 29 de abril de 2015, do ilegítimo Michel Temer, no recente 24 de maio deste ano em Brasília, e de Rafael Greca, na ânsia de aprovar na marra seu Pacotaço, só conhecem uma forma de calar os descontentamentos e lutas populares: a força bruta!

#RetiraGreca

Mas ontem foi também um dia de luta e de garra transformadora, demonstrada pelas servidoras e servidores municipais de Curitiba, que não se intimidaram e não arredaram pé da defesa dos seus direitos e da garantia da dignidade de sua função pública.

No passado, o mesmo Rafael Greca condenou nas redes sociais esse tipo de reação e de despreparo. No comando do Poder Executivo, as autoridades precisam manter a humildade de trabalhar em favor do povo, conciliar interesses da sociedade e mediar conflitos, não acirrá-los ou amordaçá-los. O Partido dos Trabalhadores (PT), nas três esferas de suas instâncias diretivas – municipal, estadual e nacional – vêm a público repudiar a falta de disposição para o diálogo da administração da cidade com os sindicatos das diferentes categorias de servidores municipais de Curitiba.

Temos a convicção de que é possível resolver os problemas fiscais do município sem retirar direitos dos servidores ou aumentar os tributos dos mais pobres. Por meio da modernização dos mecanismos de fiscalização e cobrança dos impostos municipais, da revisão dos grandes contratos e auditoria da dívida, da atualização da planta da cidade e da instituição de um IPTU verdadeiramente progressivo, da recuperação da dívida ativa dos grandes devedores e, principalmente, da implementação de um projeto de desenvolvimento da cidade.

A Prefeitura precisa abrir canais de diálogo e de negociação com os vereadores da oposição e com os sindicatos de servidores. Ouça a voz do funcionalismo e “retira, Greca!”. É uma demonstração de grandeza compreender que a solução está na política. Não há outro caminho justo, fraterno e eficaz de solucionar este impasse e servir ao povo de Curitiba. Nossas atitudes são as marcas pelas quais seremos lembrados.

Curitiba-PR, 21 de junho de 2017

André Machado
Presidente do Diretório Municipal do PT de Curitiba
Doutor Rosinha
Presidente do Diretório Estadual do PT do Paraná
Gleisi Hoffmann
Presidenta do Diretório Nacional do PT​

 

Para 71,4% Moro vai condenar
Consulta do Instituto Paraná Pesquisas aponta que 71,4% dos brasileiros avaliam que o o juiz Sérgio Moro vai condenar o ex-presidente Lula (PT). Para 24,2%, Moro absolve Lula. E para 61,1% Moro não persegue Lula e para 35,9%, o juiz persegue o petista.
 
O Paraná Pesquisas entrevistou 3.962 eleitores entre os 12 e 15 de junho. O grau de confiança do levantamento é de 95% e a margem de erro, 1,5%.

Comunicação da Câmara de Vereadores de Curitiba hostiliza Polícia Militar

O ativismo político dos jornalistas da Secretaria de Comunicação da Câmara Municipal de Curitiba está preocupando a maioria dos vereadores. Além de divulgar fotos onde afirmam que a Polícia Militar agrediu os manifestantes que invadiram legislativo, há postagens no facebook hostis à PM do Paraná. “A comunicação da Câmara não pode tomar partido e apoiar ostensivamente os invasores e ficar jogando contra o legislativo. Isto está muito errado”, disse um vereador.

Embaixador do Reino Unido recebe Richa

O governador Beto Richa foi recebido nesta terça-feira (20) pelo embaixador do Brasil no Reino Unido, Eduardo dos Santos. O encontro na embaixada em Londres serviu para troca de informações sobre a importância da prospecção de novos negócios nos mercados britânico e europeu. 

TCE vai auditar contas das universidades estaduais

O TCE (Tribunal de Contas do Estado) vai realizar nas próximas semanas uma auditoria nas contas das universidades estaduais. A informação é do conselheiro Ivan Bonilha. Na segunda-feira, 19, o TCE confirmou que todas as instituições públicas implantem o RH Paraná Meta 4, ou seja, publiquem os salários no Portal da Transparência. Bonilha não aceitou os argumentos da UEL de que a medida seria inviável tecnicamente e afrontaria a autonomia administrativa da universidade. As informações são do Metro Maringá.
 
Mesmo com a ratificação do TCE-PR pela implantação do Meta 4, o Conselho Universitário da UEM decidiu esta semana pela não adesão ao sistema. Que sanções são passíveis nesse caso?
A não adesão das universidades ao sistema Meta 4 é passível de desaprovação das contas da gestão (reitor e demais ordenadores de despesas) quando do próximo julgamento das contas, com todas as consequências que dela advém: devolução de recursos, suspensão de direitos políticos, aplicação de multas, entre outros. 
 
O TCE-PR vê como legítima a decisão do governo de suspender o repasse de recursos às universidades que não aderiram ao Meta 4?
O TCE também poderá respaldar uma decisão do governo estadual que venha a suspender o repasse de recursos às universidades, em função da ausência de prestação de contas. O orçamento das universidades é integrado exclusivamente por dinheiro público, oriundo dos impostos pagos pelo contribuinte, que precisa saber como está sendo aplicado. Todos os órgãos que usam dinheiro público prestam contas regularmente e as universidades não podem ser exceção;.
 
O Tribunal de Contas estuda uma possível auditoria nas contas das universidades?
O TCE deve iniciar, dentro das próxima semanas, uma grande auditoria em todas as universidades estaduais, quando vai levantar de forma efetiva como os recursos estão sendo empregados, conforme já foi aprovado pelo Pleno do TCE.

Alvaro Dias anuncia candidatura à presidência da República

O senador Alvaro Dias vai lançar no dia 1º de julho sua pré-candidatura s presidente da República pelo Podemos (ex-PTN). Ontem, o senador visitou o presidente do Grupo Bandeirantes, João Carlos Saad, em São Paulo, e anunciou a intenção de se candidatar ao Planalto. Alvaro Dias esteve acompanhado do empresário e suplente Joel Malucelli, presidente da Rede Band e jornal Metro Curitiba e Maringá.
Setor do vestuário impulsiona geração de empregos no Paraná

O vestuário foi o segundo setor que mais gerou empregos no Paraná nos primeiros quatro meses de 2017. O saldo entre admitidos (12.122) e demitidos (9.930) no primeiro quadrimestre foi de 2.192 vagas, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. No período, o setor ficou atrás apenas da indústria de bebidas e alimentos. 
 
“Este já é o melhor resultado para o 1º quadrimestre dos últimos três anos”, disse o secretário da Justiça, Trabalho e Direitos Humanos, Artagão Junior.  Apucarana, com saldo de 334 vagas, Cianorte (193) e Maringá (137) foram as cidades que mais geraram empregos no setor no primeiro quadrimestre. 

Temer não responde perguntas da PF

O presidente Michel Temer não respondeu as 82 perguntas formuladas pela Polícia Federal no âmbito do inquérito que o investiga e afirmou, em documento de 14 páginas, que está sendo alvo de “um rol de abusos e agressões” que atingem seus direitos individuais. As informações são de Reynaldo Turollo Jr e Gustavo Uribe, na Folha de São Paulo.

Segundo sua defesa, “há perguntas verdadeiramente invasivas e, portanto, inoportunas, que procuram simplesmente entrar na vida pessoal do presidente afrontando sua intimidade.” O prazo para o envio das respostas terminou às 17h desta sexta-feira (9). O ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), havia autorizado a PF a tomar depoimento por escrito.

Municípios do Paraná vão receber R$ 280 milhões de repasse extra de FPM

Os 399 municípios do Paraná receberão em julho o repasse extra de 1% do FPM (Fundo de Participação dos Municípios). O percentual representa mais R$ 280 milhões para novos investimentos públicos nas cidades. O dinheiro deverá ser depositado provavelmente em 1º de julho. Em todo o Brasil, o valor será de R$ 4,1 bilhões.

“O repasse é uma forma de amenizar a crise financeira enfrentada pelas prefeituras. É mais uma conquista que só se tornou possível devido à união do movimento municipalista”, explica o presidente da AMP (Associação dos Municípios do Paraná), 2º vice-presidente da CNM (Confederação Nacional dos Municípios) e prefeito de Assis Chateaubriand, Marcel Micheletto.

Esta é a primeira das duas parcelas do FPM extra que os municípios recebem todos os anos. A segunda parcela será repassada em dezembro. Equivale a 1% da arrecadação de Imposto de Renda e do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) referente aos 12 meses anteriores ao mês do repasse. O FPM é formado por 22,5% da arrecadação deses tributos repassados.
Lula e Dilma vão depor em ação contra Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo

 

O ministro do STF Edson Fachin marcou os depoimentos dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula 085da Silva e Dilma Rousseff na ação em que a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) foi denunciada, juntamente com o ex-ministro Paulo Bernardo, por envolvimento em um esquema de corrupção com recursos da Petrobras. As informações são da Gazeta do Povo.

Os ex-presidentes serão ouvidos por teleconferência como testemunhas de defesa. Lula será ouvido no dia 7 de julho, em São Paulo, enquanto Dilma será ouvida no dia 28 de julho, em Porto Alegre. O ex-ministro Gilberto Carvalho e o ex-presidente da Petrobras José Sergio Gabrielli também estão entre as testemunhas de defesa.

A denúncia foi feita pela Procuradoria Geral da República, que encontrou indícios de corrupção passiva e lavagem de dinheiro na relação de Gleisi e Paulo Bernardo com o ex-executivo da Petrobras Paulo Roberto Costa. Bernardo teria pedido R$ 1 milhão a Paulo Roberto para abastecer a campanha de Gleisi ao Senado em 2010.

O dinheiro teria sido encaminhado através do doleiro Alberto Youssef para o empresário Ernesto Kugler, que também é réu na ação. Os pagamentos seriam em parcelas de R$ 250 mil.

A denúncia contra os três foi aceita em setembro do ano passado pelo STF. Na época, a Senadora se defendeu dizendo que a denúncia era baseada em delações contraditórias. Segundo ela, Youssef teria assumido o pagamento, mas Paulo Roberto Costa teria negado a operação. Ela negou ter recebido o dinheiro.

Eduardo Pimentel assume prefeitura de Curitiba

O vice-prefeito Eduardo Pimentel assumiu interinamente o cargo de prefeito de Curitiba. O ato de transmissão do cargo foi realizado nesta quarta-feira (7/6) no Palácio 29 de Março. Pimentel ficará à frente do executivo municipal por quatro dias, enquanto o prefeito Rafael Greca estará de licença.

Durante o período, Greca terá os dois dias de salário descontado. “Tenho a certeza que nossa amada Curitiba estará em boas mãos, nas mãos do nosso vice-prefeito. Um jovem competente e que saberá conduzir nossa cidade pelos próximo dias”, afirmou Greca.

Ele destacou o momento financeiro municipal e pediu a Eduardo Pimentel atenção com os alagamentos na cidade. Desde terça-feira (6/6), as equipes da Prefeitura estão mobilizadas para dar resposta rápida e eficiente à população atingida pelas fortes chuvas em Curitiba. “Assumo o cargo de prefeito com a honra e a responsabilidade que o cargo requer. Muito bem orientado pelo Rafael Greca, que deixa as diretrizes para que nesses quatro dias a gente possa fazer a cidade continuar a andar”, afirmou Eduardo Pimentel, que também é secretário de Obras Públicas e Infraestrutura. Ele disse que as equipes da Prefeitura continuarão de plantão nesta noite devido às fortes chuvas.

A cerimônia de transmissão do cargo foi acompanhada pelos vereadores e secretários municipais e estaduais, além de amigos e familiares, como o ex-governador Paulo Pimentel.

Projeto de Ducci garante reembolso em caso de cancelamento de reservas em hotéis

A Comissão de Defesa do Consumidor aprovou, nesta quarta-feira (7), o projeto de lei do deputado Luciano Ducci (PSB) que garante ao consumidor reembolso total em caso de cancelamento de reserva em hotéis, pousadas e outros locais de hospedagem. O relator da matéria foi o também socialista Severino Ninho (PE).
Segundo Ducci, atualmente a prática é cobrar multa do consumidor que cancela sua reserva, mesmo que esse cancelamento ocorra com razoável antecedência. “Mas quando é o prestador de serviços turísticos que cancela a reserva, não há pagamento de multa a favor do consumidor”, explicou.Em seu voto, Ninho apresentou substitutivo apenas para acrescentar que o cancelamento deve ser feito no prazo de 72h antes do início da hospedagem. Se o cancelamento for feito em 48h o estabelecimento poderá cobrar 5% da multa e se cancelar em menos de 48h poderá cobrar 10%.Ducci argumenta ainda que o cancelamento causa transtorno para os dois lados, porém a situação como se encontra hoje, torna o consumidor a parte mais vulnerável na relação com os prestadores de serviços de turismo. “Fica evidenciada uma afronta ao princípio fundamental das relações de consumo, estampado no Código de Defesa do Consumidor, que é o equilíbrio nas relações. Assim, a proposição busca estabelecer esse equilíbrio”, finalizou.A proposta, que altera a Política Nacional de Turismo (nº 11.771/08), segue agora para Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Ratinho Junior é o candidato preferido dos prefeitos paranaenses

O secretário de Desenvolvimento Urbano e pré-candidato ao governo do Paraná, em 2018, Ratinho Junior (PSD) é o nome predileto de 45% dos prefeitos paranaenses. Osmar Dias (PDT) vem em 2º, com 20% dos consultados. A enquete realizada na semana passada para mapear os caminhos políticos para a eleição do ano que vem.

PF prende deputado no aeroporto de Brasília
 
A Polícia Federal acaba de prender o deputado federal Celso Jacob, do PMDB do Rio de Janeiro, no desembarque do Aeroporto de Brasília, informa a coluna de Lauro Jardim.
 
“Jacob foi preso na frente de outros parlamentares que estavam no mesmo voo dele, que chegava a Brasília do Rio de Janeiro.
 
Uma comissária de bordo perguntou no sistema de som do avião quem era Celso Jacob e pediu que ele se identificasse. Os agentes da PF estavam esperando o deputado do lado de fora do avião.”
 
O parlamentar foi condenado a sete anos e dois meses de reclusão pelos crimes de falsificação de documento público e dispensa de licitação e teve a prisão decretada por Edson Fachin três semanas atrás.
Três ex-vereadores de Foz do Iguaçu são condenados por improbidade administrativa
A 2ª Vara da Fazenda Pública da comarca condenou os ex-vereadores Professor Sérgio (atual suplente deputado federal do PSC), Maninho, Daniel Novais por improbidade administrativa com a consequente suspensão dos direitos políticos por três anos. Arbitrou-se multa de 30 vezes os vencimentos que os edis auferiram na época. Os réus José Claudio Rorato e Sergio Beltrame foram absolvidos e cabe recurso ao TJ-PR.
 
Durante a administração Samis da Silva (2000/2004) ocorreu um sururu quando se realizava a eleição para a presidência da Câmara Municipal. O MP acusou os réus de terem marcados os votos que foram depositados na urna, como expediente para identificar como cada um votou.
 
Á época o promotor de Justiça Francisco Marchiorato compareceu á Câmara Municipal tendo recolhido evidencias da ilicitude que embasou o processo. A sentença foi prolatada no dia 17 de abril deste ano.

Ex-ministro Henrique Eduardo Alves é preso pela PF

O ex-ministro do Turismo e ex-presidente da Câmara dos Deputados Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) foi preso na manhã desta terça-feira pela Polícia Federal. Expedido pela Justiça do Rio Grande do Norte, o mandado de prisão é decorrente das delações da Odebrecht. O ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso no Paraná, também é alvo da operação. As informações são de Veja.


Gleisi envergonha o Paraná, diz Felipe Francischini

O deputado Felipe Francischini (SD) diz que a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) envergonha o Paraná. “Sinto uma imensa de tê-la como representante do Estado. No discurso que fez, parece uma santa, diz que falta recursos para saúde e educação, mas esquece dos R$ 8 milhões da JBS que foram parar na campanha dela”.

Militantes trocam sopapos em Congresso do PT

Terminou em altíssima temperatura o Congresso Nacional do PT, no último sábado, em Brasília, onde Gleisi Hoffmann foi eleita presidente da sigla. Pela manhã, um pequeno grupo de militantes que apoiavam Lindbergh Farias, candidato derrotado pela senadora, trocaram sopapos e empurrões com correligionários ligados a Gleisi. A turma do deixa disso interrompeu a troca de afagos antes que o desentendimento desbambasse para a pancadaria. As informações são de Gabriel Mascarenhas na Veja.

Rocha Loures pede habeas corpus

 

A defesa do deputado federal afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) entrou nesta segunda-feira (5) com um pedido de habeas corpus no STF (Supremo Tribunal Federal) para que seja revogada a prisão do peemedebista.

 

Ricardo Barros repassa R$ 4,2 milhões para a saúde do Noroeste

O Ministério da Saúde autorizou nesta semana repasse de verbas para a região Noroeste do Paraná. Os recursos têm como objetivo garantir os atendimentos de urgência e emergência e materno infantil às gestações de alto risco. Os hospitais contemplados são a Santa Casa de Misericórdia e a Central Hospitalar.


Para a Santa Casa serão repassados R$ 2,1 milhões para atendimentos de urgência e emergência e R$ 1,4 milhão para que ela seja referência de gestação de alto risco. Já a Central Hospitalar receberá R$ 740 mil para atendimentos de urgência.

“É um momento muito importante para o Paraná. Estes recursos ajudam toda a Macrorregião Noroeste a oferecer o melhor a quem precisa de atendimento de urgência e emergência. O Paraná está sendo atendido da melhor forma possível na sua estrutura de saúde pelo Governo Federal”, reiterou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

Paraná aumenta 35% investimentos no primeiro quadrimestre de 2017

O secretário estadual da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, destacou esta semana, em audiência pública na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), o aumento de 35% dos investimentos do Governo do Paraná no primeiro quadrimestre de 2017 em comparação com o mesmo período do ano passado. Os investimentos passaram de R$ 405 milhões para R$ 572 milhões – ou R$ 1,4 bilhão, ao contabilizar as obras executadas pelas empresas estatais.

Segundo o secretário, o incremento nos investimentos ocorreu mesmo com a queda real de 1,15% na receita tributária no período. Também de janeiro a abril, a despesa total do orçamento fiscal do Estado diminui 2,69% e somou R$ 14,3 bilhões, ante uma receita total de R$ 16,5 bilhões. “Estamos conseguindo, mesmo com a crise econômica que o país vive, manter o equilíbrio das nossas contas por intermédio do controle da despesa de ações para incremento de receita”, disse o secretário Mauro Ricardo.

Richa cria dois novos parques e amplia proteção da Mata Atlântica no Paraná

O governador Beto Richa assina nesta segunda-feira, 5, Dia do Meio Ambiente, dois decretos que ampliam a proteção da Mata Atlântica no Litoral do Estado. Richa assinará decreto que cria o Parque Estadual do Palmito. Atualmente a área está na categoria de floresta, que permite seu uso sustentável. Com a mudança para parque estadual a proteção passa a ser integral.

O outro decreto amplia a Estação Ecológica do Guaraguaçu, que protege florestas de terras baixas, florestas de restingas, manguezais e caxetais.  Ambas as áreas compõem unidades de conservação que são gerenciadas pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP).

Palocci prepara bomba contra o PT

Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda de Lula e da Casa Civil de Dilma, está preparando o roteiro da colaboração premiada que vai fazer nos próximos dias, informa o jornalista Germano Oliveira, no site da revista IstoÉ.

Ele quer deixar a prisão em Curitiba, onde está desde setembro do ano passado e para isso compromete-se a delatar o ex-presidente Lula, que até recentemente era um dos seus maiores amigos.

Vai entregar também esquemas de corrupção que envolviam a venda de Medidas Provisórias para bancos e grandes empresas brasileiras. Com o acordo proposto à Lava Jato, Palocci quer cumprir pena de somente um ano em prisão domiciliar. Uma punição levíssima, para um petista acusado de ter recebido R$ 128 milhões de propinas da Odebrecht para repasses ao PT.

Além disso, o ex-ministro, identificado como “italiano” no departamento de propinas da Odebrecht, era o responsável por movimentar uma conta secreta da empreiteira em nome de Lula, que atendia pela alcunha de “amigo”, e que chegou a ter R$ 40 milhões à sua disposição.

Greca fará palestra sobre “Modelo Sustentável, Inovação e o Vale do Pinhão”

O prefeito Rafael Greca vai ministrar na próxima quarta-feira, 7, no I Congresso Internacional da Onward, em Curitiba, a palestra “Modelo Sustentável, Inovação e o Vale do Pinhão”. “Vamos destacar a experiência de Curitiba no desenvolvimento do programa tecnológico Vale do Pinhão e o impacto das iniciativas que valorizam novos modelos de negócios no Paraná e no Brasil”, disse Greca.

Realizado pela primeira vez, o evento segue as a diretrizes da Onward – uma organização dedicada ao desenvolvimento sustentável na América Latina e Caribe, com sede em Lima, no Peru. Entre outras autoridades, também palestrará no congresso, o prefeito distrital de Pachacámac, da Província de Lima, Hugo Ramos. Ele abordará “Gestão de Municípios com Potencial Turístico. O distrito é um ponto turístico importante do Peru, e Ramos preside uma associação dos municípios turísticos peruanos.

Atenção PF: lula pode fugir, alerta Francischini


O deputado Fernando Francischini (SD-PR) atenta para o pedido de prisão pelo MPF do ex-presidente Lula (PT) e alerta a Polícia Federal que o petista pode fugir em jatinhos de amigos para Cuba ou Venezuela.

Sem saudade de Requião


Nesta terça-feira, 30, da tribuna da Assembleia Legislativa, o deputado Requião Filho (PMDB) defendeu o governo do pai Roberto Requião (PMDB). Ao estilo do progenitor, o deputado usou números confusos para comparar os dois mandatos de Requião com o governo de Beto Richa, em especial na educação e em investimentos no interior. Foi respondido por deputados Hussein Bakri (PSD), Paulo Litro (PSDB), Adelino Ribeiro (PSL) e Cobra Repórter (PSD. 


Mauricinho, como é conhecido no legislativo, esqueceu de dizer, por exemplo, que o orçamento total em educação saltou de R$ 3,7 bi em 2010 para R$ 7,8 bi em 2016, o que representa 34,5% de todos recursos do governo. E acima dos 30% que determina a constituição. E 
que a evolução no salário da categoria cresceu 146% no governo Richa e hoje a remuneração média dos professores no Paraná é de R$ 5,2 mil.
Não lembrou que Requião entrou no Supremo Tribunal Federal com uma ação direta de inconstitucionalidade para derrubar a lei federal que instituiu o piso de R$ 950 para os professores do país.

Sobre o clima no interior, Adelino Ribeiro resumiu: “Beto investiu mais em saneamento e asfalto em Cascavel em cinco anos do que o Requião em seus dois mandatos. Eu era vereador da cidade na época. E nem eu nem a cidade temos saudade dele”, disse.

Fruet cola em Osmar Dias

O ex-prefeito Gustavo Fruet (PDT) está acompanhando o ex-senador Osmar Dias (PDT) nas visitas a prefeitos da região metropolitana de Curitiba.  “Em Fazenda Rio Grande, iniciamos hoje junto com o senador Osmar Dias a série de visitas aos municípios da região metropolitana. Agradecemos ao prefeito Márcio Wosniack e aos vereadores pela receptividade. Wosniack é hoje presidente da Assomec”, disse Fruet no facebook.

A absoluta maioria não confia em pesquisas

Pesquisa do Instituto Mills & Bourne mostra aquilo que os institutos de pesquisa não gostam de ver exposto. A pesquisa perguntou à população se ela confia nas pesquisas de opinião sobre disputas eleitorais.

Sabem qual foi o resultado? 79% dos entrevistados disseram que não. 8% disseram que confiam. 6% disseram que confiam com restrições.. 5% não sabem responder. 2% não quiseram responder.

Ou seja, a absoluta maioria não confia em pesquisas de opinião.

Serraglio ainda não decidiu

O deputado Osmar Serraglio (PMDB) disse ao blog que decide até o final da tarde desta segunda-feira, 29, se aceita ou não o convite do presidente Michel Temer para o Ministério da Transparência. Sua permanência no ministério Temer garante a imunidade parlamentar a Rodrigo Rocha Loures (PMDB), enrolado nas delações de Joesley Batista e pego em flagrante com uma mala de R$ 500 mil de propinas.

 

Richa libera R$ 100 milhões em créditos do ICMS para as empresas do Paraná

Empresas do Programa Paraná Competitivo poderão utilizar em 2017 até R$ 100 milhões em créditos acumulados do ICMS para aquisições de bens, inclusive peças e partes de máquinas, e material destinado a investimentos no Estado.

A medida foi autorizada nesta segunda-feira (29) pelo governador Beto Richa no encontro com empresários do G7, grupo de entidades do setor produtivo.  Richa ressaltou que além das indústrias, o comércio também pode ser beneficiado. “Esses setores terão esses créditos disponíveis para investimentos, como ampliação de seus estabelecimentos, aquisição de veículos, caminhões e máquinas, tudo que é necessário para ampliação dos investimentos no Estado”, afirmou.

 

“Temos segurança jurídica, estabilidade política e respeito a quem trabalha e produz”, disse Richa. “Queremos, na contramão da crise, estimular os investimentos no Paraná”, salientou, reforçando que os incentivos se refletem positivamente na geração de empregos.

O Paraná Competitivo já contabiliza R$ 42,5 bilhões em investimentos – R$ 24 bilhões de empresas privadas e R$ 18,5 bilhões de estatais. O número de empregos gerados por meio dos incentivos é de 400 mil – entre diretos e indiretos.

Rossoni cobra transparência no uso de recursos públicos

Ao lado do governador Beto Richa, o chefe da Casa Civil Valdir Rossoni participou nesta segunda-feira (29), no Palácio Iguaçu, em Curitiba, do repasse de R$ 33,6 milhões para que 189 municípios possam fortalecer e ampliar a saúde da população.

Este é o segundo lote transferido aos municípios em menos de dois meses. Em abril, 206 prefeituras haviam recebido R$ 35 milhões, o que totaliza R$ 68,6 milhões para este fim para 395 dos 399 municípios do Estado. “Essa liberação vai reforçar o atendimento à população, um serviço ainda melhor, com mais qualidade e, acima de tudo, mais humanizado”, disse o governador Beto Richa.

As prefeituras podem aplicar o dinheiro em compra de ambulâncias, ônibus, vans e veículos para o transporte de pacientes, comprar conjuntos de equipamentos e mobiliário para unidades de saúdes e conjuntos de equipamentos de fisioterapia.

Durante a cerimônia, o Chefe da Casa Civil cobrou transparência na utilização dos recursos e lembrou a necessidade de realização de audiências públicas para que a população seja informada dos repasses.

“A transparência é a grande inimiga da corrupção. E só haverá liberação de novos recursos para municípios que cumprirem as obrigações que estão no manual que a Casa Civil está enviando para as prefeituras. Essa é uma determinação do governador”, explicou Rossoni.

Alckmin: ‘Não temos compromisso com o governo’

Em meio às discussões dentro do PSDB sobre qual será o posicionamento do partido em relação ao presidente Michel Temer, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmou neste sábado, 27, ao comentar a situação do país, que não tinha compromisso com o governo, mas com as reformas necessárias para o crescimento do país. Alckmin já havia lançado publicamente o senador Tasso Jeireissati e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso como nomes para uma eventual sucessão de Temer. As informações são de Ana Paula Ribeiro, no O Globo.,
 
Nos últimos dias, a cúpula do PSDB vem estudando se vai continuar ou não a apoiar o governo de Michael Temer, decisão que apenas será tomada a partir do resultado do julgamento sobre o pedido de cassação da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O governo vem perdendo apoio de sua base aliada desde que o presidente foi flagrado numa conversa com o empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS, que assumiu já ter pago propina a cerca de 1800 políticos.
 
— Nós temos que ajudar o Brasil. Os estados e municípios não vão bem se o país não for bem. As políticas econômicas, fiscais e monetárias são federais. Todo o mundo apoia as reformas, mas poucos querem ajudar. Liderança tem seus ônus e bônus. Temos que ter responsabilidade para com o povo — frisou o governador.

As reformas não são moeda de troca
Parlamentares da oposição ao presidente Michel Temer, de partidos como PT, PSOL, Rede e PCdoB, tentam se aproveitar da crise política gerada pela delação de Joesley Batista para prejudicar o andamento das reformas trabalhista e previdenciária, essenciais para o País, escreve o jornalista Ary Filgueira, na revista IstoÉ.  Sem elas, o Brasil pode voltar a registrar queda no PIB este ano, interrompendo a recuperação da economia. Parlamentares de agremiações que orbitam em torno do PT retaliam o governo Temer, com o propósito de isolá-lo, deixando-o morrer de inanição e sem poder político para cumprir sua principal missão, que é a de aprovar as reformas.
 
Não percebem que ao não permitirem a votação e aprovação da modernização das leis trabalhistas e do saneamento da Previdência, não estão apenas inviabilizando o atual governo. Atentam contra o futuro do Brasil. Afinal, as reformas objetivam a criação de um ambiente econômico favorável e o fim de um déficit monstruoso nas contas públicas, sem o qual o País corre sério risco de quebrar no curtíssimo prazo. É um projeto de Estado, que precisa continuar independente de colorações partidárias.

Fomento Paraná fará análise de concessões de financiamentos 
A Fomento Paraná é a primeira instituição do gênero no País a  implantar o processo de análise para concessão de financiamentos públicos. O órgão realiza o processo de análise de Pedidos de Verificação de Limites e Condições (PVL), aplicado anteriormente apenas pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN). A atribuição é possível agora graças à Portaria nº 413/2016 do Ministério da Fazenda. A nova regra abre às instituições financeiras a possibilidade de fazer as análises de PVLs.
 
Pela nova regra, a Fomento Paraná poderá analisar PVLs de financiamentos de até R$ 5 milhões. Esse valor representa 98% das mais de 230 propostas que tramitam na instituição atualmente. “Essa análise é bastante minuciosa e complexa. Nenhuma outra instituição no País se propôs a fazer, o que denota, mais uma vez, a ousadia da Fomento Paraná”, disse o diretor de Operações do Setor Público da Fomento Paraná, Omar Sabbag Filho

Alckmin aposta em FHC e Tasso para eleição indireta
Após reunião do PSDB nesta quinta-feira, 25, o governador Geraldo Alkmin (SP) apontou o ex-presidente FHC e o senador Tasso Jereissati como os nomes tucanos na disputa de eleição indireta no Congresso Nacional caso o TSE o presidente Michel Temer (PMDB) tenha o mandato cassado pelo TSE no dia 6 de junho.

Caputo Neto anuncia novo mutirão de cirurgias no Paraná
O secretário estadual de Saúde, Michele Caputo Neto, anunciou nesta sexta-feira, 26, um novo mutirão de cirurgias eletivas no Paraná. A decisão foi tomada durante reunião do Conass em Brasília. “Serão pelo menos R$ 13,6 milhões para o mutirão que vai reduzir a fila de espera por procedimentos na área de ortopedia, oftalmologia, vascular, cirurgia geral, ginecologia, entre outras especialidades”, disse Caputo Neto.
Segundo Caputo Neto, os recursos extras vão melhorar a qualidade de vida dos paranaenses. “Durante a semana que vem vamos divulgar mais detalhes. Uma conquista importante, que tem a contribuição do ministro de Saúde, Ricardo Barros”, completou.

Renúncia da presidente do BNDES traz mais incerteza ao País

A renúncia de Maria Silvia Bastos Marques da presidência do BNDES, anunciada na tarde desta sexta-feira, 26, deve trazer mais instabilidade à economia. Analistas dizem que, embora ainda não seja possível medir os desdobramentos da medida, a baixa é ruim por trazer mais incertezas a um ambiente já atribulado após a delação premiada de Joesley Batista, da JBS, envolvendo o presidente Michel Temer. “Ela fazia parte do grupo mais importante da equipe econômica. É mais um fator negativo em uma semana turbulenta”, diz Marcel Balassiano, analista do Ibre/FGV.

Vem aí a CPI da JBS

O senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO) e o deputado Alexandre Baldy (PTN-GO) protocolaram nesta quinta-feira, 25, o pedido de instalação de uma CPI para investigar as operações financeiras da JBS. Segundo Baldy, o pedido tem “mais de 200” assinaturas de deputados e “mais de 30” de senadores.


A CPI pode ser instalada logo após a leitura do ato de criação pelo presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE). O colegiado será composto por 13 senadores e 13 deputados, a serem indicados pelos líderes partidários. 
 

O objetivo da CPMI será investigar a atuação do frigorífico JBS no mercado financeiro. O requerimento distribuído pelo tucano aos parlamentares faz menção aos “danos causados” pela empresa ao mercado financeiro, em referência a uma suposta operação de compra de dólares por parte da companhia antes da divulgação do conteúdo das denúncias.

Segundo Ataídes, um dos primeiros requerimentos que será apresentado na CPMI será o da convocação dos irmãos Batista, Joesley e Wesley, para depoimento. Eles são os donos da JBS e responsáveis pela delação que desestabilizou a gestão Temer. O senador tucano nega que a CPMI seja uma retaliação à delação dos empresários.

Milhares recebem Bolsonaro no aeroporto de Londrina

Milhares de pessoas receberam na noite de quinta-feira, 25, o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) no Aeroporto de Londrina. Bolsonaro participa de encontro agendado pelo deputado Fernando Francischini (SD-PR). “Mito, mito, mito!” e “um, dois, três, quatro, cinco mil, queremos Bolsonaro, presidente do Brasil” foram os motes da recepção do deputado.

Cidades do Oeste e Sudoeste vão receber R$ 190,5 mihões em obras de saneamento

Moradores de 85 cidades  do Oeste e Sudoeste do Paraná são beneficiados pelo conjunto de obras da Sanepar para ampliação do abastecimento de água e coleta e tratamento de esgoto. O investimento soma R$ 190,5 milhões e foi confirmado pelo governador Beto Richa nesta quinta-feira (25), em Cascavel. As obras vão gerar mais de 5.400 empregos diretos e indiretos.

O montante para o Oeste e Sudoeste faz parte de um total de R$ 1,5 bilhão para saneamento, em todo o Paraná. O investimento começou neste ano e será executado até o final de 2018. “A Sanepar realiza o maior programa de investimento de sua história”, afirmou Richa. Ele lembrou que desde 2011 foram R$ 4 bilhões. “Saneamento ajuda no desenvolvimento sustentável, gera empregos e tem impacto direto na saúde da população”, afirmou.

O plano de investimentos da Sanepar para os próximos cinco anos é R$ 1 bilhão ao ano, segundo o presidente da companhia, Mounir Chaowiche. “A tarifa que a população paga a Sanepar retorna com investimentos para a população”, disse ele.

Santin assina convênio de R$ 35 milhões para ampliar rede de saneamento em União da Vitória

O prefeito Santin Roveda assina nesta quinta-feira, 25, em Ponta Grossa, contrato com a Caixa Econômica e com a Sanepar, para liberação de R$ 35.250.000.00, no prazo de quatro anos, em investimentos para ampliar a rede de saneamento básico em União da Vitória.

“Hoje temos apenas 28% de esgoto (cobertura) no município. Com esses investimentos, vamos passar para 68% ainda na nossa gestão. Vai ser um investimento de mais de R$ 35 milhões, com apoio da Caixa e da Sanepar, numa ação conjunta que vai melhorar muito a qualidade de vida dos moradores de União da Vitória”, disse o prefeito Santin.

A assinatura do contrato acontece nesta quinta-feira, 25, às 19h30, na sede da Sanepar, em Ponta Grossa, com a presença do governador Beto Richa, do presidente da Sanepar, Mounir Chaowiche e de representantes da Caixa Econômica Federal.

Richa anuncia primeiro curso da Universidade Virtual do Paraná

O governador Beto Richa anunciou nesta terça-feira (23) o primeiro curso da Universidade Virtual do Paraná. O curso superior de Tecnologia em Gestão Pública começa no segundo semestre e marca o início das atividades da Universidade Virtual. Serão ofertadas 2.360 vagas, das quais 1.060 destinadas a servidores públicos do Estado e 1.300 para os demais interessados. O Estado investe de cerca de R$ 4 milhões no curso.

Richa destacou a valorização do ensino superior e o compromisso do governo com a educação pública de qualidade. “Com o lançamento do primeiro curso da Universidade Virtual do Paraná, cumprimos o objetivo de estimular e ampliar a oferta na educação superior do Estado”, afirmou.

Ele também ressaltou que o curso em Gestão Pública demonstra mais uma vez o respeito com o funcionalismo público. “Mais uma vez privilegiamos a qualificação dos servidores públicos, que terão uma cota substancial das vagas no curso de Gestão Púbica”, disse.

Delação de Joesley recebe descabida premiação

A anistia dos irmãos do grupo JBS pelo Ministério Público recebe críticas, diante da gravidade dos crimes confessados de corrupção

Não está em questão a importância do instrumento da delação premiada para que pessoas físicas e jurídicas ajudem na investigação de crimes, em troca da atenuação de penas. Dispositivo em vigor há muito tempo em vários países, e consagrado pelos resultados positivos que obtém, o mecanismo da “colaboração premiada” foi instituído no Brasil, em 2013, na lei 12.850, sobre organizações criminosas, ironicamente sancionada pela então presidente Dilma Rousseff, cada vez mais enredada em malfeitos apurados pela Lava-Jato devido ao tipo de testemunho instituído por esta lei.
O balanço que a Lava-Jato periodicamente atualiza comprova o êxito da investigação, robustecida pelas delações. Apenas em 2016, a operação, instituída na cidade de Curitiba em março de 2014, levou a que R$ 204 milhões — a mais elevada cifra já recuperada pela Justiça no Brasil —, rapinados na Petrobras, fossem restituídos à estatal. Os números sobre condenações, prisões preventivas, penas lavradas etc. também são retumbantes.O que se encontra em debate é o espírito magnânimo com que o Ministério Público tem negociado a atenuação de penas com criminosos confessos, em troca da ajuda no desbaratamento de quadrilhas e na revelação de corruptos dentro de governos e na política.Este debate cresceu bastante com o acerto feito entre a Procuradoria-Geral da República e os irmãos Joesley e Wesley Batista, do grupo JBS. A delação de Joesley, a gravação que fez do presidente Temer — contestada por este —, a do tucano Aécio Neves, e os entendimentos com o deputado Rocha Loures, por indicação de Temer, cujo desfecho foi a entrega de uma mala com R$ 500 mil, são explosivos em si.Como também é explosivo o que a PGR oferece aos irmãos: imunidade em outras investigações relacionadas ao caso e perdão judicial, a depender da palavra final do juiz. Ou seja, anistia integral. Concessões que vêm sendo feitas na Lava-Jato já haviam sido alvo de críticas, mas a anistia dos irmãos tem sido vista como uma overdose de benevolência, um desrespeito a quem paga pesados impostos, bilhões deles destinados ao JBS nos governos Lula e Dilma.Diante deste acordo, Marcelo Odebrecht parece vítima de rigores medievais: completará em dezembro dois anos e meio trancafiado em Curitiba, para ficar mais cinco em prisão domiciliar, com tornozeleira eletrônica.Sequer a multa de R$ 110 milhões para cada irmão, a serem pagos a perder de vista, chega a ser penalidade compatível com a gravidade dos crimes cometidos. A multa equivale a irrisórios 7% do patrimônio declarado por Joesley.A PGR alega que os riscos pessoais corridos pelos delatores para registrar delinquências ainda em curso justificam o acordo. Porém, o perigo é que a delação premiada vire uma via rápida para a impunidade. Assim, a lei deixa de ter caráter pedagógico, de prevenção.

Rossoni pede agilidade na conclusão de obras do governo

O chefe da Casa Civil Valdir Rossoni reuniu nesta terça-feira (23), no Palácio Iguaçu,  gestores de todas as áreas da administração estadual e pediu um esforço conjunto para agilizar e concluir as obras do Governo do Estado. “Temos mais de duas mil obras programadas para acontecer em todo o Paraná. Não podemos deixar que entraves burocráticos atrasem a conclusão delas.”

Rossoni pediu que cada secretaria designe uma pessoa para acompanhar, do início ao fim, os processos em tramitação na estrutura do Estado. “Todos os processos passam pela Casa Civil, pela Procuradoria-Geral do Estado, além de outros órgãos. Se tiver alguém acompanhando o processo a par e passo, e enroscar em alguma etapa, é mais fácil de resolver o problema e tocar para frente”, disse Rossoni, ressaltando que a equipe de governo é capaz e trabalha em prol dos paranaenses.
Participaram do encontro o procurador-geral do Estado, Paulo Rosso; o secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho; o diretor da Paraná Edificações, Roberto Marangon; o coordenador do Orçamento da Secretaria da Fazenda, João Giona; o diretor geral da Secretaria da Saúde, Sezifredo Paz, além de técnicos.

Requião recebeu R$ 2,4 milhões da JBS e culpa o PMDB
O senador Roberto Requião (PMDB) recebeu R$ 2,4 bilhões da JBS em 2014, mas culpou o diretório nacional do PMDB pelas propinas que, segundo Joesley Batista (dono da JBS), eram disfarçadas de doações eleitorais. “Esclarecemos que todas as doações eleitorais a campanha para governador, de Roberto Requião, foram feitas oficialmente via Diretório Nacional”, diz nota de Requião à imprensa nesta segunda-feira, 22.
O dinheiro do JBS veio de três formas diferentes para Requião: R$ 1,5 milhão através de doação direta para sua campanha, R$ 500 mil do diretório nacional e R$ 400 mil da campanha do vice-presidente Michel Temer. Segundo Requião, as doações “constam na prestação de contas…Uma doação feita pelo Diretório, outra pelo próprio Michel Temer e, a última, no último dia de fechamento de contas, da JBS”, afirma.
Leia a nota na íntegra.
Em resposta a reportagem exibida em 20 de maio de 2017, pela RPC (TV Globo Paraná), a respeito das delações da JBS que alegam o pagamento de propina via caixa 2 de campanha a partidos e figuras políticas de todo Brasil, esclarecemos que todas as doações eleitorais a campanha para governador, de Roberto Requião, foram feitas oficialmente via Diretório Nacional. Todas declaradas e constam na prestação de contas, sendo a maior parte delas depois do encerramento da eleição, para pagamento das dívidas de campanha. Uma doação feita pelo Diretório, outra pelo próprio Michel Temer e, a última, no último dia de fechamento de contas, da JBS, conforme consta na prestação de contas no TSE.


Quem tratou de tudo foi Diretório Nacional do PMDB.

Portanto, não existe propina! A doação foi devidamente declarada.

Não tivemos contato na campanha com ninguém da JBS e esses recursos foram encaminhamos única e exclusivamente por meio do Diretório Nacional.

Juiz manda prosseguir ação contra Lula

O juiz federal Vallisney de Souza Oliveira decidiu dar prosseguimento à ação penal na qual o ex-presidente Lula (PT) é réu na Operação Zelotes. Além de Lula, a ação prossegue contra um dos filhos do ex-presidente, Luís Cláudio Lula da Silva. Os dois são réus por lavagem de dinheiro e organização criminosa, sendo que o ex-presidente também responde por tráfico de influência. As informações são de Bernardo Barbosa no UOL.
 
Quando a Justiça Federal de Brasília aceitou a denúncia do MPF contra Lula, no fim do ano passado, sua defesa divulgou nota chamando a decisão de “mais uma acusação frívola contra o ex-presidente e seus familiares”. 
 
O texto dizia ainda que a denúncia “faz parte de uma tática de tentar desconstruir a imagem de Lula e de prejudicar a sua atuação política”. 
 
Os outros dois réus no processo, Mauro Marcondes Machado e Cristina Mautoni Marcondes Machado, foram absolvidos pelo magistrado em relação ao crime de evasão de divisas. No entanto, eles ainda respondem por crimes de tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa. 

Estado vai pagar promoções e progressões

O chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni, e a secretária de Estado da Educação, professora Ana Seres, confirmaram nesta segunda-feira, 22, em reunião com a direção da APP-Sindicato, o pagamento até o final do ano das promoções e progressões salariais referentes de anos anteriores.

 
Na reunião, o Estado se comprometeu a levar para apreciação da comissão de política salarial – instância que trata basicamente de questões de pessoal e de impacto financeiro, composta por representantes de cinco secretarias e a Procuradoria Geral do Estado – a equiparação salarial dos agentes de escolas ao piso mínimo regional, bem como a complementação do auxílio-transporte, entre outros itens. 
 
Ana Seres e comprometeu a apresentar ao sindicato o novo modelo do Programa de Desenvolvimento Educacional, em elaboração pela Secretaria, antes que o texto seja analisado pela comissão de política salarial.  “Estamos encaminhando as demandas da maneira que é possível, considerando o cenário financeiro do Estado”, explicou Rossoni.

Por 25 a 1, OAB diz ‘sim’ ao impeachment de Temer

A Ordem dos Advogados do Brasil vai entregar à Câmara dos Deputados um pedido de impeachment de Michel Temer, assim como fez com os ex-presidentes Dilma Rousseff e Fernando Collor. Por 25 votos a 1, o Conselho da Ordem aprovou, neste sábado, 20, relatório da comissão especial que concluiu que ‘há indícios suficientes para abertura de processo de impeachment pela Câmara dos Deputados’. O relatório foi apresentado em reunião extraordinária do Conselho Pleno da Ordem, em Brasília, juntamente com o Colégio de Presidentes de Seccionais. As informações são de Fausto Macedo e Luiz Vassallo no Estadão.

De acordo com o relatório da comissão, Michel Temer teria falhado ao não informar às autoridades competentes a admissão de crime por Joesley Batista e faltado com o decoro exigido do cargo ao se encontrar com o empresário sem registro da agenda e prometido agir em favor de interesses particulares. . O parecer da comissão foi lido pelo relator, Flávio Pansieri, que teve como colegas de colegiado Ary Raghiant Neto, Delosmar Domingos de Mendonça Júnior, Márcia Melaré e Daniel Jacob.

O presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, classificou a atual crise brasileira como sem precedentes sob todos os aspectos.

“A velocidade e a seriedade dos fatos impõe que façamos o que sempre prezou esta gestão: colher posição do Conselho Federal da Ordem. Quero registrar que a confiança e o apoio de todos os conselheiros têm sido fundamentais para que possamos vencer os desafios que temos. A responsabilidade que OAB e advocacia tem é muito grande”, afirmou.

Para a Comissão que gerou o relatório, aprovado neste sábado, 20, o presidente da República infringiu a Constituição da República  e a Lei do Servidor Público ao não informar à autoridade competente o cometimento de ilícitos.

“Se comprovadas as condutas, houve delito funcional em seu mais elevado patamar político-institucional. Há dever legal de agir em função do cargo. Basta a abstenção. São crimes de mera conduta, independentemente de resultado”, afirmou Pansieri.

O presidente Michel Temer foi gravado pelo empresário Joesley Batista no dia 7 de março deste ano, no Palácio do Jaburu. No diálogo, o empresário confessa ao peemedebista pagar uma mensalidade de R$ 50 mil a um procurador da República a fim de vazar informações de inquéritos de interesse do grupo JBS. O procurador da República Ângelo Goulart Villela foi preso preventivamente por suspeita de ser o informante de Joesley.

Eles ainda discutem uma suposta compra do silêncio de Eduardo Cunha, condenado a 15 anos na Operação Lava Jato. De acordo com a delação da JBS, Temer teria autorizado Joesley a tratar de assuntos com seu homem de confiança, Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR). O deputado teria intercedido junto ao CADE – Conselho Administrativo de Defesa Econômica – para favorecer a JBS em disputa com a Petrobrás. Do total do lucro obtido pela JBS, segundo a versão dos delatores, 5% seriam encaminhados a Loures, em benefício de Temer – o valor corresponde a R$ 480 milhões, que seriam divididos em 20 anos, por meio de parcelas semanais de R$ 20 mil. Loures foi filmado pela Polícia Federal recebendo uma mala de dinheiro.

O ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, autorizou pedido de inquérito da Procuradoria Geral da República para investigar o presidente.

Rocha Loures apaga conta do facebook
O deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB) pagou sua conta de facebook. A conta do Twitter segue ativa, mas Rodriguinho não posta nada nela desde sua campanha eleitoral de 2014.

PSDB adia reunião sobre Temer
A cúpula do PSDB cancelou reunião marcada para o fim da tarde deste domingo (21), em Brasília, quando seria discutida a continuidade do apoio do partido ao governo do presidente Michel Temer (PMDB). Com quatro ministros e a terceira maior bancada do Congresso, com 11 senadores e 47 deputados federais, a legenda é a principal aliada do PMDB no governo federal. As informações são do UOL.

De acordo com o líder do PSDB no Senado, o senador Paulo Bauer (SC), o encontro foi cancelado “para não alimentar especulações” de que o partido decidiria hoje desembarcar do Planalto. Internamente, a repercussão na imprensa da convocação de reunião dos tucanos, que contaria ainda com integrantes do DEM, como o senador Agripino Maia (RN), presidente nacional da sigla, pesou na decisão.

Logo depois de assumir o lugar de Aécio, na quinta (18), o agora presidente interino do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), divulgou nota informando que, “mantendo sua responsabilidade com o país, que enfrenta uma crise econômica sem precedentes, o PSDB pediu aos seus quatro ministros que permaneçam em seus respectivos cargos”. 
 
No comunicado, o último oficial até o momento, a decisão foi condicionada a “enquanto o partido, assim como o Brasil, aguarda a divulgação do conteúdo das gravações dos executivos da JBS”, o que ocorreu no dia seguinte.

“Canalhas!”, diz Requião sobre ação contra “amigo” Rocha Loures

De Florença, na Itália, o senador Roberto Requião (PMDB) chamou de “canalhas!” toda a ação que flagrou o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB) recebendo uma maleta com R$ 500 mil em propina da JBS. “Rodrigo Rocha Loures, idealista, meu amigo. O que fizeram de você, Rodrigo Rocha Loures? Vejo tudo com indignação e muita tristeza. CANALHAS!”, disse Requião nesta sexta-feira, 19, no twitter.

Na postagem não há referência se o termo “canalhas” é dirigida a Polícia Federal, a Operação Lava Jato e aos peemedebistas incrustados no Planalto. Além de amigo, Rocha Loures foi chefe de gabinete de Requião no governo do Estado entre 2003 e 2005.

Rocha Loures se filiou ao PMDB em 2005 pelas mãos de Requião. O deputado foi indicado por Requião como interventor na presidência do PMDB no Paraná, entre agosto de 2014 e outubro de 2015. Na época, Rocha Loures era assessor direto do então vice-presidente Michel Temer que, como presidente nacional do partido, respaldou a intervenção em ofício enviado ao diretório estadual.

O PMDB do Estado não quis comentar sobre as denúncias envolvendo Rodrigo Rocha Loures (PMDB) que faz parte da chapa de Requião que compõe o diretório estadual da legenda, no cargo de 1º vogal.

O deputado João Arruda, que também compõe a chapa do partido, afirmou que se trata de uma “situação política muito grave” e que “não tem ideia” do que vai acontecer. “Cabe ao conselho de ética do diretório nacional do PMDB analisar o caso”, apontou Arruda na Folha de Londrina.

Paulo Bernardo: “Por que você está querendo segurar o dinheiro?”


Na sua delação, Ricardo Saud, diretor de Relações Institucionais da J&F, contou que teve um embate com o então ministro Paulo Bernardo. 
“O dinheiro não é de vocês. Por que você está querendo segurar o dinheiro que não é seu?”, irritou-se Paulo Bernardo. “Era dinheiro de propina saído dos cofres públicos para beneficiar o PT”, disse Saud ao MP. As informações são d’O Antagonista.

Rocha Loures deve enfrentar cassação

Psol e Rede vão formalizar na próxima semana uma representação por quebra de decoro parlamentar contra Rodrigo Rocha Loures (PMDB) no conselho de ética da Câmara dos Deputados. Rocha Loures foi grampeado pela Polícia Federal depois da delação do presidente da JBS, Joesley Batista. O peemedebista recebeu R$ 500 mil em uma pizzaria de São Paulo para atuar no Conselho de Administrativo de Defesa Econômica para beneficiar a holding J&S. As informações são de Fernando Tupan.

 

 

JBS implode também Lula, Dilma, Renan e Serra

A teia da JBS e o poder dos irmãos Joesley e Wesley Batista foram muito além do que foi divulgado até agora. Vão explodir amanhã, sexta-feira, delações que atingem mortalmente, pela ordem, os ex-presidentes Luis Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff (PT), o ex-presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB) e o ex-chanceler e ex-presidenciável José Serra (PSDB). Os valores são de tirar o fôlego e surgirão nomes que até aqui vinham passando ilesos.

Quem teve informações sobre o material informa que os tentáculos do grupo JBS não ficam a dever nada aos da Odebrecht, mas com uma diferença: o dono e os executivos da empreiteira decidiram fazer delação premiada depois de presos, já com capacidade limitado de produzir novas provas tão contundentes. Já os irmãos Batista estão há meses gravando seus interlocutores e pautando os monitoramentos da Polícia Federal.

O resultado é considerado devastador e arrasta para o fundo do poço não apenas o presidente Michel Temer e o senador Aécio Neves, pelas gravações liberadas  à noite nesta quinta-feira, mas o próprio mundo político. Esta sexta-feira será mais um novo dia para nunca ser esquecido na história brasileira.

Ducci defende renúncia de Temer e realização de novas eleições

O deputado Luciano Ducci (PSB) defendeu nesta quinta-feira,17, a renuncia do presidente Michel Temer (PMDB) e a realização de eleições diretas, após vir à tona as denuncias de que o presidente pagou mesada para garantir o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha na Operação Lava Jato. “A solução passa por medidas drásticas que terão que ser tomadas pelo Congresso ou pelo TSE. As evidências expostas pela imprensa reforçam que não há mais espaço dentro da sociedade para a política da compra de silêncio ou de votos, por meio do toma lá da cá, tal qual se instaurou nessa gestão, nos últimos meses, para votar a qualquer preço as Reformas Trabalhista e Previdenciária”, disse.

Aécio foi surpreendido, diz defesa

O advogado de Aécio Neves, José Eduardo Alckmin, disse nesta quinta-feira, 18, que o senador “foi surpreendido com a gravidade das medidas autorizadas pela Justiça” a partir da reunião com Joesley Batista. “Tratou-se única e exclusivamente de uma relação entre pessoas privadas, em que o senador solicitou apoio para cobrir custos de sua defesa, já que não dispunha de recursos para tal”, disse Alckmin em nota à imprensa.

“Foi proposta, em primeiro lugar, a venda ao executivo de um apartamento de propriedade da família. O delator propôs, entretanto, já atendendo aos interesses de sua delação, emprestar recursos lícitos provenientes de sua empresa, o que ocorreu sem qualquer contrapartida, sem qualquer ato que mesmo remotamente possa ser considerado ilegal ou mesmo que tenha qualquer relação com o setor público”, continua a nota.

O senador Aécio Neves foi surpreendido hoje (18/05) com a gravidade das medidas autorizadas pela Justiça, a partir da reunião havida com o sr. Joesley Batista.

Tratou-se única e exclusivamente de uma relação entre pessoas privadas, em que o senador solicitou apoio para cobrir custos de sua defesa, já que não dispunha de recursos para tal.

Foi proposta, em primeiro lugar, a venda ao executivo de um apartamento de propriedade da família. O delator propôs, entretanto, já atendendo aos interesses de sua delação, emprestar recursos lícitos provenientes de sua empresa, o que ocorreu sem qualquer contrapartida, sem qualquer ato que mesmo remotamente possa ser considerado ilegal ou mesmo que tenha qualquer relação com o setor público.

Registre-se ainda que a intenção do senador sempre foi, quando da venda do apartamento, ressarcir o empresário.

O senador Aécio Neves lamenta profundamente versões que têm sido divulgadas sobre o caso e, com serenidade e firmeza, vai demonstrar a correção de suas ações e de seus familiares, e a farsa de que foi vítima, montada pelo delator de forma premeditada e criminosa, induzindo as conversas para alcançar seus objetivos de obter os benefícios da delação.

O senador manifesta sua incompreensão e inconformismo pelo pedido de prisão preventiva de sua irmã Andrea Neves, que nada mais fez do que atender seu pedido de levar ao empresário, uma vez que o senador se encontrava em, Brasília, a proposta de venda do apartamento da família.

Apesar de toda essa violência, o senador segue confiando nas instituições na certeza de que a Justiça, feitas as devidas investigações, demonstrará a absoluta correção dos seus atos e de seus familiares.

Ex-chefe de gabinete de Requião, Rocha Loures é filmado recebendo propina
O deputado federal paranaense Rodrigo Rocha Loures (PMDB), segundo o jornal O Globo, foi filmado recebendo R$ 500 mil dos irmãos Joesley Batista e Wesley para resolver um problema da J&F (holding da JBS). Rocha Loures tinha um cargo comissionado no gabinete de Temer e foi chefe de gabinete do senador Roberto Requião quando esse era governador. Quando Osmar Serraglio (PMDB) assumiu o Ministério da Justiça, Loures, 1º suplente, assumiu o cargo. A denúncia deverá segurar Serraglio na Justiça para que o suplente permaneça com foro privilegiado.
PM-PR gastou R$ 110 mil para segurança de Lula

A Polícia Militar do Paraná desembolsou R$ 110 mil para montar o esquema especial de segurança para o ex-presidente Lula (PT) depor ao juiz Sérgio Moro no dia 10 de maio.  A informação referente aos gastos consta em um e-mail encaminhado pela Secretária de Segurança Pública à Assembleia Legislativa. Com informações do Bem Paraná.

Na ocasião, foi mobilizado um efetivo de 1.700 policiais para atuar na operação entre os dias 6 e 10 de maio. O número é quase duas vezes maior do que o destinado para o acompanhamento dos clássicos entre Atlético-PR e Coritiba, quando cerca de 600 homens vão para as ruas para evitar confronto entre as torcidas rivais.

A Polícia Militar apresenta ainda que R$ 40 mil do valor total foi gasto com patrulhamento aéreo para controlar as áreas de apoio às equipes terrestres do comando. Em toda a operação, foram registradas 16 horas de voo com o custo de R$ 2.500 por hora.

O documento aponta ainda que houve uma cooperação da Prefeitura Municipal de Curitiba e do Exército Brasileiro ao longo da “Operação de Apoio à Justiça Federal”.

A Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) não divulgaram os gastos com a operação com o depoimento de Lula.

Promotor vira investigado na Operação Publicano

Reportagem de Larissa Fernandes na Massa News adianta que o auditor fiscal Orlando Aranda, réu na Operação Publicano, denunciou o promotor de Justiça Renato Lima Castro, um dos coordenadores da Operação Publicano pelo Gaeco. Aranda disse uma empresa com capital de R$ 10 mil, de propriedade do promotor é sócia de uma outra empresa cujo patrimônio é superior a R$ 1 milhão. O contador das duas empresas, Paulo Caetano, foi delatado pelo ex-auditor fiscal Luiz Antônio de Souza por participar dos esquemas investigados pela Publicano.
Auditor fiscal acaba com Operação Publicano
O auditor fiscal Orlando Aranda, réu na Operação Publicano, coloca uma pá de cal na operação comandando pelo Gaeco a colocar sob forte suspeição a isenção de promotores do Ministério Público de Londrina. Em vídeo compartilhado nas redes sociais, Aranda depõe ao juiz Juliano Nanuncio e diz que uma empresa com capital de R$ 10 mil, de propriedade do promotor Renato de Lima Castro é sócia de uma outra empresa cujo patrimônio é superior a R$ 1 milhão.
 

Aranda foi mais longe ainda: sustenta que o contador da empresa, Paulo Caetano, é citado pelo ex-auditor fiscal Luiz Antonio de Souza, principal delator da Lava Jato. Em tempo: a delação de Luiz Antonio de Souza já havia sido anulada pela Justiça e, posteriormente, foi refeita pelo Ministério Público, resguardando os direitos ‘conquistados’ pelo ex-auditor e suspensa na Justiça na anulação da primeira delação. A justiça homologou essa delação em março deste ano e Luiz Antonio de Souza teve sua prisão preventiva suspensa e está usando tornozeleira eletrônica.

 
Ainda no vídeo, quando Aranda revela as ligações escusas entre o contador e promotor do Gaeco, ele foi interpelado pela promotora Leila Schimit e pelo Jorge Fernando Barreto. “Esta situação está sob sigilo fiscal”, cobra a promotora. “São documentos públicos”, devolve Aranda. “Onde o senhor obteve isso?”, perguntou o promotor Fernando Barreto. “No site da Receita Estadual”, diz Aranda. “Então, está bom”, resigna-se o promotor.

 
Delator volta atrás – O vídeo que circula nas reúne também dois depoimentos de Souza ao Ministério Público em 2015, onde ele fala sobre pessoas que participam dos esquemas de corrupção na Receita Estadual e cita o contador Paulo Caetano. “Fiz dois esquemas com ele”.
Segundo o vídeo, no dia seguinte, Souza não confirma mais a participação do contador. “Por que ele (contador) não aparece em lugar nenhum? Descobri que ele é o contador da empresa JVL Administradora de Imóveis (cujo proprietário é promotor Renato Lima Castro)”.
Na Folha de Londrina desta sexta-feira, 12, o advogado de Aranda, Walter Bittar, confirmou as declarações do cliente. “Em um dia o delator disse que esse contador estaria envolvido nos fatos, e no outro, perguntado pelos promotores, ele gagueja, nega os fatos, e essa pessoa não é incluída dentro da Publicano, fazendo com que uma das afirmações do delator se confirme, dada aqui em audiência”, disse 
 

Bittar, lembrando do interrogatório de Souza, no mês de março, quando alegou que alguns de seus depoimentos não constavam da ação penal. Bittar afirmou que teve acesso aos documentos sobre as empresas citadas no interrogatório por meio de Aranda.

Procurado pela Folha de Londrina, Castro preferiu não conceder entrevista. Nota assinada por ele e pelos promotores Jorge Fernando Barreto e Leila Schimit, afirma que o vídeo foi compartilhado “com o nítido propósito de tentar desqualificar o trabalho do Ministério Público e anular a Operação Publicano”

Nova lei de migração favorece tráfico e terrorismo, diz Francischini
A nova lei de migração, segundo o deputado Fernando Francischini (SD-PR), favorece o tráfico e o terrorismo. O projeto foi aprovado no Senado e não considerou o substitutivo de Francischini, feito a pedido da Polícia Federal. “Nova Lei de Imigração aguarda sanção presidencial hoje! Traficantes e terroristas estarão liberados no Brasil! Alguns pontos são absurdo!”, diz Francischini.

Paraná criou 22,8 mil empregos em quatro meses

Pelo quarto mês consecutivo, o Paraná registrou resultado positivo no emprego formal, com um saldo de 6.742 empregos em abril, mostram dados do Caged/Ministério do Trabalho divulgados nesta terça-feira, 16. Com isso, o Paraná fechou o quadrimestre com saldo de 22.803 vagas. As contratações do setor de serviços e da indústria da transformação puxaram o resultado.

“Os dados do quadrimestre mostram uma tendência de retomada. Se mantidas as atuais condições, devemos ter mais saldos positivos nos próximos meses”, diz a economista Suelen Rodrigues dos Santos, da Secretaria da Justiça e Trabalho. No mesmo período do ano passado, o Paraná registrava um saldo negativo de 5.994 vagas.


Apenas mais três Estados – Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Goiás – tiveram saldos positivos desde o início do ano no País. “Os resultados positivos constantes no Paraná indicam uma recuperação sólida”, diz  Julio Suzuki Júnior, presidente do Ipardes. 
Richa lança programa para beneficiar 600 mil jovens
O governador Beto Richa lança nesta terça-feira, 16, o IDJovem, programa que irá atender jovens entre 15 a 29 anos, de famílias de baixa renda, assegurando o direito à cultura, ao território e à mobilidade. A previsão é que sejam beneficiados mais de 600 mil jovens em todo o Paraná. O IDJovem dará o direito a meia entrada em espetáculos artísticos-culturais e esportivos, além de garantir a reserva de duas vagas gratuitas e duas com desconto de 50% em ônibus de viagens interestaduais. O secretário nacional da Juventude, Assis Filhol e o assessor Especial da Juventude do Governo do Estado, Edson Lau, também participam do evento.
Traiano lança conferência da Unale que será em Foz
 
O presidente da Assembleia, deputado Ademar Traiano (PSDB), lançou hoje (15), oficialmente, junto com o presidente da União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais – Unale, deputado Adjuto Afonso (PDT-AM), mais deputados de 10 estados, a 21ª Conferência Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (CNLE), que este ano acontecerá pela primeira vez no Paraná. Será em Foz do Iguaçu, nos dias 7, 8 e 9 de junho.
 
O lançamento foi feito no início da sessão plenária, com participação dos deputados estaduais que integram a direção da Unale. Pela manhã, os parlamentares dirigentes da Unale participaram de uma reunião de trabalho no Salão Nobre da Assembleia para tratar de detalhes e ajustes a respeito da Conferência. Foi confirmada que o jornalista Eraldo Pereira, da Rede Globo, fará a mediação dos painéis de debates, haverá palestras, como a do ex-ministro Maílson da Nóbrega, cientistas políticos, como Paulo Kramer, e a presença de governadores, como Beto Richa, e 9 governadores e do prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), o ministro da Justiça, Osmar Serraglio.
 
Para Traiano, o encontro em Foz será duplamente oportuno. “Primeiro para dar voz aos legisladores estaduais em um momento de grave crise nacional. Um momento em que os legislativos cobram maior presença e poder de decisão. Segundo por ocorrer em um estado que soube se antecipar e minimizar os efeitos dessa crise. O Paraná vem sendo chamando a atenção de outras unidades da federação justamente por sua capacidade de administrar a crise, manter pagamentos em dia e investir. O encontro de Foz terá grandes contribuições a dar ao país”.
 
O deputado Luciano Nunes (PSDB-PI), que deve ser eleito o novo presidente da Unale durante o encontro de Foz, previu que essa pode ser a “Conferência mais importante da história da Unale”. Essa expectativa é compartilhada pelo atual presidente Adjuto Afonso, que destacou o momento peculiar que o país vive e a importância das temáticas que serão abordadas em Foz. O deputado Ademir Bier (PMDB-PR), presidente da comissão organizadora do encontro também tem expectativa de grandes resultados.
 
O tema do encontro de Foz será “O Brasil e suas reformas”. Ele servirá para aprofundar as discussões sobre a relevância do Poder Legislativo estadual, a crise nos estados e as soluções, as reformas política, previdenciária e trabalhista. Os organizadores estimam reunir em Foz do Iguaçu um público de cerca de 1.500 participantes, entre parlamentares, assessores legislativos, representantes de entidades nacionais e internacionais.
 
Com a experiência de vinte conferências nacionais realizadas com êxito, a Unale assegura que a oportunidade favorece a interlocução entre os Parlamentos estaduais na discussão de temas importantes para garantir o crescimento do país. O intercâmbio deve permitir que os participantes ampliem suas áreas de conhecimento e melhorarem as políticas públicas regionais, com inovações e soluções adotadas fora de seus estados. O evento também oportunizará o encontro das entidades vinculadas aos Legislativos estaduais, para a atualização profissional e discussão de temas relacionados com as suas atividades funcionais.
 
As inscrições para a participação na 21ª Conferência Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (CNLE) já estão abertas. Os interessados podem se inscrever gratuitamente no portal da Conferência (em http://xxicnle.azurewebsites.net/), até 2 de junho.
Ex-prefeito juntou salário em 4 anos e vai construir capela 
Em vídeo veiculado nas redes sociais, o ex-prefeito Paulinho Alves revela que há oito anos fez um compromisso de depositar em uma conta bancária todo o seu salário e as sobras de diárias durante a sua primeira gestão. E depois de alguns meses fora da Prefeitura, ele conta que vem pedindo a direção de Deus sobre onde investir esse recurso. 
 
“E depois de muitas conversas com Deus e com o incentivo do padre Rómulo, tomei a decisão”, afirmou. 
 
Segundo ele, 10% do recurso de R$ 500 mil serão destinados para o dízimo e outros 90% será investindo na construção de uma capela em Mariluz em homenagem a Nossa Senhora de Fátima

Saudades do tríplex

Quando os 78 executivos da Odebrecht — incluindo Emílio, dono da empreiteira, e seu filho Marcelo – fecharam acordo de delação com a Lava-Jato, acreditava-se no fim do mundo. Tratava-se do desbaratamento de um sistema organizado e sólido de corrupção em obras públicas — moldado no Brasil e com braços e pernas em outros 12 países – que existia há décadas, mas que se vitaminou e ganhou músculos nos governos petistas.

Dois meses depois, o marqueteiro João Santana e sua mulher Mônica Moura revelaram detalhes ainda mais sórdidos de como esse mundo particular se movia, expondo como a dinheirama ilícita teria corrido nas campanhas de Lula e Dilma, com conhecimento e comando deles.

Agora será a vez do ex-ministro Antonio Palocci, e, com ele, a explosão do mundo.

Sua provável delação, já em negociação, tem potencial para detonar de vez seus ex-chefes Lula e Dilma, além de gente do mercado financeiro e de empresários que ganharam mundos e fundos durante os mandatos petistas.

Palocci é peça-chave de quase todos os que se apresentam aos procuradores da Lava-Jato.

O ex-ministro da Fazenda de Lula e da Casa-Civil de Dilma aparece nos depoimentos como quem cuidava do cumprimento dos acordos paralelos, dos pagamentos clandestinos, das generosidades para empresas amigas, que devolviam os agrados com juros e correção na campanha eleitoral seguinte.

Está em voga também na operação que a Polícia Federal deflagrou sexta-feira, para apurar o repasse de R$ 8,1 bilhões do BNDES à JBS, empresa líder mundial de carne e contribuinte eleitoral dadivosa.

E Palocci nunca está sozinho. Na maior parte das vezes seu nome vem atrelado ao de Lula, o chefe, tão citado nos depoimentos dos marqueteiros que vieram à tona na última quinta-feira.

Para Lula e o PT, a ameaça Palocci é o que mais devastador poderia acontecer em uma semana em que só colheram reveses.

A começar pelo depoimento de Lula ao juiz Sérgio Moro, no qual o ex-presidente até conseguiu cravar algumas vitórias para a plateia de fiéis. Mas que foi um desastre para a sua defesa, com várias contradições, abuso de “não sei” e de responsabilidade jogada sobre o túmulo de sua mulher, Marisa Letícia. Oportunista, desrespeitoso, covarde, patético.

Nas ruas de Curitiba, os 100 mil que o PT e os “movimentos sociais” prometeram arregimentar somaram perto de 5 mil. E o que Lula pretendia transformar em um embate entre ele e Moro, o nós versus eles, única linguagem com a qual sabe lidar, se desmoronou diante do clima de respeito de ambos durante a audiência.

Quisera Lula e o PT que os problemas se resumissem a incongruências sobre o tríplex no Guarujá, primeiro dos cinco processos a que Lula responde, ou até mesmo do sítio em Atibaia.  A terra começou mesmo a tremer no dia seguinte com a liberação, pelo ministro Edson Fachin, dos depoimentos de Santana e Mônica.

A forma com que os dois falam de repasses da Odebrecht para contas no exterior, pagamentos acertados com Palocci, de dinheiro vivo recheando meias de entregadores, amontoado em caixas de sapatos, em mochilas, é espantosa.

O que mais choca nem é a quantidade dos milhões de dólares – e não são poucos –, mas a naturalidade da confissão. Como se não houvesse crime, até porque quem patrocinava o crime eram a própria Presidência da República e seu partido.

Os prejuízos de Santana e Mônica a Lula, Dilma e o PT ainda não podem ser de todo contabilizados. Ao que parece, Mônica aproveitou-se das informações privilegiadas que diz ter recebido de Dilma não para apagar rastros, mas para se documentar e aliviar as penas de seu marido e dela.

Apresentou documentação farta, extratos bancários que batem com as delações da Odebrecht, cópia registrada em cartório de mensagem trocada com Dilma em e-mail secreto, notas, nomes e apontamentos de sua agenda. Tem bala na agulha.

Palocci tem mais, muito mais. A ponto de fazer Lula sonhar em ser apenas o proprietário de um tríplex no Guarujá e de um sítio em Atibaia.

A generosa folha de pagamentos do Estado

Estado de dimensões exageradas, insaciável na arrecadação de impostos, não reduz desigualdades. Ao contrário, serve para concentrar renda

Editorial, O Globo

Aimagem do Estado brasileiro é de um ente de avantajadas dimensões, insaciável na arrecadação de impostos junto à população, para arcar com despesas crescentes. Não há reparo a fazer. Os números das contas públicas e estatísticas econômicas em geral correspondem à imagem.

São mais de 100 empresas estatais, com dezenas de milhares de empregos, e que movimentam bilhões em compras e vendas. Algumas têm ações em Bolsa, o que não impede que o sócio controlador, a União, tome decisões de gestão políticas, sem preocupação com os acionistas. Vide a Petrobras. Outras, incapazes de gerar lucros, vivem de dinheiro do Tesouro, ou seja, do contribuinte, numa relação incestuosa nada transparente.

Por qualquer ângulo que se olhe o Estado brasileiro, veem-se excessos. Na edição de domingo, o GLOBO trouxe o tamanho da folha de pagamentos pública, do Estado como um todo — salários do funcionalismo da União, estados e municípios, benefícios sociais, bolsas, pensões, aposentadorias. Ao todo, 57,9 milhões de pessoas, 28% da população, dependem, em alguma medida, dos governos. Quase a soma das populações de Argentina e Chile.

De servidores ativos e inativos da União, estados e municípios, são 10 milhões que recebem cheques mensalmente; aposentados e pensionistas do INSS somam 33,8 milhões e há ainda 13,4 milhões no Bolsa Família. Esta folha de pagamentos, de R$ 941 bilhões no ano passado, representa 15% do PIB.

Especialistas garantem não haver paralelo em qualquer país desenvolvido. Além dos aspectos econômicos e financeiros, há o político. Porque esta enorme massa de dinheiro nas mãos de governantes lhes confere um poder incomensurável. Num país de cultura patrimonialista como o Brasil — em que dinheiro público é usado para atender a interesses privados, de partidos e pessoas —, poder usar a caneta que abre esses cofres é passe livre para tentativas de perpetuação no poder, e a construção de mitos populares. A história atual do Brasil ilustra bem este ponto.

Muitos equívocos administrativos se explicam a partir deste Estado provedor. Está aí a causa da demora excessiva para a realização da reforma da Previdência. A despesa com o INSS chega a 7% do PIB, índice elevado para um país com população ainda jovem. Mas o político populista prefere não atualizar as regras à nova realidade demográfica. Opta por não contrariar os milhões de segurados (e eleitores) do sistema.

É outra balela que este gigantesco guichê funciona para reduzir desigualdades. É o oposto, ele concentra renda. A Previdência é exemplo cristalino: os 28 milhões de aposentados e pensionistas do INSS consomem 7% do PIB, mas os apenas 4 milhões de servidores públicos inativos levam 4% do PIB.

Se há algo positivo na crise fiscal, é chamar a atenção para esses porões do Estado brasileiro. Confisca cerca de 35% do PIB em impostos, a mais alta carga tributária entre os emergentes, uma das mais elevadas do mundo, e usa o dinheiro de forma a agravar desníveis de renda, e deixa em plano inferior despesas com investimento, por exemplo. O Estado é usado para atender a demandas que garantam votos ao governante de turno, como se não houvesse um futuro de carências que requerem a tomada de decisões hoje. Mas estas não garantem apoio eleitoral imediato, e assim perpetuam-se as carências. Esta é a fórmula do subdesenvolvimento econômico, social e político.

“Cada um tem um megafone na mão”, diz Edson Lau

Em entrevista concedida no Iguassu Social Mix (ISM) neste sábado, 13, em Foz do Iguaçu, o assessor de Políticas Públicas para Juventude do Governo do Paraná, Edson Lau Filho, destacou o poder e a influência das pessoas na internet para a definição das políticas públicas e os projetos em benefício da sociedade. “As redes sociais possibilitam, em cada uma das suas plataformas, que cada pessoa tenha um megafone na mão”, disse Lau.

“A gente precisa prestar a atenção o que cada uma dessas pessoas está dizendo nesses megafones, pois eles são reproduzidos em rede e essa rede pode dizer algo muito importante para os governantes”, destacou ainda o assessor do Governo do Paraná.

Lau participou do evento – considerado o maior encontro de cultura digital do Brasil – como moderador do painel “A era das iniciativas”. Com a presença dos convidados Luiz Hauly, Cris Alessi e Erica Marques, o debate destacou iniciativas de empreendedores digitais em todo o Brasil. “No caso da mesa, falamos sobre empreender, sobre inovar, mudar paradigmas, novos modelos de negócio e de criatividade”, disse.

O assessor destacou ainda que o incentivo à criatividade e às novas tecnologias no ambiente de crise observado no Brasil é fundamental para atenuar os momentos difíceis na economia. “A criatividade é a palavra-chave desse ambiente de tecnologia, das redes sociais. A gente está falando da era da iniciativa e da inovação, que nos trazem todas as questões tecnológicas e as possibilidades trazidas pela internet e pelas redes sociais”.

Moro recebeu mais apoio nas redes sociais do que Lula

Na discussão de quem “venceu” no depoimento prestado esta semana em Curitiba, Sergio Moro se destacou mais que o ex-presidente… Pelo menos nas redes sociais. O coletivo Casa de Amendoeira analisou mais de 300 mil menções ao depoimento de Lula ao longo da última quarta-feira (10). A tag #MoroOrgulhoBrasileiro foi utilizada cerca de 165 mil vezes, enquanto #MoroPersegueLula 146,6 mil e #LulaEuConfio 118,6 mil.

Até o início do depoimento, o tema esteve no top trends mundial do Twitter. Pela manhã, as postagens de apoio a Moro lideraram, com os petistas crescendo durante a oitiva e liderando até o fim do dia. Com o cair da noite, durantes as manifestações em Curitiba, o grupo de apoio ao juiz iniciou um novo tuitaço com #AvanteMoro (43,7 mil menções).

Pode-se dizer que o juiz recebeu mais apoiou nas redes do que Lula. 56% das menções a Moro eram de apoio, enquanto Lula era apoiado em quatro a cada dez postagens (45%). Outro dado interessante é por gênero. Os homens foram os maiores defensores do ex-presidente (64%) durante o tuitaço, enquanto as mulheres preferiram o magistrado (57%).

A análise foi feita pela jornalista e socióloga Claudia Montenegro com a ferramenta Stilingue.

Richa repassa R$ 3 milhões para Pitanga

O governador Beto Richa anunciou nesta sexta-feira (12) o repasse de R$ 3 milhões para Pitanga usar em obras melhorias urbanas. “São R$ 2 milhões apenas para o projeto de pavimentação asfáltica da PR 239, que liga Pitanga a Mato Rico. Até agosto, a licitação internacional para a contratação do serviço já deve estar lançada”, disse Richa em visita à cidade.

 
A obra atenderá 35 mil moradores e facilitará o escoamento da produção agrícola. Está previsto investimento de R$ 120 milhões para a pavimentação de 43,1 quilômetros da rodovia. A obra integra o programa de transporte do Estado, orçado em US$ 435 milhões junto ao BID. O Estado entrará com US$ 200 milhões de contrapartida .A expectativa é que o empréstimo seja assinado nos próximos meses e a obra seja executada a partir de 2018.

Com Gleisi Hoffmann a tiracolo, Lula enquadra Marisa no triplex

Mãozinha que deixa transparecer a imagem de uma companheira militante que ocupou em público o papel de Marisa, a senadora Gleisi Hoffmann fez de tudo para aparecer ao lado do ex-presidente nesta vinda à Curitiba, como se fosse o braço forte da saudosa , em depoimento de Luiz Inácio Lula da Silva que manchou sua memória responsabilizando-a pelo famoso tríplex do Guarujá.


Não é a primeira vez que a senadora m figurando como a sombra do ex-presidente q veio à Curitiba e, sem plateia para rir e aplaudi-lo, se viu obrigado a dissimular e tenta transmitir a imagem de que nunca soube de nada em todo o mar de corrupção do PT, partido no qual diz não ter qualquer influência.

Na maior cara de pau vista por todos os brasileiros, em lances do depoimento ao juiz Sergio Moro, na Justiça Federal, Lula deixou claro seu estilo mentiroso de fazer de conta que nunca soube de nada em relação a todos os amigos e corruptores dele e do PT, que jogarão pais no abismo.

Falharam todas as tentativas de arrastar Moro e Procuradores para o terreno da ironia e da gracinha, perdendo-se enquanto coçava o bigode para desmentir todas as acusações que jogou para a lembrança de Maria, enquanto lá fora, Gleisi e mais uns 5 mil admiradores, inclusive a ex-presidente Dilma o aguardavam para tentar, ainda, mostrar que Lula continua ídolo.
No depoimento ao juiz Sergio Moro que em nenhum momento entrou no jogo pretendido por Lula de tentar transformar o local em um palanque de comício, o ex-presidente sentiu a barra pesar e depois de cinco horas deixou no ar a clara impressão que esgotou o repertório.

Gleisi deu apoio a Lula

O tríplex do Guarujá, que a todo instante tentou jogar em termos de responsabilidade para a falecida esposa Marisa e seu ex-amigo Léo Pinheiro, da OAS, deixou claro que se trata apenas de um dos muitos deslizes que cometeu como ex-presidente.

Com a imprensa nacional dando completa cobertura ao depoimento de Lula na Republica de Curitiba, ficou claro que o PT é visto pelo dito cujo com ar de desprezo comparado unicamente a uma sigla que o idolatra como um ser admirável.

Além de Léo Pinheiro, da OAS, e Reato Duque, ex-diretor da Petrobrás, ficou claro que amigos do passado foram descartados, assim como a própria lembrança da Marisa, a falecida que não pode mais desmentir tanta cara de pau.

MST some com mala do diretor do Incra

 
Dois diretores nacionais do Incra vieram à Curitiba nesta quinta-feira, 11, para uma reunião com o MST. No encontro, na superintendência do Incra no Paraná, os dois diretores expuseram os planos de ação do órgão responsável pela reforma agrária no Estado e, também, ouviram e discutiram as reivindicações dos sem terra. Reunião tensa, longa, de duas horas. No final dela, a sala se esvaziou e um dos diretores se deu por falta de sua maleta com notebook, carteira, documentos e objetos pessoais.
Lula vai puxar 10 anos de cadeia, diz Francischini

O deputado Fernando Francischini (SD-PR) avaliou nesta quinta-feira, 11, o depoimento do ex-presidente (PT) Lula ao juiz Sérgio Moro. “Lula vai ser condenado a mais de 10 anos de reclusão somente neste caso. E ainda falta cinco casos (ações)”, diz Francischino

Lula é um dissimulado, diz Richa

O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), em entrevista a Rádio Jovem Pan de São Paulo, disse que os brasileiros “estão cansados, fartos de enganação, de populismo, de demagogia, e acima de tudo com o desvio de conduta da classe política e de tolerância com a corrupção e a falata de ética”. Richa disse ainda que não houve qualquer surpresa no depoimento de Lula ao juiz Sergio Moro. “Como sempre, ele (Lula) foi dissimulado, evasivo, negou tudo”.
Richa libera R$ 15 milhões para obras em Cascavel

O governador Beto Richa autorizou nesta quarta-feira, 10, a liberação de R$ 15 milhões para o prefeito Leonaldo Paranhos executar obras de melhoria urbana em Cascavel. Os recursos serão usados nas obras de recuperação da Avenida Tito Muffato e na conclusão das obras do Aeroporto Municipal.

Richa destacou que o governo fez um esforço “para atender as demandas apresentadas pelo prefeito Paranhos de revitalização desta avenida (Tito Mufatto) que é sobrecarregada, muitos jovens inclusive se utilizam dela para irem para as faculdades; também em relação ao aeroporto”.
 
De acordo com Richa, são “recursos importantes que vão ajudar Cascavel no seu desenvolvimento. Hoje temos capacidade de investir graça ao ajuste fiscal que fizemos, equilibrando as contas públicas; o Paraná hoje é destaque nacional e nos permite continuar ajudando todos os municípios do estado e Cascavel, pela sua importância, tem tido uma atenção especial”.
 
Paranhos informou que os projetos já estão na Secretaria de Desenvolvimento Urbano, onde tramitará os processos para licitação e que para que “nos próximos dias as obras sejam iniciadas”. Para as obras de revitalização da Tito Mufatto são recursos da ordem de R$ 7 milhões e para o Aeroporto Municipal, outros R$ 8 milhões.

PT chama Moro de “juiz canalha”

Várias faixas, cartazes, discursos atacaram o juiz Sérgio Moro e a Operação Lava Jato nos atos do PT, MST, CUT, UNE e Upes nesta quarta-feira, 10, em Curitiba. Uma delas dizia “Moro, juiz canalha e sua corja”.

Richa reativa Conselho Estadual de Juventude

O governador Beto Richa assinou nesta quarta-feira (10) o decreto que regulamenta o Conselho Estadual da Juventude. Criado em 1988, o fórum ficou inativo por mais de 20 anos. Segundo Richa, o conselho retoma as atividades e vai intensificar as articulações para criação de políticas públicas voltadas aos jovens.

 
“O Conselho Estadual da Juventude vai reforçar ainda mais esse trabalho. Sua regulamentação é uma conquista de cada pessoa que atua em prol da juventude. Ouvir de forma democrática cada segmento da sociedade que defende a causa dos jovens possibilitou implantar as políticas públicas voltadas a essa população”, disse Richa.

Beto Richa disse que as diversas políticas públicas do Paraná voltadas à juventude são resultado da boa relação do Governo do Estado com os diversos segmentos que representam os jovens. Para ele, trata-se de um público que merece atenção e respeito do poder público.

Richa citou os programas para esta área, como o Território da Juventude, Geração Atitude e a Rede Jovem. Ele também destacou a política do governo estadual para garantir o primeiro emprego aos jovens. Todas as empresas instaladas no Estado com o apoio do programa Paraná Competitivo devem empregar jovens aprendizes. “As ações de nosso governo têm sido exitosas e se tornam referência para outros estados”, ressaltou.

ARTICULAÇÃO – O Conselho Estadual de Juventude é um órgão colegiado de caráter consultivo, vinculado à Casa Civil, por meio da Assessoria Especial de Juventude, mas que até então estava sem atuação. O assessor especial de Juventude, Edson Lau Filho, ressaltou que a reativação do conselho era uma prioridade.

“Uma das premissas do órgão é a participação social, trazendo todos os segmentos da sociedade civil organizada para atuar junto com o governo para a promoção de programas e ações para os jovens no Paraná”, disse.

O novo decreto, explicou Lau, está em consonância com o Estatuto da Juventude, instituído pelo governo federal em 2013. O conselho prevê uma participação paritária entre os órgãos estaduais e a sociedade civil e contempla todas as regiões do Paraná. “Os jovens poderão participar ativamente, por meio das entidades da sociedade civil e das próprias ações do governo”, salientou.

Fernanda Richa destaca participação das mulheres no agronegócio do Estado

A secretária da Família e Desenvolvimento Social, Fernanda Richa, destacou nesta terça-feira, 9, em Maringá, a contribuição das mulheres agricultoras e agroempresárias para o desenvolvimento do Paraná. “O Paraná gera 18% da produção nacional de grãos e é o terceiro maior exportador do agronegócio, criando milhares de empregos diretos e indiretos ao longo da cadeia produtiva. Este ano teremos, mais uma vez, safra recorde no Estado e as cooperativas agropecuárias preveem um crescimento de mais de 15% no faturamento”, disse.

 
Ela participou do Encontro de Mulheres que fazem a diferença no Agronegócio Brasileiro, evento que integra a programação da 45ª Expoingá e também que comemora o aniversário de 70 anos de Maringá. Aproximadamente 200 agroempresárias estiveram presentes.

Fernanda Richa disse ter certeza que grande parte deste sucesso se deve à contribuição e ao trabalho das mulheres, no campo e nas cidades. “Com ousadia e coragem, elas ocuparam seu espaço e participam de forma cada vez mais ativa na composição da renda familiar. Hoje são reconhecidas como profissionais em qualquer área e podem contribuir cada vez mais porque têm competência”, enfatizou.
APOIO – Fernanda Richa também falou sobre as ações da Secretaria da Família e Desenvolvimento Social, que tem seu braço de atuação junto aos agricultores familiares por meio do programa Família Paranaense.“Além do acompanhamento familiar e da transferência direta de renda, o programa oferece um benefício de até R$ 3 mil para quem vive da agricultura familiar”, explicou ela. “Com o valor que recebem, as famílias podem aumentar a produção, investir em novas plantações, enfim, mudar a situação em que vivem e buscar sua emancipação”, disse Fernanda Richa.

A secretária se referiu ao Renda Agricultor Familiar, benefício implantado em 2015, que chegará às famílias de 156 municípios do Estado ainda neste ano. O investimento total será de R$ 14 milhões com o objetivo de melhorar a qualidade de vida de 5,6 mil famílias até 2019.

 

Pesquisa feita em 23 países aponta que o brasileiro é o segundo mais irritado com serviços públicos

Uma pesquisa realizada pela Ipsos em 23 países revela que o brasileiro é o segundo mais insatisfeito com os serviços públicos. Sete em cada dez reclamam. Os mexicanos são os campeões: 71% deles reprovam. Os mais felizes são os indianos e os americanos. As informações são de Murilo Ramos na Época.

 

 

Passeata pró-Lula é recebida com vaias, apitos e buzinaço em Curitiba

A passeata de petistas e do MST na noite desta terça-feira, 9, foi recebida com vaias, apitaço e buzinaço nos prédios e casas em Curitiba. “Bando de vagabundos”, disse um morador de Curitiba ao mostrar a bandeira nacional aos lulistas.

Convênio entre Sedu e Caixa vai agilizar projetos das prefeituras

O Governo do Paraná, através da Secretaria de Desenvolvimento Urbano, e a Caixa Econômica Federal firmaram convênio para agilizar os projetos de obras, ações ou serviços às prefeituras municipais, firmados pela Sedu e Paranacidade.

O acordo – assinado pelo secretário Ratinho Junior e o superintendente regional da Caixa, Arielson Bittencourt – permite que a Sedu e o Paranacidade utilizem o próprio sistema da Caixa para emissão de certidões do FGTS às prefeituras paranaenses.

“Tudo isto ao custo zero ao Governo do Paraná. É mais uma inovação que permite atender a demanda da população e dos municípios de maneira rápida, eficaz e eficiente”, disse Ratinho Junior.

O convênio garante a operacionalização e a racionalização dos procedimentos de consulta do sistema de FGTS da CEF, sem gerar ônus ou qualquer encargo para as partes.

Paulo Litro vai relatar CPI de Questões Fundiárias

O deputado Paulo Litro (PSDB) foi eleito relator da CPI de Questões Fundiárias instalada nesta segunda-feira, 8, na Assembleia Legislativa. A comissão vai investigar as ocupações de terras, os problemas decorrentes delas, a demora em alguns processos judiciais além de tratar de situações pontuais. “Sabemos que este é um problema histórico para o Paraná e mais agravado em algumas regiões do Estado. Iremos convocar importantes pessoas para discutirmos este assunto e, por meio da relatoria, encontrarmos formas de apresentar os problemas que acontecem nesta seara e também resultados para os envolvidos, mas principalmente, para a população paranaense”,  afirmou Paulo Litro.

A presidência da Comissão ficou com o deputado Marcio Paulik (PDT). Os membros da CPI são: Élio Rush (DEM), Professor Lemos (PT), Felipe Francischini (SD), Tião Medeiros (PTB) e Claudia Pereira (PSC).

Na próxima semana será apresentado o cronograma de ações da CPI.

Coxa e Amante


Gleisi Hoffmann ocupou a tribuna do Senado nesta tarde para atacar O Antagonista, a Lava Jato e o juiz Sérgio Moro, chamado por ela de “animador de torcida”.

A Odebrecht chama Gleisi de Coxa e Amante.

Aposentadoria de servidor custa dez vezes mais que benefício do INSS

Por ano, União e Estados gastam algo como R$ 315 bilhões para cobrir os déficits do INSS e das previdências públicas. Pouco mais de R$ 150 bilhões ajudam a pagar 30 milhões de benefícios do INSS, no sistema privado. No entanto, um valor maior – R$ 164 bilhões – é drenado para tapar o buraco nas previdências públicas, criado por apenas 3 milhões de servidores civis e militares da União e Estados.


A diferença de gasto é ainda mais gritante quando avaliada em termos per capita. Os cofres públicas liberam cerca de R$ 4,4 mil per capita para cobrir o rombo do INSS, onde estão 29,2 milhões de brasileiros que pagaram pelo benefício. Cada um dos 2,7 milhões de inativos civis da União e dos Estados custa R$ 49 mil – praticamente dez vezes mais. Entre os militares, a proporção sobe: cada um dos quase 300 mil inativos custa R$ 113 mil. “Há uma enorme disparidade entre público e privado, porque os servidores têm privilégios que elevam o valor do benefício”, diz Leonardo Rolim Guimarães, ex-secretário de Políticas de Previdência Social.

No INSS, ninguém ganha mais que o teto de R$ 5.531,31. A Previdência pública vive em outro mundo. A regra, desde 2004, permite que o benefício seja a média de 80% dos salários. A maioria que se aposenta nos próximos anos, porém, entrou no Estado antes e segue a regra anterior: se aposenta com o valor integral do último salário.

O inativo do setor público também tem direito à paridade: o reajuste do benefício é igual ao do salário de quem está na ativa. Como a política era dar reajustes aos servidores, os inativos tiveram aumento real de quase 40% na última década.

Esse efeito perdura se nada for feito. “Ao longo dos próximos 15 anos, o servidor que se aposentar terá direito ao valor integral do último salário e a paridade, com sérios efeitos sobre as contas públicas”, diz Claudio Hamilton dos Santos, técnico da área macroeconômica do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

A reforma, se aprovada, reduzirá as diferenças entre público e privado: endurece as regras para o cálculo do benefício, fixa para os servidores o teto do INSS e estabelece reajuste pela inflação, entre outras medidas.

Mas os defensores da reforma dizem que ela não se limita à questão financeira. Teria também um componente de “justiça social”. Os déficits previdenciários são coberto por três fontes. Parte vem da cobrança de tributos. Outra parte, da transferência de recursos: aposentadorias e pensões consomem dinheiro que iria para saúde, educação e, principalmente, investimentos. Entram ainda na conta recursos amealhados com o aumento da dívida. “Como no Brasil os impostos recaem mais sobre os mais pobres, o sistema é perverso: tira de quem tem menos e transfere para a elite do funcionalismo”, diz Paulo Tafner, pesquisador da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo (Fipe/USP).

Essa questão é considerada tão séria que o economista Nelson Marconi, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), tem uma proposta mais radical ainda para corrigir as distorções. “Deveriam aproveitar a reforma para taxar servidores inativos com aposentadorias elevadas – eles não contribuíram o suficiente para ganhar tanto”, diz.

Dono do Vox Populi é indiciado pela Polícia Federal

A PF indiciou o dono do Vox Populi, Marcos Coimbra, na operação Acrônimo. O instituto de pesquisa é suspeito de simular um contrato para receber 750 000 reais da campanha de Fernando Pimentel em caixa dois. As informações são de Maurício Lima na Veja.

FHC afirma que reforma da Previdência é importante ao país

A reforma da Previdência é importante, mas sozinha não tem força suficiente para garantir a retomada do crescimento econômico de forma sustentada, que virá também com mais atuação de parceiras público-privadas, afirmou à Reuters o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. As informações são de Veja/Reuters

E esse passo, acrescentou, dependerá de uma certa “continuidade” do que está sendo feito hoje, referindo-se ao próximo governo que sairá das urnas em 2018.

A reforma da Previdência, que está sendo analisada pelo Congresso Nacional, tem sido apontada pelo governo Michel Temer e por boa parte dos agentes econômicos como essencial para colocar as contas públicas em ordem e fazer a economia voltar a crescer depois de dois anos de recessão.

O ex-presidente defendeu que a reforma é importante para melhorar o lado fiscal do país e a “confiabilidade” dos investidores junto ao Brasil, e acrescentou que o governo Temer o tem surpreendido positivamente por conseguir colocar temas importantes na pauta. Mas logo emendou que é preciso mais, como parcerias com o setor privado, e investimentos em infraestrutura.

“Eu creio que o governo atual sabe disso”, afirmou. “(Mas) é óbvio que um governo que tem essa origem (após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, sem voto popular), não tem força suficiente para fazer tudo que é necessário. Vamos precisar de uma eleição. Espero que seja possível até o ano que vem organizar as forças políticas.”

A retomada, pontuou o ex-presidente, também depende “de fatores que são controláveis e não controláveis”, e ressaltou que a economia mundial vive um ciclo de expansão, o que ajuda o Brasil a se recuperar. Também defendeu que estão vindo sinais positivos no agronegócio.

“A safra deste ano vai ser de 220 milhões de toneladas. Quando eu era presidente, nós comemoramos quando chegamos a 100 milhões de toneladas”, afirmou.

O ex-presidente também enxerga uma via de crescimento econômico por meio dos investimentos em infraestrutura, mas isso só deve se confirmar se os investidores confiarem na economia brasileira.

Agenda de reformas

Fernando Henrique, que também foi ministro da Fazenda durante o governo de Itamar Franco e ajudou a implementar o plano Real, disse que o governo Temer tem falhado na comunicação sobre as reformas. No caso da Previdência, acredita que a equipe econômica deveria ter encampado as mudanças como forma de reduzir privilégios, e não para melhorar o equilíbrio fiscal.

“As pessoas estão convencidas de que a reforma da Previdência é contra os trabalhadores”, afirmou. “Quando você dá como motivação o equilíbrio fiscal, a comunicação está errada.”

O tucano também elogiou a reforma trabalhista, sobretudo com o fim do imposto sindical, “uma medida tomada inspirada no governo fascista da Itália”.

“O governo Temer mexeu em pontos difíceis que não dão popularidade, mas que levam o país a se aparelhar melhor para o mundo contemporâneo”, afirmou.

Questionado ainda se sua própria história poderia se repetir agora, com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, tornando-se presidente da República, avaliou ser muito difícil. Argumentou que, quando era ministro, a população sentiu “na hora” o bônus da estabilização da moeda.

“Agora, se tem caminho de sacrifício e não é um caminho de bonança”, afirmou. “É difícil quem exerce o cargo de ministro da Fazenda se transformar em um candidato popular.”

Doria mostra carteira de trabalho para Lula
O prefeito de São Paulo, João Doria, mostra sua carteira de trabalho para o ex-presidente Lula. “Ao contrário de você, que é mentiroso, eu trabalho desde os 13 anos de idade para ter o patrimônio moral que você não tem. Vá se informar melhor”, disse Doria.

O marido de Gleisi está em todas

 

O Antagonista

Paulo Bernardo é um dos principais operadores de Lula. Marcelo Odebrecht havia narrado a Sérgio Moro que, em 2009, a Odebrecht negociou uma linha de crédito de R$ 1 bilhão com o BNDES para obras em Angola. “Nessa negociação veio o pedido para mim por Paulo Bernardo, por indicação do presidente Lula, para que déssemos uma contribuição de US$ 40 milhões.”

Renato Duque acrescentou a Moro que o marido de Gleisi Hoffmann o chamou a Brasília em 2007 para lhe apresentar João Vaccari Neto, “um braço que atuava pro Lula”.

Vaccari passaria “a fazer os contatos com as empresas” na Petrobras.

Paulo Bernardo seria solto em 29 de junho de 2016 por Dias Toffoli.

Petistas querem botar fogo nos outdoors de Lula

Petistas e lulistas de várias cataduras estão convocando a militância para tocar fogo nos outdoors que ‘homenageiam’ Lula com a frase: “Lula, Curitiba te espera de grades abertas” com a desenho estilizado do petista em trajes de presidiário.

Palocci sobre delação: ‘É o único jeito de sobreviver’

Antonio Palocci anda espalhando na cadeia e para fora dela que as decisões do Supremo não alteraram em nada seu plano de entregar mais um ano de matéria-prima para a Lava Jato. A quem pergunta, ele responde sem rodeios que vai delatar. O ex-ministro vem dizendo ter plena consciência de que a investigação ainda avançará um bocado sobre, desvendando outras traficâncias da companheirada petista. As informações são de Gabriel Mascarenhas na Veja;

Palocci se compara a Dirceu e concorda com a análise do colega de que sua liberdade é temporária. Ambos estão convictos de que Dirceu voltará à clausura rapidamente. Além disso, Palocci acredita ser capaz de negociar um bom acordo com o Ministério Público para deixar a prisão em breve. Na quinta-feira, ao explicar a um amigo por que pretende fazer delação, ele foi taxativo: “É o único jeito de sobreviver quando se entra aqui”.

Economia não depende só da Previdência, mas também de continuidade de agenda, diz FHC

A reforma da Previdência é importante, mas sozinha não tem força suficiente para garantir a retomada do crescimento econômico de forma sustentada, que virá também com mais atuação de parceiras público-privadas, afirmou em entrevista o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. E esse passo, acrescentou, dependerá de uma certa “continuidade” do que está sendo feito, referindo-se ao próximo governo que sairá das urnas em 2018. As informações são do Estadão.

“Houve a invenção de que ou se faz a Previdência ou o Brasil acabou”, afirmou Fernando Henrique, que comandou o Brasil de 1995 a 2002 e é um dos fundadores do PSDB.

A reforma da Previdência, que está sendo analisada pelo Congresso Nacional, tem sido apontada pelo governo Michel Temer e por boa parte dos agentes econômicos como essencial para colocar as contas públicas em ordem e fazer a economia voltar a crescer depois de dois anos de recessão.

O ex-presidente defendeu que a reforma é importante para melhorar o lado fiscal do país e a “confiabilidade” dos investidores junto ao Brasil, e acrescentou que o governo Temer o tem surpreendido positivamente por conseguir colocar temas importantes na pauta. Mas logo emendou que é preciso mais, como parcerias com o setor privado, e investimentos em infraestrutura.

“Eu creio que o governo atual sabe disso”, afirmou. “(Mas) é óbvio que um governo que tem essa origem (após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, sem voto popular), não tem força suficiente para fazer tudo que é necessário. Vamos precisar de uma eleição. Espero que seja possível até o ano que vem organizar as forças políticas.”

A retomada, pontuou o ex-presidente, também depende “de fatores que são controláveis e não controláveis”, e ressaltou que a economia mundial vive um ciclo de expansão, o que ajuda o Brasil a se recuperar. Também defendeu que estão vindo sinais positivos no agronegócio.

“A safra deste ano vai ser de 220 milhões de toneladas. Quando eu era presidente, nós comemoramos quando chegamos a 100 milhões de toneladas”, afirmou.

O ex-presidente também enxerga uma via de crescimento econômico por meio dos investimentos em infraestrutura, mas isso só deve se confirmar se os investidores confiarem na economia brasileira.

Reformas. Fernando Henrique, que também foi ministro da Fazenda durante o governo de Itamar Franco e ajudou a implementar o plano Real, disse que o governo Temer tem falhado na comunicação sobre as reformas. No caso da Previdência, acredita que a equipe econômica deveria ter encampado as mudanças como forma de reduzir privilégios, e não para melhorar o equilíbrio fiscal.

“As pessoas estão convencidas de que a reforma da Previdência é contra os trabalhadores”, afirmou. “Quando você dá como motivação o equilíbrio fiscal, a comunicação está errada.”

O tucano também elogiou a reforma trabalhista, sobretudo com o fim do imposto sindical, “uma medida tomada inspirada no governo fascista da Itália”.

“O governo Temer mexeu em pontos difíceis que não dão popularidade, mas que levam o país a se aparelhar melhor para o mundo contemporâneo”, afirmou.

Questionado ainda se sua própria história poderia se repetir agora, com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, tornando-se presidente da República, avaliou ser muito difícil. Argumentou que, quando era ministro, a população sentiu “na hora” o bônus da estabilização da moeda.

“Agora, se tem caminho de sacrifício e não é um caminho de bonança”, afirmou. “É difícil quem exerce o cargo de ministro da Fazenda se transformar em um candidato popular.”

Paraná intensifica ações pela redução de mortes no trânsito

O governador Beto Richa lançou nesta sexta-feira, 5, as ações no Paraná para o Maio Amarelo 2017, movimento mundial pela redução de mortes no trânsito. Durante todo este mês, acontecerão palestras, blitz educativas, passeatas, passeios ciclísticos, apresentações de teatro, músicas e brincadeiras educativas. A programação do Maio Amarelo prevê ações em todas as regiões do Paraná e está disponível no www.detran.pr.gov.br.

As atividades do mês reúnem o Detran-PR, Polícia Rodoviária Estadual, Polícia Militar, Secretarias de Estado da Saúde e do Meio Ambiente, Polícia Rodoviária Federal, Associação Comercial do Paraná, prefeituras e Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV).

“Lançamos essa campanha para mostrar a importância de adotarmos um comportamento mais harmônico no trânsito do Paraná.”, disse o governador, na solenidade, realizada no Palácio Iguaçu, em Curitiba. Richa lembrou que 94% dos acidentes que resultam em vítimas fatais resultam de falha humana. “Portanto as ações de conscientização e de educação são as formas mais eficazes para preservar a vida”, afirmou Richa.

Entre 2011 e 2017, o Governo do Estado investiu R$ 98 milhões em educação para trânsito – em campanhas de grande impacto, atividades da Escola Pública de Trânsito pelo Sistema de Videoconferência e em ações educativas para crianças e adultos, desde o ensino fundamental até às universidades.

OAS também tinha ‘setor de propinas’

Em seu depoimento ao juiz federal Sergio Moro nesta quinta-feira, o ex-executivo da OAS Agenor Franklin Medeiros revelou ao magistrado que a empreiteira baiana, tal qual a conterrânea Odebrecht, mantinha um setor especializado na operação de propinas pagas agentes públicos e campanhas políticas. Responsável pela área de petróleo da empresa, Medeiros falou a Moro na condição de réu na ação penal que tem entre os acusados o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As informações são de João Pedroso de Campos na Veja.

“Existe uma área na empresa, que era justamente a área que trabalha nessa parte de vantagens indevidas, uma área chamada controladoria, onde doações a partidos, até de forma oficial, saíam do presidente, iam para o diretor financeiro e para o diretor dessa área. Nessa época da RNEST [refinaria Abreu e Lima], com PT e PSB, o gerente dessa área era Mateus Coutinho. Ele se reportava ao diretor financeiro, Sérgio Pinheiro, que se reportava ao presidente da empresa”, explicou o ex-executivo.

Segundo Medeiros havia, além de Coutinho, pelo menos mais três executivos cujas funções eram fazer com que propinas chegassem a seus destinatários. Ele relatou que coube à empreiteira, como parte dos consórcios que construíram as refinarias Abreu e Lima, em Pernambuco, e Getúlio Vargas, no Paraná, o pagamento de propinas de 2% dos contratos a partidos políticos.

A Odebrecht, líder do consórcio, ficou responsável por encaminhar dinheiro sujo às diretorias de Abastecimento e Serviços da Petrobras, então comandadas por Paulo Roberto Costa e Renato Duque.

Em Brasília, Dirceu é recebido aos gritos de “ladrão”

Manifestantes protestam em Brasília, na noite desta quinta-feira, 4, em frente ao prédio em que o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu deve morar, em Brasília. Ele foi recebido com oanelaço, vaias, buzinaço e gritos de “Supremo Tribunal, vergonha nacional” e “Dirceu, ladrão, seu lugar é na prisão”, cerca de duzentos manifestantes, segundo estimativas da Polícia Militar. As informações são do Diário do Poder.

“Estamos indignados com a soltura do Zé Dirceu”, disse Carla Zambelli, porta-voz do movimento #NasRuas. “O Supremo tem uma série de processos parados. Por que soltar justamente um bandido reincidente?”

No início da manifestação, enquanto homens e mulheres puxavam as palavras de ordem do protesto contra o habeas corpus concedido pelo Supremo a Dirceu, uma mulher no prédio da frente gritou bem alto: “Fora, Temer!” Do outro lado da rua, uma manifestante com a bandeira do #NasRuas no ombro rebateu: “Foram vocês que puseram ele lá, querida!”

Um boneco inflável de 13 metros do ministro do Supremo Ricardo Lewandowski, um dos que votaram pela revogação da prisão preventiva de Dirceu – ao lado dos colegas Dias Toffoli e Gilmar Mendes – foi estrategicamente posicionado na entrada da garagem do prédio, por onde o ex-ministro deve passar. Alguns moradores batem panelas e motoristas simpáticos ao protesto fazem um “buzinaço”.

Paraná tem o menor índice de mortalidade infantil de sua história

O Paraná registra atualmente o menor índice de mortalidade infantil da história da saúde pública. O índice é de 10,49 mortes de bebês a cada mil nascidos vivos. As regionais da Secretaria Estadual de Saúde de Paranavaí, Francisco Beltrão, Cianorte, Toledo, União da Vitória, Telêmaco Borba e Maringá já apresentam índice de um dígito (menor que 10). Nos últimos anos, o Estado reduziu a mortalidade infantil em 14% e a mortalidade materna caiu em 29% – comparado aos índices de 2010.

Os números foram apresentados nesta quinta-feira, 4, durante o 6º Encontro da Rede Mãe Paranaense, que acontece em Curitiba. Mais de 1.600 pessoas participam do evento, entre gestores, médicos, enfermeiros e outros profissionais ligados à atenção materno-infantil, dos 399 municípios paranaenses.

“Os resultados fazem do Mãe Paranaense uma referência. Preservamos mais de 800 vidas com a implantação desse programa”, afirmou o governador Beto Richa. “A meta é que o índice médio do Estado chegue a um dígito”, disse Richa. O governador definiu como históricos os investimentos feitos na área da saúde do Paraná nos últimos anos, o que, afirmou, resulta em bons resultados de programas como o Mãe Paranaense.

“Nos dez anos que antecederam a nossa gestão foram investidos cerca de R$ 6,7 bilhões em saúde. Em pouco mais de seis anos, já investimos R$ 15 bilhões na área”, afirmou. “Além dos investimentos vultosos, um grande planejamento, ações e programas qualificados e uma equipe competente garantem a melhoria dos índices”, ressaltou.

RECURSOS – Desenvolvido pela Secretaria de Saúde, o programa Mãe Paranaense recebeu, em seis anos, investimento de mais de R$ 630 milhões. Hoje 160 maternidades e hospitais integram a Rede, sendo que 30 deles são referências em gestação de alto risco.

Foram implantados 18 Centros Mãe Paranaense. Nas regiões onde não há Centro, as gestantes e bebês são atendidos em ambulatório hospitalar. “Portanto, todas as 22 regionais de saúde dispõem de atendimento especializado”, disse o secretário da Saúde, Michele Caputo Neto. “Graças a um trabalho contínuo, que envolve capacitação, estruturação, apoio aos hospitais e maternidades, atingimos a menor taxa de mortalidade infantil da história do Paraná”, afirmou.

As ações salvaram 800 vidas. A projeção é de que 634 bebês e 182 gestantes poderiam ter morrido, caso o Estado mantivesse os índices de mortalidade de 2010.

Solto, Dirceu é cercado por manifestantes


O ex-ministro José Dirceu deixou o Complexo Médico Penal em São José dos Pinhais na tarde desta quarta-feira (3). Dirceu seguiu, escoltado por seis viaturas da Polícia Federal até a sede da Justiça Federal para a colocação da tornozeleira eletrônica. As informações são do Paraná Portal.

O juiz federal Sérgio Moro determinou que o ex-ministro deve utilizar o equipamento para cumprir as medidas cautelares impostas pelo juízo. “Embora tais medidas não previnam totalmente eventual fuga, pelo menos a dificultam”, alegou Moro.

Na chegada, o carro em que Dirceu estava foi cercado por manifestantes contrários e a favor da liberdade do ex-ministro e os policiais tiveram agir e liberar a passagem.

A saída de José Dirceu da penitenciária também foi acompanhada por representantes de uma série de movimentos sociais que protestaram contra a liberação do ex-ministro.

“Foi solto ontem de forma covarde pelo STF, a gente está com essa faixa aqui fazendo protesto, a Lava Jato prende e o STF solta. A gente não vai deixar que o STF atrapalhe o trabalho do juiz Sérgio Moro”, afirmou Cristiano Roger, do Movimento Curitiba Contra a Corrupção.

Após aprovar Lei de Abuso, Requião quer controlar mídia

 

O senador Roberto Requião (PMDB-PR) já definiu a próxima pauta do seu mandato. Após a aprovação do projeto de lei de Abuso de Autoridade, Requião está empenhado em avançar com o projeto de lei que regula o modo do ofendido ter seu “direito de resposta” veiculado na imprensa. As informações são de Veja.

O projeto quer ressuscitar um trecho que sofreu veto do presidente Temer quando da sanção da Lei n. 13.188, de 11 de novembro de 2015. O texto entrará nesta semana na pauta da Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

TCE exige transparência de cinco universidades estaduais

Cinco universidades do Paraná – UEL, UEM, UEPG, Unioeste e Unicentro – vão implantar o sistema de processamento de folha de pagamento, já adotado pelos demais órgãos estaduais desde 2012. A determinação é do Tribunal de Contas do Estado. O TCE diz que o sistema vai ampliar a transparência e melhorar o controle dos gastos. Além disso, o TCE fará auditoria nessas cinco instituições de ensino superior.

A crise é menor no Paraná

O governo do Paraná está voltado a um grande programa de apoio aos municípios. Esta é a determinação do governador Beto Richa por entender que é nas cidades que as pessoas moram e é lá que os problemas do dia-a-dia acontecem e precisam ser resolvidos.

Só nos cinco primeiros meses deste ano, atendemos na Casa Civil mais de 340 prefeitos de todas as regiões do Estado. Não há nenhuma distinção ideológica ou partidária. Além disso, semanalmente tenho participado de encontros regionais organizados pelos deputados estaduais com suas bases. Tudo para ouvir demandas e encontrar soluções.

O país atravessa uma das piores crises econômicas de sua história. E é no município que o problema se agrava ainda mais por causa da queda brutal no repasse de recursos federais. Graças ao ajuste fiscal feito no Paraná, hoje o Estado é um dos poucos do Brasil que ainda conseguem manter e fazer novos convênios com as prefeituras. Todos os municípios que estiverem em concordância com as metas estipuladas pelo governo estão aptos a fazer parceria com o executivo estadual.

Sou municipalista por experiência e convicção. Comecei minha carreira política na década de 80, como prefeito de Bituruna, no Centro-Sul do Estado. Conheço a realidade dos municípios de perto. E por isso defendo que é preciso uma melhor distribuição dos recursos arrecadados pela União. Hoje a maior parte do bolo fica em Brasília. E muitas vezes o dinheiro suado dos impostos se perde nos corredores da burocracia e nos desvãos da corrupção. Isso precisa mudar!

Enquanto isso, prefeitos de todo o Brasil convivem com o drama do pires na mão e a falta de recursos até para as despesas mais urgentes. No Paraná, estamos trabalhando na construção de um Estado mais justo para todos. E isso passa pelo apoio aos municípios. O governo está de portas abertas para atender os prefeitos. E podem contar com a Casa Civil como a extensão de seus gabinetes.

Consumo explode e deve chegar a R$ 268,2 bilhões no Paraná

O potencial de consumo do paranaense durante todo o ano é de R$ 268,2 bilhões. O número é do estudo IPC Maps. O valor é bem superior ao do ano passado – R$ 225,8 bilhões em consumo. O Brasil também aumentou sua estimativa. Em 2017 ela é de R$ 4,2 trilhões. Curitiba, da mesma forma, saltou de R$ 53 bilhões em 2016 para mais de R$ 56 bilhões em 2017. os níveis são semelhantes a 2011, antes da crise se agravar. No ranking dos estados, o Paraná aparece em quinto lugar, atrás de São Paulo (R$ 1,1 trilhão), Minas Gerais (429 bilhões), Rio de Janeiro ( R$ 386 bilhões) e o Rio Grande do Sul (285 bilhões). Curitiba, no ranking das cidades, ocupa a sexta colocação. As informações são do Bem Paraná.

70% defendem fim do foro privilegiado, diz Datafolha

Pode-se dividir a população nos mais variados grupos, por renda, gênero, escolaridade ou região, e a conclusão será a mesma: a maioria dos brasileiros é a favor do fim do foro privilegiado. Segundo o Datafolha, 70% dos eleitores querem acabar com a prerrogativa que políticos com mandato e juízes têm de serem julgados em órgãos superiores. Outros 24% defendem a manutenção desse instituto e 6% não sabem qual é a melhor saída. A proposta aprovada no Senado em primeiro turno é de Alvaro Dias (PV-PR). Com informações de Thais Bilenky na Folha de S. Paulo.

Os homens são mais críticos que as mulheres (75% deles e 66% delas). Quanto maior o grau de escolaridade, maior a oposição: 82% dos que têm nível superior, 74% dos que terminaram o ensino médio e 57% dos que pararam no fundamental são contra. No Sudeste, 74%, e no Sul, 75% querem o seu fim. No Norte, são 61%, no Nordeste e no Centro-Oeste, 64%.

Lula foi chamado de ladrão em ato da CUT

Mesmo convocados por centrais sindicais e movimentos sociais simpáticos ao Partido dos Trabalhadores (PT) e à Central Única dos Trabalhadores (CUT), os protestos contra as reformas trabalhista e previdenciária, em São Paulo-SP, hostilizaram o ex-presidente Lula, na última sexta-feira (28), após o discurso de um manifestante que estimulou o público a exigir, em coro, a prisão do petista que é réu da Operação Lava Jato. As informações são do Diário do Poder.

De cima do trio elétrico, um homem que discursava defendeu que traidor de peão, não merece perdão. E o público que representava a classe trabalhadora reagiu às críticas contra Lula, dizendo que o lugar do petista seria na prisão: ‘Lula, ladrão! Seu lugar é na prisão!’, foram as palavras de ordem.

“Gostaríamos de dizer, aqui, em alto e bom som, claramente, que nós não temos um bandido burguês de estimação. […] Nós não escolhemos um bandido burguês bonzinho da nossa preferência. Lula virou o cacheiro viajante da Odebrecht. Virou o menininho de recados da Odebrecht e se vendeu à burguesia. Temos que dizer claramente: ‘Traidor do peão não merece perdão’. É prisão para o lula e para todos os corruptos!”, discursou o manifestante.

Lula ainda foi comparado ao presidente Michel Temer e ao senador Aécio Neves, também citados em delações premiadas no âmbito da Operação lava Jato.

link vídeo https://www.youtube.com/watch?v=7W89VRuwgaQ

‘Não há razões para eu estar em apuro’, diz FHC sobre Lava-Jato

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) divulgou neste domingo nota em que nega irregularidades nas campanhas presidenciais de que participou em 1994 e 1998. Na nota, Fernando Henrique afirma que “falta objeto a ser apurado, além do que, se acusação houvesse, o eventual delito (falsidade ideológica) já estaria prescrito há muitos anos”. O ex-presidente diz ainda que não há motivos de ele estar em apuro.

“Ora, nas declarações do senhor Emílio Odebrecht no inquérito da Lava-Jato ele disse expressamente que não pratiquei “ilicitudes” e que nunca falou comigo sobre valores para a referida campanha. Tanto assim que um procurador que o escutava redarguiu: então esta parte do “anexo” não nos interessa. Não tenho portanto nada a negar. À afirmação de que como em todas as outras campanhas deveria ter havido uso de recursos não declarados seguiu-se a declaração, pelo mesmo depoente, de que não se lembrava a quem teria dado os recursos. Logo, não há razões para eu estar em apuro”.

Neste domingo, o GLOBO publicou matéria em que informa que 14 ex-presidentes latino-americanos são investigados na Lava- Jato. Além de Fernando Henrique, outros quatro ex-presidente vivos são citados em depoimentos de ex-executivos da Odebrecht em delação premiada: Dilma Rousseff (PT), Luiz Inácio Lulca da Silva (PT), Fernando Collor (PTB) e José SArney (PMDB).

Os delatores da Odebrecht afirmam que fizeram pagamentos ilícitos para as campanhas de Fernando Henrique em 1994 e 1998.

ÍNTEGRA DA NOTA:

“Uma vez mais vejo que o meu nome, e agora com retrato, aparece entre os presidentes “em apuros” com a Lava-Jato. Em matéria assinada por Martins Leon Spinoza, do “El “Comercio”, reproduzida em O GLOBO de hoje afirma-se que eu nego as acusações de que nas campanhas de 1994 e 1998, nas quais fui candidato à presidência, teria havido dinheiro de “caixa dois”.

Ora, nas declarações do senhor Emílio Odebrecht no inquérito da Lava-Jato ele disse expressamente que não pratiquei “ilicitudes” e que nunca falou comigo sobre valores para a referida campanha. Tanto assim que um procurador que o escutava redarguiu: então esta parte do “anexo” não nos interessa. Não tenho portanto nada a negar. À afirmação de que como em todas as outras campanhas deveria ter havido uso de recursos não declarados seguiu-se a declaração, pelo mesmo depoente, de que não se lembrava a quem teria dado os recursos. Logo, não há razões para eu estar em apuro.

O Procurador Geral da República enviou as declarações – que são públicas – ao ministro do STF encarregado dos inquéritos. Este, como eu não tenho foro privilegiado, enviou-as ao juiz de primeira instância em São paulo, autoridade que tem alçada para decidir sobre o caso. Falta objeto a ser apurado, além do que, se acusação houvesse, o eventual delito (falsidade ideológica) já estaria prescrito há muitos anos…”

STF avalia se Lula, réu, pode ser candidato à Presidência em 2018

Presidente da República não pode virar réu. Caso vire, é afastado de suas funções. É o que diz a Constituição. Um réu não pode nem sequer ficar na linha sucessória da Presidência, como decidiu o Supremo Tribunal Federal. Mas e o contrário? Réu pode ser candidato a presidente da República? O debate, longe de ser retórico, se aplica ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, réu em cinco ações, candidato declarado à Presidência em 2018 e líder nas pesquisas. Entre os ministros do STF ouvidos pelo GLOBO, não há consenso. Um deles defendeu a proibição de candidaturas de réus, o que pode vir a afetar os planos de Lula. Outros dois ministros acreditam que a vedação não atinge candidatos, apenas quem já está no cargo. As informações são de Carolina Brígido e André de Souza n’O Globo.

O ministro Marco Aurélio Mello é um dos que não veem problemas jurídicos em réus serem candidatos a presidente. Ele destacou que, quando alguém é eleito presidente, a ação a que respondia fica suspensa. A Constituição diz que um presidente não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções.

— O raciocínio não fecha quanto ao ex-presidente, de início, por duas razões: o presidente não responde, no exercício do mandato, por fato anterior ao exercício. Ficam suspensos processo e prescrição. Segundo, a Lei de inelegibilidade prevê decisão de segunda instância — afirmou Marco Aurélio, fazendo uma referência à Lei da Ficha Limpa, que proíbe candidaturas de condenados em órgãos colegiados.

Outro ministro do STF, que não quis se identificar, discorda. Ele entende que, com base no julgamento do STF que proibiu réus na linha sucessória da Presidência da República, também é vedado a réus serem candidatos a presidente, uma vez que estariam impedidos de assumir o cargo. Para ele, não importa se a denúncia foi recebida pelo próprio STF ou em outra instância. Lula é réu em cinco processos diferentes na Justiça Federal do Paraná e do Distrito Federal. Caso esse entendimento prevaleça, outros potenciais presidenciáveis podem ser prejudicados. Os tucanos Aécio Neves (MG) e José Serra (SP), por exemplo, não são réus, mas já são investigados em inquéritos da Lava-Jato.

O julgamento a que esse ministro fez referência, ocorrido no ano passado, manteve o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) no cargo de presidente do Senado, mas o impediu de assumir a Presidência da República em caso de ausência do presidente Michel Temer (PMDB) e do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o segundo na linha sucessória. O julgamento definitivo do caso ainda não foi concluído.

Em novembro do ano passado, antes de Renan se tornar réu no STF, o que viria a ocorrer em 1º de dezembro, Marco Aurélio já tinha defendido a posição que mantém hoje:

— De início, não tem como concluir pela inelegibilidade. O parágrafo quarto do artigo 86 da Constituição determina que o processo fica suspenso, para ter sequência quando já extinto o mandato. Então, não há afastamento nem inelegibilidade — disse.

Outro ministro, que não quis se identificar, concordou com Marco Aurélio. Segundo ele, para os candidatos, a regra é a Lei da Ficha Limpa. A norma proíbe candidaturas de quem já foi condenado em órgão colegiado. Assim, no caso de Lula, por exemplo, o ex-presidente teria que ser condenado na primeira instância e, depois, pela segunda. Para os processos da Lava-Jato em Curitiba, a segunda instância é o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre. Nas ações no DF, é o TRF da 1ª Região, em Brasília.

Leitor crítica aposentadoria de Requião
“Pelo fim das aposentadorias e pensões de políticos. Político não é profissão. Não necessita de formação, nem presta concurso público. O político é escolhido para prestação de serviço temporário, portanto, não tem direito à aposentadoria ou a deixar pensões. O político legislou em causa própria e isto é ilegal.Que sejam anuladas todas as aposentadorias e pensões políticas! Esta, sim, é a verdadeira reforma previdenciária” – Marco Aurélio Souza, leitor do Globo deste sábado, 29.
Dilma sofre de ‘amnésia moral’, diz Santana

O uso de caixa 2 na campanha eleitoral de Dilma Rousseff (PT) em 2014 reforçou a percepção de que os políticos brasileiros sofrem de “amnésia moral”, disse em depoimento sigiloso à Justiça Eleitoral o marqueteiro João Santana, responsável pelas campanhas do PT à Presidência da República em 2006, 2010 e 2014. Segundo o publicitário, Dilma “infelizmente” sabia do uso de recursos não contabilizados em sua campanha e se sentia “chantageada” pelo empreiteiro Marcelo Odebrecht. As informações são de Rafael Moraes Moura no Estadão.
De acordo com Santana, a petista teria sido uma “Rainha da Inglaterra” em se tratando das finanças de sua campanha, não sabendo de todos os detalhes dos pagamentos efetuados.No entanto, indagado se a presidente cassada tinha conhecimento de que parte das despesas era paga via caixa 2, o marqueteiro foi categórico: “Infelizmente, sabia. Infelizmente porque, ao me dar confiança de tratar esse assunto, isso reforçou uma espécie de amnésia moral, que envolve todos os políticos brasileiros. Isso aumentou um sentimento de impunidade”.O Estado apurou mais detalhes do depoimento de Santana, prestado na última segunda-feira no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA). Na ocasião, o ex-marqueteiro de Dilma lembrou o papel do atual governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), como “porta-voz” de recados de Marcelo Odebrecht.“Dilma se achava chantageada pelo Marcelo”, afirmou Santana à Justiça Eleitoral. De acordo com o relato do publicitário, o objetivo da chantagem seria intimidar a então presidente a ponto de fazê-la impedir o avanço das investigações da Lava Jato. Dilma nunca gostou do “Menino”, apelido que usava para se referir a Marcelo Odebrecht, disse o ex-marqueteiro do PT.Conforme depoimento do ex-diretor de Crédito à Exportação da Odebrecht Engenharia e Construção João Nogueira à Procuradoria-Geral da República (PGR), o ex-presidente da Odebrecht enviou, por meio de Pimentel, documentos que demonstravam o uso de caixa 2 na campanha da petista. O objetivo era demonstrar que Dilma não estava blindada na crise de corrupção que se instalou no seu governo.Dilma também teria sido avisada reiteradas vezes de que a sua situação poderia se complicar se ela não barrasse um acordo internacional entre autoridades do Ministério Público do Brasil e da Suíça, já que a conta da sua campanha estaria “contaminada”.João Santana foi uma das últimas testemunhas ouvidas no âmbito da ação que apura se a chapa encabeçada por Dilma, de quem Michel Temer foi vice, cometeu abuso de poder político e econômico para se reeleger em 2014. O julgamento do processo deverá ser retomado na segunda quinzena de maio. A informação de que Dilma sabia do uso de caixa 2 foi considerada um fato novo pelo ministro Herman Benjamin.’Coisa nefasta’. O assunto “caixa 2” foi tratado por Dilma e por João Santana já em abril e maio de 2014, antes do início oficial da campanha eleitoral. De acordo com o marqueteiro, o pagamento “oficial” estava em dia, enquanto os repasses de recursos não contabilizados via Odebrecht sofriam atrasos.Santana foi questionado no depoimento se esses atrasos não seriam genéricos, mas o próprio marqueteiro enfatizou que a demora nos pagamentos sempre envolve a parte não contabilizada. O publicitário afirmou que já estava acostumado a dar “alerta vermelho” sobre atrasos, desde a época em que trabalhou na campanha de Lula à Presidência, em 2006.“Caixa 2 é uma coisa nefasta”, criticou Santana, que disse não haver campanha eleitoral sem a irrigação de recursos não contabilizados – mesma constatação que já havia sido feita por Marcelo Odebrecht em outro depoimento ao ministro Herman Benjamin.Para o marqueteiro, a definição das coligações em torno de candidaturas são “leilões”, envolvendo uma série de interesses e negociações, como a distribuição de cargos. “Isso vai perdurar enquanto tiver empresário querendo corromper e político querendo ser corrompido”, disse. Mesmo considerando Dilma Rousseff uma política honesta, o marqueteiro reconheceu que a petista acabou “fatalmente nessa teia”.“É um esquema maior que o ‘petrolão’. Essa promiscuidade de público e privado vem do Império, passou por todas as coisas da República”, resumiu Santana.
O STF abriu as portas da cadeia
 

O ministro Gilmar Mendes sabia do que estava falando e o que se articulava no Supremo Tribunal Federal quando disse, em fevereiro, que “temos um encontro marcado com essas alongadas prisões de Curitiba”.

O encontro deu-se na última quarta-feira, e a Segunda Turma da corte, aquela que cuida da Lava Jato, soltou o ex-tesoureiro do Partido Popular, doutor João Cláudio Genu, preso preventivamente em Curitiba desde maio de 2016.

Em dezembro, ele havia sido condenado pelo juiz Sergio Moro a oito anos e oito meses por corrupção passiva.

Genu tem uma biografia notável. Antes de chegar a tesoureiro do PP, foi assessor do falecido deputado José Janene, o grão-mestre que ensinou o PT a operar com Alberto Youssef. Freguês no escândalo do mensalão, Genu salvou-se com uma prescrição.

A Segunda Turma julgou um habeas corpus em favor de Genu. Ele foi condenado, mas seu recurso ainda não foi julgado na segunda instância. Estava trancado preventivamente em Curitiba, por decisão de Moro. Era um caso clássico daquilo que Mendes chamaria de “alongada prisão”.

O ministro Edson Fachin, relatando o processo, negou o habeas corpus e foi acompanhado por Celso de Mello. Por três votos contra dois, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes abriram a porta da cela de Genu. Foi uma enorme derrota para a força-tarefa do Ministério Público e da Polícia Federal que ralam na Lava Jato.

Genu veio a ser o primeiro de uma série de presos de Curitiba que serão colocados em liberdade. Eike Batista foi o segundo. É improvável, porém possível, que soltem o comissário José Dirceu. Genu foi solto a partir do entendimento de que Moro e seus similares transformam prisões temporárias em cumprimento antecipado de penas.

Essas “prisões alongadas”, durante as quais delinquentes como Marcelo Odebrecht acabaram colaborando com a Viúva, são parte de um quadro complexo, sem resposta fácil. Há coação? Há, mas é aquela que a lei permite. Tudo bem, mas a trinca mandou soltar Genu porque acha que é isso que manda a lei.

Numa pequena amostra, sem as “prisões alongadas” e sem as colaborações, a Odebrecht ainda seria a maior empreiteira do país, Youssef continuaria operando no mercado cambial e Paulo Roberto Costa seria um próspero consultor na área de petróleo.

A Lava Jato tomou um tiro. Até uma criança terá percebido que o Ministério Público identificou malfeitorias no Legislativo e na máquina do Executivo e pegou a mão invisível do mercado avançando na bolsa da Viúva. Faltou o Judiciário.

Reformas vêm no lugar da “matemágica”, diz Edson Lau
O secretário-geral do PSDB de Curitiba, Edson Lau Filho, disse nesta sexta-feira, 28, que as reformas trabalhista e previdenciária vem no lugar da “matemágica” das corporações contrárias às mudanças. Lau Filho também criticou as greves e as classificou como “uma mostra do atraso”. “O populismo e o estatismo dos últimos 13 anos deixaram uma conta muito cara, as reformas são necessárias e precisamos superar velhos discursos e práticas que não se aplicam mais ao dinamismo contemporâneo. O Brasil tem que deixar de ser a vanguarda do atraso”, disse Lau Filho em entrevista ao jornal Nexo de São Paulo.
“Ficaria muito feliz se as corporações que estão puxando os protestos contra as reformas, revelassem alguma forma de resolver o problema da previdência e do desemprego, mas sem “matemágica”, completou Lau Filho. “A reforma trabalhista tem que desengessar a negociação entre empregado e empregador, além de diminuir a tributação na geração de emprego e renda”.
Leia a seguir a íntegra da entrevista
 
Por que fazer greve? Ou porque não fazer? 
A greve é um direito constitucional. Sobre a greve convocada para o dia 28 de abril, notadamente temos mais uma mostra do atraso que o corporativismo, baseado em pressupostos facistas, representa para o Brasil. O populismo e o estatismo dos últimos treze anos deixaram uma conta muito cara para o país, as reformas são necessárias e precisamos superar em nosso país velhos discursos e práticas que não se aplicam mais ao dinamismo contemporâneo. O Brasil tem que deixar de ser a vanguarda do atraso.
 
É a favor do ‘Fora, Temer’, ou acredita que o presidente deve terminar o mandato?
Como defensor do parlamentarismo, acredito que o sistema presidencialista não é a melhor alternativa, contudo, dentro das atuais regras do jogo, penso que o Presidente Temer deve continuar fazendo seu trabalho enquanto não houver nada que legalmente o desabone.
 
Há alternativa às reformas trabalhista e da previdência para lidar com a crise? 
Ficaria muito feliz se as corporações que estão puxando os protestos contra as reformas, revelassem alguma forma de resolver o problema da previdência e do desemprego, mas sem “matemágica”. A matemática verdadeira nos mostra um quadro muito mais perturbador, na comparação com o Japão, por exemplo que assim como o Brasil gasta cerca de 13% do seu PIB com previdência, lá há uma relação de que há 100 pessoas economicamente ativas para 48 na faixa de aposentadoria, no Brasil a cada 100 pessoas temos apenas 13, e se mantivermos esse ritmo até 2060 nossa carga tributária teria que extrapolar 40% do PIB, apenas para pagar a previdência.
 
A reforma trabalhista tem que desengessar a negociação entre empregado e empregador, além de diminuir a tributação na geração de emprego e renda. As corporações são contra justamente porque o governo vai mexer em sua mina de ouro: inúmeras contribuições que saem compulsoriamente do bolso do trabalhador para os cofres dos sindicatos. Todo mundo fala em mudança, mas na hora do “vamos ver” ninguém aceita de fato mudar. O Brasil passa por uma séria crise, talvez a maior da sua história, por uma série de ingerências, mas as reformas favorecem os mais de 12 milhões de brasileiros que não podem ao menos se denominar “trabalhadores”.
Richa entrega máquinas para 123 cidades do PR
Nesta sexta-feira (28), em Londrina, o governador Beto Richa autorizou que a gestão da fábrica de tubos de concreto de Arapongas passe ao Cindepar, em parceria com o Instituto Águas do Paraná. A medida vai diminuir custos na construção de galerias pluviais ao consórcio que reúne 123 cidades.“Os prefeitos reconhecem o caráter municipalista da nossa gestão, pois apoiamos as iniciativas das prefeituras e dos consórcios e fazemos investimentos”, afirmou Richa.
No mesmo encontro, o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, repassou aos municípios equipamentos como usina de asfalto, veículo picape, tanques pipa, caminhões, pá carregadeira, rolo compactador. O maquinário, usado em obras urbanas, foi adquirido pelo Ministério da Integração Nacional. O valor soma R$ 2,9 milhões, recursos assegurados por emendas do deputado federal Alex Caniani e do senador Álvaro Dias.

Os 123 municípios que integram o Consórcio Intermunicipal de Inovação e Desenvolvimento do Paraná busca modernizar a infraestrutura urbana, principalmente asfalto, e ao comprar insumos em alta escala, consegue negociação melhor e repassa o material às prefeituras a preços entre 50% e 70% menores do que os praticados por empresas.

Beto Richa ressaltou que o Cindepar começou com apenas 11 municípios e hoje agrega 135 prefeituras. “Isso mostra que os prefeitos percebem a importância da união, sobretudo para ampliar a pavimentação asfáltica nas cidades”, disse. “A pavimentação é a maior demanda dos municípios. A união de esforços entre o governo estadual, governo federal e o Cindepar permite que as prefeituras possam inovar e fazer obras de qualidade”, afirmou.

Nova lei permite que crianças sejam registradas na cidade onde pais residem

A partir desta quinta (27), pais já podem escolher registrar seus filhos no local de sua residência ou no local de nascimento da criança. A Medida Provisória 776/2017, publicada no Diário Oficial da União altera a lei de registros civis públicos, que até então obrigava que os registros fossem feitos na mesma cidade onde aconteciam os nascimentos. As informações são do G1

Segundo o ministro da Saúde, Ricardo Barros, a mudança atende a uma antiga reivindicação de municípios que não possuem maternidades, e também irá facilitar o controle de dados de epidemiologia e mapeamento de municípios brasileiros para desenvolvimento de ações e políticas públicas.

A nova lei já está em vigor e os cartórios já estão autorizados a registrar crianças nas cidades onde seus pais residem.

Reforma política não pode ficar em segundo plano

Merece ser aprovada a PEC que exige apoio de eleitores para que partidos tenham prerrogativas e que acaba com coligações que redistribuem votos entre legendas
Enquanto se amplia o debate sobre a reforma da Previdência, à medida que a proposta de mudanças avança no Congresso, há outros temas, de importância equivalente, que transitam no Legislativo sem chamar a mesma atenção. E deveriam, como, por exemplo, a reforma política. O assunto tem um desgaste natural devido à sua presença constante em qualquer conversa sobre política desde a redemocratização, em 1985.Já foi até chamada de a “mãe de todas as reformas”, pelo pressuposto correto de que um Legislativo com elevado pedigree de representatividade teria melhores condições de executar as mudanças de que o país necessita. Mas a vida real tem seus desígnios. A sociedade saiu da ditadura militar ansiosa por liberdade, compreensivelmente, refratária a qualquer ato de teor autoritário, e isso se refletiu na Constituição de 88, bem como em toda revisão do arcabouço legal.Por inevitável, houve exageros em sentido contrário aos dos anos de chumbo. Como o da inconsequente permissividade nas regras do jogo democrático refletida, por exemplo, no número inadmissível de partidos com representação no Legislativo e com acesso a uma série de prerrogativas, pagas, claro, pelo contribuinte.Pois, na atual rodada de reformas, muitas impostas pela gravidade da crise econômica — em que se destacam a do teto dos gastos, da Previdência e a trabalhista —, há a feliz possibilidade de também se poder aprovar uma reforma política adequada ao momento por que passa o Brasil.Surgida no Senado por iniciava dos tucanos Ricardo Ferraço (ES) e Aécio Neves (MG), a emenda constitucional (PEC) 36 não se propõe a fazer qualquer revolução, de forma correta, e ataca pontos estratégicos das distorções da democracia representativa brasileira. Como na cláusula de desempenho para que apenas legendas com um mínimo de votos, regionais e nacionais, possam constituir bancada no Legislativo, e ter acesso pleno ao Fundo Partidário e ao programa eleitoral dito gratuito. Reforça a medida a proibição de coligações entre partidos em eleições proporcionais. Necessária porque, sem isso, o eleitor pode eleger alguém que sequer conheça, devido à redistribuição de votos dentro de cada coligação.A PEC já passou pelos dois turnos de votação no Senado e está à espera da admissibilidade pela Comissão de Constituição de Justiça da Câmara. Precisa ser apoiada.Constituem bancadas no Congresso 28 partidos, dos 35 existentes. Por certo, não existem no mundo tantas correntes políticas e ideológicas. E ainda há 57 novas legendas na fila da Justiça eleitoral. Claro, são atraídas pelas cifras do Fundo Partidário, hoje com mais de R$ 800 milhões bancados pelo contribuinte. Partido virou de vez negócio. E dos escusos.Cabe um esforço para que a PEC seja aprovada até setembro, a fim de que já produza efeito em 2018. Será importante para ajudar neste ciclo de reconstrução nacional.
Lideranças celebram pacto político pelo Estatuto da Metrópole na Região de Maringá

Estatuto da Metrópole na Região de Maringá foi celebrado nesta quinta-feira (27), em encontro que reuniu prefeitos e vereadores de 26 municípios, o secretário estadual do Desenvolvimento Urbano, Ratinho Junior, representantes do Ministério Público Estadual e da Coordenação da Região Metropolitana de Maringá (Comem).
O objetivo do evento, realizado no Centro Universitário Unicesumar, foi o de disseminar conhecimentos e as melhores práticas a gestores públicos sobre a implementação do Estatuto da Metrópole, mostrando as vantagens, os riscos e os desafios da oferta de serviços públicos consorciados. No mesmo encontro foi realizado o Seminário Regional sobre o Estatuto da Metrópole e Serviços Públicos Consorciados, organizado pela Secretaria do Desenvolvimento Urbano.O Governo do Paraná, disse Ratinho Junior, empregará todos os esforços para formalizar o Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado e implementar o Estatuto da Metrópole na Região de Maringá, que se torna precursora nesta discussão.“A implantação do Estatuto da Metrópole é o desafio proposto pela Secretaria do Desenvolvimento Urbano”, afirmou Ratinho Junior, que abriu o encontro, junto com o procurador de Justiça, Alberto Vellozo Machado; o prefeito de Maringá, Ulisses Kotsifas Maia; o coordenador da Comem, João Carvalho Pinto; representantes da Secretaria Estadual do Meio Ambiente; o presidente da Comissão de Assuntos Metropolitanos na Assembleia Legislativa do Paraná, deputado estadual Alexandre Guimarães, e o deputado estadual Evandro Araújo.
Doria emite ofício para alertar servidores sobre punição à greve
Em ofício, o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB) informou que serão penalizados com a perda do dia de trabalho os servidores que aderirem à greve marcada para esta sexta-feira, 28. 
 
“Não temos nenhuma posição contrária a manifestações políticas, partidárias ou comunitárias, desde que não prejudiquem expediente regular de trabalho”, destaca o memorando.
 
Doria assina o documento ao alertar ainda: “Assim sendo, peço cumprir rigorosamente esta determinação”.

Professores da UEL têm aposentadorias canceladas

Cerca de 80 processos de aposentadoria de professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) estão travados devido decisão do Tribunal de Contas do Paraná. Os docentes que estavam de licença desde 2016, aguardavam a concessão de aposentadoria e tiveram que retornar ao trabalho. Para o Tribunal de Contas, a gratificação por tempo integral de dedicação exclusiva, não pode ser acrescentada a aposentadoria, por ser considerada vantagem de natureza transitória, que deve ser proporcional ao tempo de contribuição. As informações são de Claudio Osti.

 

“Cidades pequenas podem aderiar às PPPs”, destaca Santin Roveda
Em Brasília, o prefeito de União da Vitória, Santin Roveda (PR) destacou nesta quarta-feira, 26, a importância dos pequenos municípios aderirem às PPPs (Parcerias Público – Privadas) para o desenvolvimento de projetos em benefício da população.
 
“Os pequenos municípios também podem se utilizar das PPPs. Nós, em União da Vitória, já estamos trabalhando, há dois meses, na PPP de iluminação”, disse Roveda, ao participar, no Distrito Federal, do IV Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável. 
 
Santin incentivou os prefeitos participantes do evento a ampliarem as parcerias do gênero. “Então, não é uma pergunta, mas uma colocação aqui que os prefeitos das cidades pequenas, não fiquem aqui só discutindo grandes centros, grandes regiões metropolitanas, mas busque bons exemplos quando não souber fazer”, destacou, ao referir-se aos modelos de iluminação de Florianópolis e de Guaratuba, que espelharam a iniciativa adotada pelo município de União da Vitória.
Richa inaugura Centro de Gerenciamento de Riscos e Desastres 
O governador Beto Richa inaugurou nesta terça-feira, 25, o Centro Estadual de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cegerd). A unidade fará o monitoramento contínuo de todo o Estado, com base em informações de 16 órgãos do governo estadual, prevenindo perdas que podem ser provocadas por intempéries. Instalado no Palácio das Araucárias, em Curitiba, o Cegerd recebeu investimento de R$ 4,6 milhões.
 
“Desde 2011, quando o Paraná foi afetado por fortes chuvas, o governo estadual já investiu R$ 70 milhões na área de proteção e defesa civil, sendo que R$ 44 milhões estão sendo aplicados”, disse o governador.
Os aportes são para o Programa de Fortalecimento e Gestão de Risco de Desastres, criado logo após as enxurradas que atingiram o Litoral do Paraná no início de 2011. 

Após crítica, Requião diz que ‘Moro andou fumando erva estragada’

A escalada verbal entre a força-tarefa da Operação Lava Jato e o senadorRoberto Requião (PMDB-PR), relator da lei contra o abuso de autoridade em discussão no Senado, ganhou um episódio inusitado nesta terça-feira: o parlamentar disse que o juiz Sergio Moro fumou “erva estragada” antes de criticar a proposta. As informações são de Veja.

 

As críticas do juiz, responsável pela Lava Jato na primeira instância, foram feitas em artigo publicado nesta terça-feira pelo jornal O Globo. Nele, Moro diz que “ninguém é favorável ao abuso de autoridade”, mas que “é necessário que a lei contenha salvaguardas expressas para prevenir a punição do juiz (…) pelo simples fato de agir contrariamente aos interesses dos poderosos”. “A redação atual do projeto, de autoria do senador Roberto Requião e que tem o apoio do senadorRenan Calheiros (PMDB-AL), não contém salvaguardas suficientes”, escreve o magistrado.

Durante entrevista ao programa Jornal Gente, da Rádio Bandeirantes, o senador peemedebista rebateu a crítica. “Eu diria que o Moro andou fumando erva estragada porque o meu projeto não diz isso. Meu projeto não criminaliza o erro, que é corrigido em instâncias superiores. O projeto diz que a interpretação divergente, necessariamente razoável, ou seja, a lei diz não, a interpretação não pode dizer sim, não será punida. Ela [interpretação] deve ser necessariamente razoável e fundamentada. Eu jamais iria punir um equívoco de interpretação de um juiz”, disse.

Sabotagem contra a Lava Jato

Quem quiser identificar um foco de sabotagem contra a Lava Jato, basta olhar para o Ministério Público Federal

Editorial, Estadão

Quem quiser identificar um foco de sabotagem contra a continuidade das investigações da Operação Lava Jato, que estão sendo conduzidas pela força-tarefa da Procuradoria-Geral da República (PGR), não precisa ir muito longe. Basta olhar para o próprio Ministério Público Federal (MPF).

Numa proposta que não deixa margem a dúvidas quanto às verdadeiras intenções de sua autora, a subprocuradora-geral da República Raquel Elias Dodge apresentou ao Conselho Superior da instituição um projeto de resolução que obriga o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a ter de mudar a equipe que o assessora no momento em que a Lava Jato se encontra numa de suas fases mais importantes.

A votação da proposta só não foi concluída na sessão de ontem porque Rodrigo Janot pediu vista, quando 7 dos 10 conselheiros já haviam se manifestado a favor da resolução e 1 contra. O procurador-geral alegou que em momento algum foi consultado sobre a resolução e afirmou que, por causa das especificidades técnicas das investigações, não tem como mudar sua equipe. Como só faltam votar dois conselheiros, a aprovação da resolução é uma questão de tempo.

Entre outras inovações, o projeto de resolução limita em 10% o número de procuradores que uma unidade do Ministério Público Federal pode ceder para participar de investigações em outra unidade. Isso atinge o coração da Operação Lava Jato, pois desde sua instalação ela sempre contou com especialistas do MPF vindos de todo o País. Só no caso da Procuradoria Regional do Distrito Federal, por exemplo, 8 dos 29 procuradores federais – cerca de quase 30% – estão atuando nos tribunais superiores em nome da PGR. O órgão é responsável não apenas pelas investigações de quem tem foro privilegiado, como, igualmente, pela formalização dos grandes acordos de delação premiada que envolvem parlamentares e empreiteiras do porte da Odebrecht e da OAS.

No total, há atualmente 41 procuradores federais cedidos à Procuradoria-Geral, dos quais 10 estão trabalhando na Operação Lava Jato. Sua substituição, por causa da resolução que está sendo votada pelo Conselho Superior do MPF, poderá retardar as investigações, pois os novos procuradores que Rodrigo Janot terá de nomear precisarão de tempo para conhecer os processos. E, como o próprio Janot alegou, a PGR não dispõe de especialistas em número suficiente para conduzir as investigações mais complexas. Essa morosidade era tudo o que os advogados dos réus queriam, para tentar fazer com que as ações penais de seus clientes prescrevam.

O projeto de resolução estabelece ainda um prazo máximo de quatro anos para que um procurador federal possa atuar fora de sua unidade de origem. Como a força-tarefa da PGR em Curitiba começou a trabalhar há mais de três anos, isso significa que os membros do MPF a ela cedidos também terão de ser substituídos até o final do ano. Essa é mais uma inovação intempestiva que pode gerar problemas de descontinuidade nas investigações e comprometer a coleta das provas necessárias para fundamentar a proposição de ações penais contra políticos e empreiteiros.

O mais grave é que nem mesmo as entidades de procuradores da República – cujos dirigentes são candidatos ao cargo de Janot, que será substituído em setembro – se opuseram à resolução. “Não há ninguém insubstituível. A Operação Lava Jato é um trabalho de instituição, não um trabalho de apenas alguns colegas, por mais brilhantes que sejam”, disse ao jornal O Globoo presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), José Robalinho Cavalcanti.

Fica evidente que, por trás do projeto de resolução apresentado ao Conselho Superior do Ministério Público Federal, há irresistíveis pressões corporativas, pois notáveis personagens desse edificante episódio almejam suceder a Rodrigo Janot, preocupando-se mais com suas aspirações do que com a mais importante investigação que a instituição do Ministério Público já conduziu na história do País.

PT não tem bandido, tem pessoas que podem ter errado, diz Gleisi

Líder do PT no Senado, Gleisi Hoffmann (PR) afirmou nesta segunda-feira (24) que dentro de seu partido “não tem bandido”, mas “pessoas que podem ter errado”. Diante de uma plateia formada por militantes e dirigentes petistas, além do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília, Gleisi disse que “não é na primeira denúncia” que a legenda vai “abaixar a cabeça”.”Aqui não tem bandido, aqui tem pessoas que podem ter errado. Aqui tem gente que se preocupa com o Brasil”, disse a senadora durante evento do PT. “Não é na primeira denúncia que abaixamos a cabeça, que vamos para o exterior”, completou. As informações são de Marina Dias na Folha de S. Paulo.

Gleisi integra a lista de parlamentares investigados pelo STF (Supremo Tribunal Federal) na Operação Lava Jato. Ela também é ré na corte.

Ela é suspeita de ter recebido dinheiro de caixa dois da Odebrecht durante suas campanhas em 2008, 2010 e 2014. A petista nega as acusações e diz que as doações eleitorais foram feitas dentro da lei.

Durante encontro das bancadas do PT na Câmara e no Senado para debater a situação econômica do país, a senadora fez um discurso contra o governo Michel Temer e as reformas propostas pelo peemedebista que, segundo ela, tiram direitos dos trabalhadores.

“Estamos firmes, fortes e ativos. Não é a perseguição a Lula que vai nos deixar calados”, disse Gleisi.

A senadora é candidata à presidência do PT pelas mãos de Lula, que costurou um nome único para tentar evitar rachas internos no partido.

O ex-presidente conseguiu que dois pré-candidatos da corrente majoritária petista, a CNB (Construindo um Novo Brasil), retirassem suas candidaturas em benefício de Gleisi. Falta o senador Lindbergh Farias (RJ), que ainda insiste em disputar o cargo.

Depoimentos da Odebrecht complicam mais a situação da chapa Dilma-Temer no TSE

As delações dos executivos da Odebrecht terão impacto direto no julgamento do processo de cassação da chapa de Dilma Rousseff e Michel Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Depois das revelações contundentes dos depoimentos, a situação de Temer se complicou. Ministros da Corte avaliam que ficou inviável absolver a chapa das acusações de abuso de poder político e econômico na campanha de 2014. No entanto, alguns integrantes do tribunal também ponderam que tirar Temer do cargo agora, enquanto o país convulsiona diante das acusações dos delatores, seria prejudicial não só politicamente, mas também no aspecto econômico. As informações são de Eduardo Barretto n’O Globo.

— Os elementos que já existiam até agora eram fortes, mas esses depoimentos (da Odebrecht) dão maior clareza sobre o que ocorreu — disse um ministro.

— Existem elementos para condenar a chapa — concorda outro integrante do tribunal.

Hoje, há sobre a mesa apenas duas soluções possíveis para Temer se manter no comando do país caso a chapa seja condenada. A primeira delas, já costurada nos bastidores, seria interromper o julgamento com um pedido de vista. Colegas já esperam que o ministro Napoleão Nunes, o primeiro a votar depois do relator, Herman Benjamin, faça isso, jogando a discussão para um futuro indeterminado. A atitude contrariaria os interesses do relator, que quer ver o caso concluído logo — e, por isso mesmo, vai pedir para o julgamento ser marcado para maio.

A segunda solução para Temer seria adotar o critério defendido pelos advogados de defesa de que a conduta da campanha deve ser examinada de forma fatiada entre PT e PMDB. Mas essa hipótese é mais complicada, porque, no tribunal, há ministros que consideram a impossibilidade de realizar a separação das contas. A jusrisprudência do tribunal é toda no sentido de que o vice não pode usufruir de um mandato obtido de forma reconhecidamente ilegal.

ÚLTIMOS DEPOIMENTOS

A instrução do processo está em vias de ser concluída. Na segunda-feira, o TSE ouvirá os últimos depoentes: o publicitário João Santana; a mulher dele, Monica Moura; e André Santana, apontado como operador do casal. Eles podem complicar a vida de Dilma se confirmarem que a ex-presidente sabia dos pagamentos por caixa dois no exterior, como afirmaram em depoimento à Lava-Jato.

Segundo a jurisprudência do tribunal, se as irregularidades forem comprovadas, o candidato deve ser cassado mesmo se não tenha tido conhecimento delas. Mas, para ficar inelegível, que é uma pena extra, é preciso comprovação de que o político conhecia as ilegalidades praticadas.

Os três depoimentos só foram incluídos no processo porque o próprio PT pediu para adiar o julgamento, que estava marcado para começar no dia 4 de abril. Eles queriam mais três dias para apresentar alegações finais.

— O adiamento pedido pela defesa da Dilma foi um tiro no pé, ou na cabeça. Por conta de três dias, eles abriram a cratera de um vulcão, pois permitiram que o Ministério Público pedisse o depoimento da Monica Moura e do João Santana. Esse adiamento foi catastrófico (para Dilma), porque a mãe de todas as provas pode ser esses depoimentos — analisou um ministro do TSE.

Até agora, apenas Marcelo Odebrecht disse ter informado à ex-presidente sobre os pagamentos ilegais na campanha. No entanto, segundo o próprio relato dele, isso teria ocorrido depois da eleição — portanto, se o depoimento for verdadeiro, não teria potencial para deixar Dilma inelegível. Em relação a Temer, até agora, nenhum delator disse que o vice da chapa sabia das irregularidades durante as eleições.

Depois dos interrogatórios finais, será aberto prazo para advogados dos partidos e Ministério Público Eleitoral apresentarem suas alegações finais. Em seguida, Benjamin vai elaborar um relatório. A tendência é de que o relator libere o caso para o julgamento em plenário em meados de maio. O presidente do TSE, Gilmar Mendes, deve marcar a votação para o mesmo mês, com a opinião pública ainda contaminada pelas imagens dos depoentes falando com naturalidade do pagamento de propina a políticos.

GOVERNABILIDADE EM JOGO

Embora a delação dos executivos da Odebrecht não integre o processo no TSE, muitos executivos prestaram depoimento ao tribunal no mês passado, incriminando a campanha e repetindo as mesmas declarações dadas aos investigadores da Lava-Jato. Mesmo convencidos de que os indícios são contundentes contra a chapa, a palavra “governabilidade” tem sido pronunciada com frequência por integrantes do tribunal — daí a preocupação por costurar uma saída nos bastidores antes mesmo do julgamento ser iniciado.

Quando o TSE começar a julgar o processo, a ministra Luciana Lóssio já não estará mais no tribunal. O mandato dela se encerra em 5 de maio. A vaga deverá ser ocupada pelo advogado Tarcísio Vieira. No último dia 16, Henrique Neves deixou a cadeira para Admar Gonzaga. A dança de cadeiras no tribunal é comum. O processo contra a chapa Dilma-Temer foi aberto em dezembro de 2014 e, desde então, já trocou de relator duas vezes. Primeiro, era o ministro João Otávio de Noronha. Quando o mandato dele terminou, em 2015, o caso foi para as mãos da ministra Maria Thereza de Assis Moura. No ano passado, o processo foi transferido para Benjamin.

Lula levou proposta a Cuba, diz delator

O executivo da Odebrecht João Carlos Mariz Nogueira relatou em delação premiada ter presenciado, em 2014, em Cuba, conversa entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o representante do Itamaraty Marcelo Câmara, na qual o petista teria afirmado ter levado ao presidente cubano, Raúl Castro, uma proposta da empreiteira que ajudaria a viabilizar uma linha de crédito para a construção de uma zona franca industrial. A obra seria um anexo do Porto de Mariel, que também foi construído pela Odebrecht. O negócio, porém, não foi levado adiante.
 
O ex-presidente estava no país para ministrar palestras que contavam com financiamento da construtora. O delator diz ter acompanhado e instruído Lula a fazer a proposta em reunião com o então enviado do Itamaraty Marcelo Câmara. Ao fim da passagem pela ilha, o petista teria dito ao representante do Ministério das Relações Exteriores que Castro gostou da proposta elaborada pela Odebrecht.
 
Em 2015, uma reportagem da revista Época revelou que um telegrama foi enviado por Câmara ao Brasil, indicando que Lula teria tratado sobre a proposta da empreiteira com o líder cubano e que, em seguida, falaria sobre o assunto com a então presidente Dilma Rousseff.
 
Segundo o delator, após a conclusão do Porto Mariel, o governo cubano havia “provocado” a Odebrecht para construir uma zona franca industrial no país. No entanto, havia restrições do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a respeito da obra. Para liberar os créditos, segundo o executivo, o banco exigia o “robustecimento das garantias”.
 
“Como eu era diretor de crédito à exportação, coube a mim explicar ao ex-presidente Lula as alternativas que nós vislumbrávamos – nós, Odebrecht – para contribuir a questão das garantias. Tínhamos vislumbrado quatro ou cinco alternativas para essas garantias”, relatou.
 
Reunião. As instruções teriam sido passadas pelo executivo da Odebrecht ao ex-presidente já na viagem a Cuba, na mesma época em que Lula teria dado palestras na ilha financiadas pela empreiteira. Em uma reunião no hotel Meliá, em Havana, com a presença do representante da Embaixada brasileira e diretores da Odebrecht, o petista teria pedido uma “atualização” de “quais são os investimentos”.
 
“Quando se tratou o tema das garantias, eu fiz a exposição pra ele. Ele entendeu e eu pedi que pudesse explicar ao presidente Raúl Castro e a Dilma Rousseff e, adicionalmente, pedi um dialogo direto entre os líderes. Estávamos propondo objetivamente algumas soluções sendo que duas ou três delas a gente participava. Havia um interesse empresarial objetivo”, relatou.
 
Uma das proposições para a viabilização das linhas de crédito pelo BNDES envolvia a compra de nafta – matéria-prima para a indústria petroquímica – pela Braskem, do grupo Odebrecht. De acordo com Mariz Nogueira, a empresa poderia comprar nafta cubana “e depositar parte do dinheiro devido a Cuba em uma conta garantia para acessar o financiamento brasileiro”.
 
O executivo enxergava dificuldade de aprovação do BNDES, que não queria que a “conta garantia ficasse em Cuba”, e por isso, alega ter pedido ao ex-presidente para haver um “acordo para destravar a questão”.
 
“Eu me lembro que o presidente Lula quando estava embarcando ou prestes a embarcar no avião, conversou com esse representante da Embaixada Marcelo Câmara e disse: ‘eu conversei com o presidente Raúl Castro, ele gostou da alternativa nafta’… Que nós compraríamos a nafta cubana”, conclui o delator. Ele ainda diz ter ouvido de Lula que “conversaria com a presidente Dilma” sobre o assunto.
 
Mariz Nogueira relatou que o projeto acabou não sendo levado em frente porque “os cubanos voltaram a insistir em garantia soberana, ou em conta dentro de Cuba”, e ainda avaliou que a Odebrecht teria sido surpreendida pelos “problemas de produtividade” da nafta em Cuba.
 
Defesas. O Estado entrou em contato com a defesa de Lula, mas não obteve resposta. A reportagem também tentou contato com Marcelo Câmara, mas ele não foi localizado.

Delator de Requião não devolveu quase nada dos R$ 75 milhões que prometeu

No acordo que fez com a PGR, Sérgio Machado, delator do senador Roberto Requião no esquema de doações da JBS/Friboi, se comprometeu a devolver R$ 75 milhões aos cofres públicos. Até agora, só devolveu R$ 2 milhões. Com informações de Maurício Lima na Veja.

 

 

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