AMEAÇA NUCLEAR DE KIM JONG-UM GANHA FORÇA COM NOVOS MÍSSEIS

Indústria armamentista norte-coreana realizou diversos avanços tecnológicos nos últimos meses, ainda que especialistas duvidem que consiga atingir os EUA

O arsenal que Kim Jong-un herdou ao chegar ao poder, em 2011, não podia provocar uma explosão como as de  Hiroshima e Nagasaki, e seus mísseis não chegavam além dos mil quilômetros. Os últimos testes balísticos ordenados por seu pai, Kim Jong-il, fracassaram. Seis anos depois, e após substituir muitos militares por outros mais jovens com habilidades técnicas, a Coreia do Norte demonstrou nessa semana que seus projéteis podem atingir todo o território de seu grande inimigo, os EUA.

Já no primeiro semestre deixou claro que havia desenvolvido a bomba de hidrogênio, ou termonuclear, pelo menos 15 vezes mais potente do que as de 1945, segundo vários serviços de inteligência estrangeiros. Desde a posse de Donald Trump nos EUA, Pyongyang realizou vários avanços tecnológicos em sua indústria balística, como a propulsão sólida, que reduz a minutos o tempo de lançamento, e o domínio da tecnologia que evita que um míssil intercontinental se desintegre ao regressar à atmosfera.

Jong-um, na quarta-feira passada, junto ao Hwasong-15, pouco antes de seu lançamento.

Na madrugada de quarta-feira, Kim Jong-un supervisionou o lançamento do Hwasong-15, o míssil mais sofisticado do regime comunista, com alcance a todo o planeta com exceção da América do Sul. Ainda assim, Pyongyang não demonstrou ser capaz de incorporar um sistema de navegação preciso aos seus mísseis e de conseguir manter a estabilidade ao voar na horizontal. Alguns dos analistas consultados consideram que esse teste demonstrou que Pyongyang já pode dirigir uma carga nuclear aos EUA, outros especialistas acham que estão a dois ou três anos de seu objetivo.

Se Kim Jon-un chegar a ordenar o lançamento de um míssil balístico que leve uma carga nuclear contra território norte-americano, as probabilidades de sucesso seriam muito remotas. “Washington há 13 anos trabalha em um sistema de defesa ad hoc para a ameaça norte- coreana”, explica por telefone Patrick O’Reilly, ex-general norte-americano que dirigiu a Agência de Defesa de Mísseis.

 

(Com EL PAÍS)

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