ATAQUE ARMADO DEIXA 13 MORTOS EM BAR DA CALIFÓRNIA

Incidente ocorreu em Thousand Oaks durante festa country; atirador morreu

Um homem armado entrou num bar em Thousand Oaks, na Califórnia, e matou 12 pessoas, incluindo um xerife-adjunto que tentou intervir. O atirador foi encontrado morto no estabelecimento – as autoridades comunicaram que ele tinha 29 anos e portava uma pistola de calibre 45.

Além das 13 pessoas mortas, ao menos outras 10 pessoas ficaram feridas no ataque executado na noite desta quarta-feira (07/11), comunicaram autoridades americanas nesta quinta-feira. O ataque começou por volta das 23h20 no horário local (5h20 de quinta, em Brasília).

O agressor usou uma pistola e bombas de fumaça – dezenas de pessoas em pânico fugiram pelas portas de saída e por algumas janelas que foram quebradas para escapar, relataram autoridades e testemunhas. O Borderline Bar & Grill, o maior estabelecimento de música ao vivo da região, realiza todas as quartas-feiras um evento de música country voltado ao público universitário.

O atirador foi identificado como Ian David Long, de 28 anos, um ex-fuzileiro naval. Ele integrou a Marinha americana entre 2008 e 2013 e chegou a servir no Afeganistão por oito meses.

Segundo Geoff Dean, o xerife do condado de Ventura, do qual Thousand Oaks faz parte, é possível que Long sofresse de transtorno de estresse pós-traumático. “Obviamente, tinha algo acontecendo em sua cabeça para fazer uma coisa destas. Obviamente, ele tinha algum tipo de problema”, ressaltou.

Dean contou que, em abril, policiais estiveram na casa de Long para responder a um chamado de distúrbio e o encontraram bastante agitado. Na ocasião, especialistas em saúde mental conversaram com Long e determinaram que não havia necessidade de ações futuras.

O xerife disse que Long, aparentemente, abriu jogo com uma pistola Glock calibre 45 e com um carregador de capacidade extra. Os motivos do ataque ainda são desconhecidos.

De acordo com Dean, o sargento Ron Helus foi o primeiro policial a chegar ao local do crime e foi baleado depois que entrou no estabelecimento. Helus morreu num hospital horas depois. Ele tinha 29 anos de carreira policial e planejava se aposentar no próximo ano.

“É uma cena horrível lá”, resumiu Dean, já na manhã de quinta-feira, no estacionamento do Borderline Bar & Grill. “Há sangue por toda parte.”

Havia cerca de 200 pessoas dentro do bar, e tiros ainda estavam sendo disparados quando os policiais chegaram ao local, relataram as autoridades. Não há informações sobre as condições dos feridos.

O presidente dos EUA, Donald Trump, enalteceu no Twitter a coragem mostrada pelas forças de segurança. “A patrulha rodoviária da Califórnia estava no local em três minutos, com o primeiro oficial sendo atingido inúmeras vezes. Deus abençoe todas as vítimas e famílias das vítimas. Meu muito obrigado às forças de segurança.”

Dean disse que a polícia ainda não sabe informar se o ataque estava ligado a qualquer organização terrorista internacional. “Nada me leva a acreditar, ou o FBI, que haja um elo de terrorismo aqui”, disse. “Mas certamente vamos considerar essa opção.”

Várias testemunhas de dentro do bar disseram aos repórteres no local que um homem alto, de barba, vestido todo de preto, com um capuz e o rosto parcialmente coberto atirou numa pessoa que trabalhava na porta de entrada do estabelecimento, lançou bombas de fumaça e depois abriu fogo, aparentemente de forma indiscriminada, contra as pessoas dentro do local. Segundo as testemunhas, ele não proferiu uma única palavra.

Cole Knapp, um calouro no Moorpark College, disse que estava dentro do bar quando o ataque começou, mas pensou a princípio que era “apenas alguém com um M-80 [panchão] fazendo uma brincadeira”. Em seguida, ele então viu o atirador segurando uma pistola de pequeno calibre.

“Tentei conseguir levar o máximo de pessoas em cobertura”, disse Knapp. “Havia uma saída ao meu lado. Essa saída leva a um pátio onde as pessoas fumam. As pessoas lá foram não sabiam o que estava ocorrendo. Há uma cerca lá e eu disse: ‘Todo mundo pule a cerca o mais rápido que puder’ e eu os segui.”

Do lado de fora havia um policial rodoviário que tinha parado um motorista. “Eu gritei para ele: ‘Tem um atirador lá dentro’! Ele estava meio descrente, mas depois percebeu que eu estava falando sério.”

Tayler Whitler, de 19 anos, relatou que estava na pista de dança com suas amigas quando avistou o atirador disparar e ouviu gritos para se abaixar. “Foi muito, muito, muito chocante”, disse ela a uma emissora local, com o pai ao lado. “Parecia que ele sabia o que estava fazendo.”

Sarah Rose DeSon disse à emissora ABC que viu o atirador sacar a arma. “Eu desabei no chão”, disse. “Um amigo girtou ‘todos para baixo’! Nós nos escondemos atrás de mesas.”

De acordo com a organização sem fins lucrativos Gun Violence Archive, houve 306 tiroteios em massa nos Estados Unidos em 2018, sem incluir o de Thousand Oaks, uma cidade com cerca de 130 mil habitantes a 64 quilômetros a noroeste de Los Angeles, não muito longe das áreas de Calabasas e Malibu.

(Com DW)

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